domingo, 29 de abril de 2012
Comunicado sobre o 1º de Maio em Setúbal
Este 1 de Maio vamos sair à rua, em Setúbal.
Depois da brutal repressão policial do ano passado, e no duro contexto
social em que nos encontramos, era inevitável voltar a sair e não
ceder ao medo que nos querem impor.
Os racistas e fascistas do PNR anunciaram também uma manifestação de
provocação contra as ideias do 1º de Maio e contra a tradição
anti-fascista da cidade de Setúbal. A PSP tem desenvolvido uma
campanha de assédio e intimidação, com demonstrações da sua violência
autoritária, com vigilância ostensiva, revistas, insultos,
humilhação e identificação de pessoas que se encontram em acções de
divulgação da manifestação, e inclusive , por duas vezes, a apreensão
de cola, baldes, trinchas e cartazes.
Torna-se necessário perante este cenário declarar que:
-Não vamos ceder às manobras intimidatórias das forças de desordem,
nem às manobras provocatórias dos fascistas. Esta manifestação vai
realizar-se de uma forma ou de outra.
-A concentração Anti-Capitalista e Anti-Autoritária terá inicio às
13:30 no Largo da Misericórdia e não vai alterar ou modificar um
milímetro que seja qualquer uma das suas motivações, propósitos e
percursos por causa da provocação fascista marcada para as 16:00h,
aparentemente em novo local, na praça du Bocage, em frente à Câmara
Municipal.
-Estamos a convocar uma manifestação, não estamos a convocar um motim,
nem um fight club. Gostamos muito da nossa cidade e não temos nenhuma
intenção em destruí-la. Para fazer isso já sobram capitalistas.
-Mas também sabemos que enquanto formos ingénuos, desorganizados e mal
preparados corremos grandes riscos. Não vamos entregar ninguém aos
lobos. Estamos e estaremos sempre prontos a defender a integridade
física de todos os manifestantes. Isso faz-se de forma activa, não
passiva. Com inteligência e determinação.
-Não é nem nunca foi um papel que protegeu alguém da violência
policial, ou da violência fascista. Hoje, como ontem, tudo o que
tivermos que ganhar será pelas nossas mãos, não a troco de
autorizações. Hoje, como ontem, ninguém nem nenhuma instituição nos
dará a liberdade, a justiça social ou a justiça económica.
De resto esperemos que seja um grande dia onde cumpramos o nosso
objectivo: sair à rua com todos os que estão fartos da miséria e
querem melhor; deixar claro que não nos chegamos para trás; e chegar
ao final duma manifestação comunicativa e combativa sem que os
desordeiros do costume ( polícia ) consigam travar mais uma iniciativa
popular. Estão todos convidados à aparecer.
Mantenham-se atentos às várias informações de segurança e legais que
se publicarão nos próximos dias.
Rebeldes e organizados, nós damos-lhe a crise...
TODOS A SETÚBAL.
Terra Livre
29 de Abril de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
1º de Maio no Porto
Convidamos-vos a participar no nosso Programa Libertário para o 1º de Maio no Porto :
10:30 – Trilha da Memória Libertária e Movimento Operário do Porto–encontro frente à antiga Cadeia da Relação (actual Instituto da Fotografia), na Cordoaria . Através de diversos pontos assinalando a presença histórica libertária na cidade, desde fins do séc.XIX
15:00 - Banca de Informação da AIT-SP (e eventualm./ outras bancas libertárias) distribuição de letras de canções sociais actuais e históricas e possível ensaio para futuro CORO DE INTERVENÇÃO SOCIAL. Leitura de poemas alusivos ao 1º de Maio e à situação operária e Social (parte sup. da Av.Aliados);
17:30-18:00 – QUEIMA DA “CRISE” –com “discurso fúnebre”, cantares actuais, seguido de pequeno“diálogo em voz alta” entre “CONTENTES ”e DESCONTENTES”com a actualidade laboral e social...
1º de Maio do “volta atrás”e dos ladrões legais?...
NÃO! 1º de Maio da memória e da luta laboral e popular !
Ainda não nos roubaram este feriado mas...já nos estão a roubar a conquista de hámais de 120 anos: a jornada de 8 HORAS - entre muitas outras conquistas do movimento operário histórico e do 25 de Abril de 74.
Com efeito foi em 1886 que foi organizada internacionalmente a campanha para que acabassem as longas jornadas de trabalho de 12 e 14 horas e tod@s @s trabalhadoras/es tivessem “8 horas de trabalho, 8 horas de descanso e 8 horas de lazer e cultura”. Esta luta tomou grandes proporções e em Chicago multiplicaram-se as greves. Numa manifestação operária, explodiu estranhamente uma bomba que atingiu vários policias. Depois foram presos vários animadores operários anarquistas, a maioria deles imigrantes, acusados do ato, sem quaisquer provas, posteriormente condenados à morte – os “Mártires de Chicago”.
Solidariedade com o projecto ES.COL.A no dia 25 de Abril
25 de Abril de 2012
Panfleto distribuído pelo SOV Porto em frente ao actual museu militar do Porto (antiga sede da Pide/DGS )
Enfrentar as ameaças do presente sem perder a Memória Libertária
Quando hoje o Capital financeiro e industrial internacional, as troikas, o FMI, os governos (aqui, na Espanha, na Grécia e globalmente) pretendem submeter as classes trabalhadoras e os povos à tirania do trabalho semi-escravo,“sem direitos”,à miséria generalizada, à aceitação da “representocracia” privilegiada e bem paga, ameaçando-nos com “cortes” também nos direitos mais básicos – reconquistados pelos movimentos popular e operário com o 25 de Abril de 74, após quase 50 anos de ditadura fascista- convirá inspirarmo-nos hoje também no exemplo daqueles e daquelas que deram o seu melhor na Resistência contra o fascismo.
Haverá nomeadamente que não deixar apagar da memória o papel dos homens e mulheres da corrente LIBERTÁRIA, nomeadamente d@s ANARCOSINDICALISTAS da antiga CGT (Confederação Geral do Trabalho) / AIT, ANARQUISTAS da FARP (Federação Anarquista da Região Portuguesa) e das JJLL (Juventudes Libertárias), que sem os apoios externos que outros tiveram para resistir, pagaram muitos deles com a própria vida o seu amor à Liberdade.
Queremos pois, entre muitos anarquistas e anarco-sindicalistas, relembrar militantes como:
-Mário Castelhano, ferroviário, secretário da CGT, morto no Tarrafal em 1940; -Arnaldo Simões Januário, barbeiro (CGT) morto no Tarrafal em 1938; -Manuel Fiúza Júnior, gráfico(CGT) morto na PIDE do Porto em 1957;-Manuel Joaquim de Sousa, sapateiro (CGT e FARP) de Paranhos, falecido em 1944; -Anibal Dantas, maleiro (CGT e FARP) falecido em 1963 no Porto; -Virginia Dantas, costureira (CGT e FARP) falecida em 1989 no Porto; -Margarida de Barros, costureira (CGT e FARP) da Sé, falecida em 1990 no Porto; -Fernando Barros, carpinteiro (CGT, CNT(Esp)e FARP),da Sé, falecido em 1992 no Porto ;-
terça-feira, 24 de abril de 2012
A propósito do despejo da Es.Col.A. da Fontinha, no Porto, em 19 de Abril de 2012
CRÓNICA DE UM ASSALTO POLICIAL
Como para além de trabalhadores e anarco-sindicalistas também somos “cidadãos” deste mundo e desta cidade, não poderiamos ter deixado, como outrxs companheirxs, de responder ao apelo para a defesa da iniciativa da Es.Col.A. da Fontinha, sabedores como somos dos esforços de todxs os envolvidos naquele projecto , moradores do bairro e apoiantes, das muitas horas de voluntariado “não oficial” mas real, por valores que estão muito para além dos actualmente dominantes (os do “empreendedorismo”, os do “sucesso”, os do “mercado”etc...).
Assim, por volta das 9:30 da manhã e de acordo com a decisão anterior de todoxs xs intervenientes apoiantes, de utilização de métodos de defesa pacífica, perante a ameaça de despejo pela polícia, postámo-nos cerca de 15 pessoas, a maioria jovens, sentados no chão e com os braços e pernas entrelaçados, em frente ao portão da Es.Col.A. que tínhamos antes barricado com alguns móveis. Outros vão para dentro do edifício e distribuem-se pelas várias salas.
Pouco antes das 10 h., galgando os muros e o portão, BUMBA! , cai-nos em cima o Estado o Capital e a Propriedade privada, nas figuras de um enorme contingente de polícias de choque, bem artilhados, escudados, armados, capacetados, alguns com expressões de ódio cego ( de olhos vermelhos, alguns quase espumando...) lembrando samurais ou maus filmes policiais do robot-cop ...
Trabalhadores portugueses são os quartos mais baratos da zona euro
Entre os 17 países da zona euro, só em três é que os trabalhadores são mais baratos do que em Portugal. Segundo os dados publicados hoje pelo Eurostat, os portugueses são dos que custam menos às empresas por cada hora trabalhada.
Em 2011, o Eurostat estima que esse custo tenha sido de 12,1 euros por hora em Portugal, o que representa subida muito ligeira face ao ano anterior (12 euros). Em 2009 e 2008, os custos de trabalho estavam nos 11,9 e 11,5 euros, respetivamente.
O cálculo deste indicador inclui não só a remuneração do trabalhador, como as contribuições que os empregadores são obrigados a fazer para a Segurança Social, através da Taxa Social Única (TSU). Esse valor é depois dividido pelas horas trabalhadas. Ou seja, a justificação para este valor pode estar nos salários baixos, bem como num elevado número de horas trabalhadas.
Os dados do Eurostat surgem numa altura em que Portugal atravesse um período de ajustamento, procurando aumentar a produtividade através de uma redução dos custos laborais. Uma estratégia que tem sido representada pela frase de Pedro Passos Coelho em outubro do ano passado: "Só saímos desta situação empobrecendo em termos relativos e até absolutos, porque o Produto Interno Bruto (PIB) já está a cair."
Os 12,1 euros por hora que cada trabalhador custa ao seu empregador constituem menos de metade da média da zona euro. Entre os 17 países da moeda única, os trabalhadores custam em média 27,6 euros. Ou seja, mais do dobro do valor registado para Portugal. Os únicos países com custos de trabalho mais baixos que Portugal são Estónia (8,1), Eslováquia (8,4) e Malta (11,9). A Grécia não tem dados para 2011, mas em 2010 o valor era bem mais elevado que em Portugal (17,5 euros).
Os trabalhadores que custam mais por hora são os belgas (39,3 euros), os franceses (34,2), os luxemburgueses (33,7), os holandeses (31,1) e os alemães (30,1).
http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO042870.html?page=0
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