sábado, 28 de abril de 2012

1º de Maio no Porto


  Convidamos-vos a participar no nosso Programa Libertário para o 1º de Maio no Porto :

10:30 – Trilha da Memória Libertária e Movimento Operário do Porto–encontro frente à antiga Cadeia da Relação (actual Instituto da Fotografia), na Cordoaria . Através de diversos pontos assinalando a presença  histórica libertária na cidade, desde fins do séc.XIX
 15:00 -  Banca de Informação da AIT-SP (e eventualm./ outras bancas libertárias) distribuição de  letras de canções sociais actuais e históricas e possível ensaio  para futuro CORO DE INTERVENÇÃO SOCIAL. Leitura de poemas  alusivos ao 1º de Maio e à situação operária e  Social  (parte sup. da Av.Aliados);
 17:30-18:00 – QUEIMA DA “CRISE” –com “discurso fúnebre”, cantares actuais, seguido de pequeno“diálogo em voz alta” entre “CONTENTES ”e DESCONTENTES”com a actualidade laboral e  social...  


1º de Maio do “volta atrás”e dos ladrões legais?...
    NÃO!  1º de Maio da memória e da luta laboral e popular !


Ainda não nos roubaram este feriado mas...já nos estão a roubar a conquista de hámais de 120 anos: a jornada de 8 HORAS - entre muitas outras conquistas do movimento operário histórico e do 25 de Abril de 74.
Com efeito foi em 1886 que foi organizada internacionalmente a campanha para que acabassem as longas jornadas de trabalho de 12 e 14 horas e tod@s @s trabalhadoras/es tivessem “8 horas de trabalho, 8 horas de descanso e 8 horas de lazer e cultura”. Esta luta tomou grandes proporções e em Chicago multiplicaram-se as greves. Numa manifestação operária, explodiu estranhamente uma bomba que atingiu vários policias. Depois foram presos vários animadores operários anarquistas, a maioria deles imigrantes, acusados do ato, sem quaisquer provas, posteriormente condenados à morte – os “Mártires de Chicago”.

Solidariedade com o projecto ES.COL.A no dia 25 de Abril

Concentração na praça Almeida Garret no Porto

Desfile em direcção à Fontinha

Re-ocupação simbólica da escola da Fontinha
Vídeo que mostra a enorme quantidade de pessoas que desfilaram dos Aliados até à Fontinha:

25 de Abril de 2012


Panfleto distribuído pelo SOV Porto em frente ao actual museu militar do Porto (antiga sede da Pide/DGS )

Enfrentar as ameaças do presente sem perder a Memória Libertária

Quando hoje o Capital financeiro e industrial internacional, as troikas, o FMI, os governos (aqui, na Espanha, na Grécia e globalmente) pretendem submeter as classes trabalhadoras e os povos à tirania do trabalho semi-escravo,“sem direitos”,à miséria generalizada, à aceitação da “representocracia” privilegiada e bem paga, ameaçando-nos com “cortes” também nos direitos mais básicos – reconquistados pelos movimentos popular e operário com o 25 de Abril de 74, após quase 50 anos de ditadura fascista-  convirá inspirarmo-nos hoje também no exemplo daqueles e daquelas que deram o seu melhor na Resistência contra o fascismo.
Haverá nomeadamente que não deixar apagar da memória o papel dos homens e mulheres da corrente LIBERTÁRIA, nomeadamente d@s ANARCOSINDICALISTAS da antiga CGT (Confederação Geral do Trabalho) / AIT, ANARQUISTAS da FARP (Federação Anarquista da Região Portuguesa) e das JJLL (Juventudes Libertárias), que sem os apoios externos que outros tiveram para resistir, pagaram muitos deles com a própria vida o seu amor à Liberdade.
Queremos pois, entre muitos anarquistas e anarco-sindicalistas, relembrar militantes como:
-Mário Castelhano, ferroviário, secretário da CGT, morto no Tarrafal em 1940; -Arnaldo Simões Januário, barbeiro (CGT) morto no Tarrafal em 1938; -Manuel Fiúza Júnior, gráfico(CGT) morto na PIDE do Porto em 1957;-Manuel Joaquim de Sousa, sapateiro (CGT e FARP) de Paranhos, falecido em 1944; -Anibal Dantas, maleiro (CGT e FARP) falecido em 1963 no Porto; -Virginia Dantas, costureira (CGT e FARP) falecida em 1989 no Porto; -Margarida de Barros, costureira (CGT e FARP) da Sé, falecida em 1990 no Porto; -Fernando Barros, carpinteiro (CGT, CNT(Esp)e FARP),da Sé, falecido em 1992 no Porto ;-

terça-feira, 24 de abril de 2012

A propósito do despejo da Es.Col.A. da Fontinha, no Porto, em 19 de Abril de 2012


CRÓNICA DE UM ASSALTO POLICIAL

Como para além de trabalhadores e anarco-sindicalistas também somos “cidadãos” deste mundo e desta cidade, não poderiamos ter deixado, como outrxs companheirxs, de responder ao apelo para a defesa da iniciativa da Es.Col.A. da Fontinha, sabedores como somos dos esforços de todxs os envolvidos naquele projecto , moradores do bairro e apoiantes, das muitas horas de voluntariado “não oficial” mas real, por valores que estão muito para além dos actualmente dominantes (os do “empreendedorismo”, os do  “sucesso”, os do “mercado”etc...).
Assim, por volta das 9:30 da manhã e de acordo com a decisão anterior de todoxs xs intervenientes apoiantes, de utilização de métodos de defesa pacífica, perante a ameaça de despejo pela  polícia, postámo-nos cerca de 15  pessoas, a maioria jovens, sentados no chão e com os braços e pernas entrelaçados, em frente ao portão da Es.Col.A. que tínhamos antes barricado com alguns móveis. Outros vão para dentro do edifício e distribuem-se pelas várias salas.
Pouco antes das 10 h., galgando os muros e o portão, BUMBA! , cai-nos em cima o Estado o Capital  e a Propriedade privada, nas figuras de um enorme contingente de polícias de choque, bem artilhados, escudados, armados, capacetados, alguns com expressões de ódio cego ( de olhos vermelhos, alguns quase espumando...) lembrando samurais ou maus filmes policiais do robot-cop ...

Trabalhadores portugueses são os quartos mais baratos da zona euro


Entre os 17 países da zona euro, só em três é que os trabalhadores são mais baratos do que em Portugal. Segundo os dados publicados hoje pelo Eurostat, os portugueses são dos que custam menos às empresas por cada hora trabalhada.
Em 2011, o Eurostat estima que esse custo tenha sido de 12,1 euros por hora em Portugal, o que representa subida muito ligeira face ao ano anterior (12 euros). Em 2009 e 2008, os custos de trabalho estavam nos 11,9 e 11,5 euros, respetivamente.
O cálculo deste indicador inclui não só a remuneração do trabalhador, como as contribuições que os empregadores são obrigados a fazer para a Segurança Social, através da Taxa Social Única (TSU). Esse valor é depois dividido pelas horas trabalhadas. Ou seja, a justificação para este valor pode estar nos salários baixos, bem como num elevado número de horas trabalhadas.
Os dados do Eurostat surgem numa altura em que Portugal atravesse um período de ajustamento, procurando aumentar a produtividade através de uma redução dos custos laborais. Uma estratégia que tem sido representada pela frase de Pedro Passos Coelho em outubro do ano passado: "Só saímos desta situação empobrecendo em termos relativos e até absolutos, porque o Produto Interno Bruto (PIB) já está a cair."
Os 12,1 euros por hora que cada trabalhador custa ao seu empregador constituem menos de metade da média da zona euro. Entre os 17 países da moeda única, os trabalhadores custam em média 27,6 euros. Ou seja, mais do dobro do valor registado para Portugal. Os únicos países com custos de trabalho mais baixos que Portugal são Estónia (8,1), Eslováquia (8,4) e Malta (11,9). A Grécia não tem dados para 2011, mas em 2010 o valor era bem mais elevado que em Portugal (17,5 euros).
Os trabalhadores que custam mais por hora são os belgas (39,3 euros), os franceses (34,2), os luxemburgueses (33,7), os holandeses (31,1) e os alemães (30,1).

http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO042870.html?page=0

segunda-feira, 23 de abril de 2012

PSP prepara tolerância zero nas manif's do 25 de Abril


Ordem aos agentes é para que nenhum sinal de ameaça seja desvalorizado.

Incidentes na greve de 22 de Março estão bem presentes na memória de quem manda nas forças de segurança (PSP), que já recebeu orientações para impedir manifestações, desfiles e acções de rua que não tenham seguido todos os procedimentos legais para a sua realização, avança hoje o 'DN'.

A orientação tem como alvo especial as iniciativas de movimentos potencialmente mais radicais, que a policia prevê venham a ter lugar nos próximos dias até ao 1º de Maio.

Esta é, para já, a primeira alteração táctica no terreno que a PSP pode levar a cabo, na sequência da auditoria que esta força de segurança fez à operação policial no dia da última greve geral, a 22 de Março, com especial incidência nos incidentes ocorridos em Lisboa.

Uma das conclusões dessa avaliação operacional, a primeira do género feita pela PSP, foi que houve uma subavaliação "quanto ao grau de ameaça e potencial de desordem" de alguns grupos de manifestantes, sendo que "o potencial de violência não teve o tratamento necessário", defende Magina da Silva, Inspector nacional da PSP que coordenou a auditoria.

Este oficial superior admite ainda que a PSP não será tolerante das próximas vezes: "Se soubéssemos o que sabemos hoje, esses grupos não teriam sido autorizados a desfilar. É uma das lições que aprendemos".

Enviado pela AIT-SP- Núcleo de Lisboa
e retirado de:
http://economico.sapo.pt/noticias/psp-prepara-tolerancia-zero-nas-manifestacoes-do-25-de-abril_143098.html

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Imposto Municipal sobre Imóveis

Confirme se tem Direito à Isenção total do IMI:

Através de requerimento (pedido escrito) ao serviço de Finanças, que deve ser feito até ao dia 30 de Junho de cada ano, peça a isenção total do IMI se estiver nas seguintes condições:
1-Se o rendimento do seu agregado familiar Bruto anual for igual ou inferior a 13.300. euros.
2- Se o valor patrimonial para efeitos de tributação da totalidade do património do agregado familiar não superar os 66.500 euros.

Este benefício determinado pelo artigo 48º do estatuto dos benefícios Fiscais estabelece assim a isenção total do imposto a quem reunir em simultâneo as duas condições.
(valores de 2012)

Publicado no Blog Portas de Perafita.