domingo, 10 de junho de 2012

[Portugal] Crônica da 5ª Feira do Livro Anarquista de Lisboa

Realizou-se, na Faculdade de Belas Artes de Lisboa de 25 a 27 de maio de 2012, esta 5ª edição da Feira do Livro Anarquista.
Se o objetivo assumido era o de aprofundar e divulgar as ideias anarquistas, na sua diversidade, enquanto ataque real a esta sociedade exploradora, autoritária e antropocêntrica, incentivando as publicações independentes, criando espaços de discussão e de troca de ideias, então o balanço poder-se-á considerar deveras positivo. E o mote foi sempre o de partir do inconformismo face a todas as formas de dominação, promovendo o pensamento libertário e a rejeição de qualquer mediação política. Do mesmo modo esteve sempre presente o respeito pela singularidade e as diferenças entre cada indivíduo e grupo.
O sucesso desta partilha residiu não só da qualidade da interação entre todos os companheiros e companheiras presentes, de tantos lados do mundo, seja do grupo organizador ou dos e das que animaram os debates, do público ávido de livros, revistas ou de respostas. Com questões. E aí cada um/uma de nós deu, amorosamente, a sua visão. Sim, a partilha, a colaboração, a interação, o debate, a organização desta feira, estão de parabéns. A solidariedade esteve presente em muitas bancas, não esquecendo nenhum e nenhuma compa preso/a e, em particular, os/as compas na Grécia. E são tantos/as. Precisam de toda a nossa solidariedade. Ativa. E da nossa luta.
Presentes bancas da Agência de Notícias Anarquistas (ANA), AIT-Seção Portuguesa, Biblioteca Terra Livre (São Paulo, Brasil), Biblioteca e Observatório dos Estragos da Sociedade Globalizada (Lisboa), Caldas da Rainha pela Ética Animal, Campanha pelas Sementes Livres, Centro de Cultura Libertária (Almada), Centre International de Recherches sur l'Anarchisme (Marselha, França), Contra Info, CNT-AIT - Federación Local de Madrid (Espanha), Coice de Mula, Edições Versus Capitalismus, Eztabaida Gune Antiautoritarioa (Bilbao, País Basco, Espanha)), Grupo Surrealista de Madrid (Espanha),  In my Time Distro, Jornal Buraco, Librería Bakakai (Granada, Espanha)), Livraria Letra Livre (Lisboa), Oak Distro,  Plataforma Anti-Guerra Anti-Nato, Raividições,  Rechazo distro (Santurtzi),  Revista Alambique (Alentejo), Tertúlia Liberdade (Lisboa), Textos Subterrâneos.
Um programa cheio, cumprido integralmente. Os debates foram ricos e participados. Os livros e revistas encantatórios. Os filmes deliciosos. Cumplicidades foram tecidas e outras, porventura, desfeitas. A anarquia ganha com isso. Nós também.
Saúde e anarquia! Liberdade sempre!
Emília Cerqueira

Programa da feira:
http://feiradolivroanarquista.blogspot.pt/p/sexta-feira-25-de-maio-14h-abertura-da.html

                                              Para baixar a revista Alambique nº 4 (Primavera de 2012):
                                                       http://www.mediafire.com/?g1r1jlld1rt6t16

Grande carta que derrete a administração da Carris ( Imperdivel )



Não há dinheiro, estamos a viver acima das nossas possibilidades, dizem eles....

Carta da Marisa Moura à administração da Carris

Ex.mos Senhores  José Manuel Silva Rodrigues, Fernando Jorge Moreira da Silva, Maria Isabel Antunes, Joaquim José Zeferino e Maria Adelina Rocha.
Chamo-me Marisa Sofia Duarte Moura e sou a contribuinte nº 215860101 da República Portuguesa. Venho por este meio colocar-vos, a cada um de vós, algumas perguntas:

Sabia que o aumento do seu vencimento e dos seus colegas, num total extra de 32 mil euros, fixado pela comissão de vencimentos numa altura em que a empresa apresenta prejuízos de 42,3 milhões e um buraco de 776,6 milhões de euros, representa um crime previsto na lei sob a figura de gestão danosa?
Terá o senhor(a) a mínima noção de que há mais de 600 mil pessoas desempregadas em Portugal neste momento por causa de gente como o senhor(a) que, sem qualquer moral, se pavoneia num dos automóveis de luxo que neste momento custam 4.500 euros por mês a todos os contribuintes?A dívida do país está acima dos 150 mil milhões de euros, o que significa que eu estou endividada em 15 mil euros. Paguei em impostos no ano passado 10 mil euros. Não chega nem para a minha parte da dívida colectiva. E com pessoas como o senhor(a) a esbanjar desta forma o meu dinheiro, os impostos dos contribuintes não vão chegar nunca para pagar o que realmente devem pagar: o bem-estar colectivo.
A sua cara está publicada no site da empresa. Todos os portugueses sabem, portanto, quem é. Hoje, quando parar num semáforo vermelho,conseguirá enfentar o olhar do condutor ao lado estando o senhor(a) ao volante de uma viatura paga com dinheiro que a sua empresa não tem e que é paga às custas da fome de milhares de pessoas, velhos, adultos,jovens e crianças?
Para o senhor auferir do seu vencimento, agora aumentado ilegalmente, e demais regalias, há 900 mil pessoas a trabalhar (inclusive em empresas estatais como a sua?) sem sequer terem direito a Baixa se ficarem doentes, porque trabalham a recibos verdes. Alguma vez pensou nisso? Acha genuinamente que o trabalho que desempenha tem de ser tamanhamente bem remunerado ao ponto de se sobrepôr às mais elementares necessidades de outros seres humanos?
Despeço-me sem grande consideração, mas com alguma pena da sua pessoa e com esperança que consiga reativar alguns genes da espécie humana que terá com certeza perdido algures no decorrer da sua vida.

Marisa Moura

» Notícia que originou este meu mail em
http://economia.publico.pt/Noticia/carris-administracao-recebeu-viaturas-topo-de-gama-em-ano-de-buraco-financeiro-de-7766-milhoes_1487820


ESTA CARTA MERECIA SER EMOLDURADA E POSTA EM TODAS AS ESTAÇÕES DE COMBOIOS E NÃO SÓ, POR TODAS AS INSTITUIÇÕES,  EMPRESAS PUBLICAS, TODAS AS PAREDES DESTE PORTUGAL PARA QUE SEJAM DENUNCIADOS TODOS ESTES CASOS ..... E QUE SE ACABE DE VEZ COM "GESTÕES DANOSAS" QUE DAO MILHÕES EM CASH E MORDOMIAS, AOS MARAVILHOSOS GESTORES QUE AS PROVOCARAM E QUE AINDA OS DESLOCAM DE EMPRESA EM EMPRESA, PARA CONTINUAR A SUA BOA "ACÇÃO" E RECOLHA DE "FUNDOS"

(Enviada por Domingos Alves)



sábado, 9 de junho de 2012

FUNDACION AUORA INTERMITENTE


 Imaginación e ironía conta el engaño



Os reenviamos esta curiosa y artística intervención en un banco. Enviada
por el compañero "Manue".


terça-feira, 5 de junho de 2012

Edición de la Memoria de las I Jornadas Conferencia sobre Economía Alternativa CNT

La edición de esta Memoria es el resultado del trabajo colectivo de militantes, sindicatos y proyectos de economía alternativa-autogestionaria, que dimos cuerpo y contenido a las I Jornadas/Conferencia de Economía Alternativa organizadas por la Confederación Nacional del Trabajo los días 9, 10 y 11 de diciembre de 2011 en Villaverde Alto, Madrid.
Una veintena de proyectos, quince sindicatos y decenas de militantes hicieron realidad estas Jornadas, que tenían como objetivo proporcionar visibilidad a los proyectos de economía autogestionaria alternativa y a los sindicatos de la CNT. ¿El objetivo? Intercambiar información y propuestas, debatir, analizar y extraer conclusiones desde lo colectivo. En definitiva, dotarnos, de este modo, de un amplio abanico de experiencias y análisis enfocados a fortalecer la formación, el aprendizaje y las relaciones colectivas en este ámbito, el de la economía autogestionaria. Un campo en el que las relaciones en red y el apoyo mutuo potencian la viabilidad y la permanencia de los proyectos; así como la progresiva configuración de una alternativa real que nos permita caminar hacia la ruptura con las relaciones económicas capitalistas (producción-distribución-consumo) impuestas, para extender e incrementar su incidencia y participación desde la premisa del colectivismo, la autogestión y la propuesta anarcosindicalista y libertaria.
Quinientos ejemplares han sido editados para ser distribuidos entre los/as militantes y sindicatos de la CNT, todos los proyectos participantes y otros del mismo ámbito, bibliotecas y librerías sociales, archivos, fundaciones libertarias y colectivos sociales y libertarios. Además, se podrá consultar y descargar en su versión online; deseando que cumpla con sus objetivos como aportación a la consecución de las ideas libertarias.

Secretaría de Acción Social
Grupo de Trabajo de Economía Alternativa
Secretariado Permanente del Comité Confederal, CNT-AIT.
Junio 2012

Índice de contenidos
Presentación
Fichas descriptivas de los Proyectos participantes
Ponencias de los Proyectos participantes
Resúmenes y conclusiones de las Mesas de trabajo
Conferencia Confederal de Sindicatos sobre Economía Alternativa
Acuerdos X Congreso CNT sobre Economía colectivista y Proyectos autogestionados
Bases para una Economía alternativa
Glosario para una Economía alternativa
Apéndice gráfico
Memoria I Jornadas Conferencia Economía Alternativa CNT · 124 páginas
Edita, publica y coordina: Secretaría de Acción Social-Grupo de Trabajo Economía Alternativa.
Secretariado Permanente del Comité Confederal, CNT-AIT.
Historiador Domínguez Ortiz 7, local 2. 14002 Córdoba. spcc@cnt.es / social@cnt.es / www.cnt.es


Descargas: Memoria Jornadas Economía Alternativa CNT (pdf) (Junio 20122) http://cnt.es/sites/default/files/Memoria_Jornadas_Econom%C3%ADa_CNT.pdf

Lee la crónica de las Jornadas (23/12/2011) http://cnt.es/noticias/cronica-de-las-i-jornadas-de-economia-alternativa-cnt


Documental Jornadas de Economía Alternativa

Estudios, Revista de Pensamiento Libertario (Formación-CNT) para su primer número ha realizado un documental que recoge las entrevistas a los proyectos participantes en las I Jornadas de Economía Alternativa, CNT.



Informação enviada pela CNT-AIT
Confederación National del Trabajo


Recurso da pena aplicada a dois dos arguidos do projecto EsColA

Durante o despejo do Espaço Colectivo Autogestionado (Es.Col.A) do Alto da Fontinha, no Porto, no passado dia 19 de Abril, dois dos detidos, António Pedro Sousa e Ricardo Ribeiro, foram acusados de crime de injúria e crime de resistência e coacção sobre funcionário. Em julgamento sumário, no dia 2 de Maio, foram ambos condenados a pena de prisão de três meses, substituída por multa mais pagamento da taxa de justiça, num total de €954 cada, segundo sentença lida a 10 de Maio.

Vimos por este meio enviar, em anexo, cópia do Recurso da sentença - que deu entrada no Tribunal de Pequena Instância Criminal do Porto, 3ª Secção, no passado dia 1 de Junho - de forma a que este seja divulgado e ponha a nu a farsa que foi este julgamento nitidamente político. Junta-se também em anexo cópia dos factos alegadamente provados em Tribunal, contestados no Recurso. Refira-se que o documento referente ao recurso é antecedido de um índice, com links e bookmarks para facilitar o manuseamento.

Denunciamos a violação do processo equitativo, violação do princípio da legalidade, ausência do respeito devido às instituições vigentes, plausibilidade da ausência de defesa efectiva, de onde ressalvamos:

O facto da Procuradora do Ministério Público (MP), que representa a fiscalização da Lei, ter nas suas alegações finais tecido considerações na primeira pessoa do singular sobre as convicções políticas dos arguidos, acusando-nos de "proselitismo na via da educação" e de um internacionalismo alarmante. Chegando ao cúmulo de ter dito que "se não queremos suportar situações que não nos agradam, vivemos isolados na Serra da Lousã". E o facto da Procuradora do MP e do Juiz de Direito do Tribunal de Pequena Instância Criminal do Porto - 3ª Secção terem, com toda a evidência e à vontade, conduzido os testemunhos de acusação e ignorado os de defesa.

E fica a dúvida, uma vez que nada ficou provado, o que é que afinal sustenta a acusação?

Excerto caricato das alegações finais da Procuradora do MP:

" (...) resolvem experimentar ou fazer uma experiência quase laboratorial de socialismo libertário (...) o pretexto e o começo desse exercício era um espaço autogestionado de intervenção social. (...) exercitarem (...) essa experiência que realmente tem todos os traços, todos os princípios, acção directa, intervenção, apoio mútuo, porque todos, todos são um colectivo, ninguém é, ninguém é, líder, não há líderes ali (...) o apoio mútuo, está lá esse princípio, há um intercionalismo, também está lá, está... quem consultar a net vê, desde os Anonymous (...) até todos os colectivos ocupas catalães, do Brasil, da Conchichina, toda a gente desta ideologia está apoiando o colectivo, está ao corrente do que se passou, está solidário com o assunto, ou seja, há uma absoluta internacionalização, aliás os Anonymous têm um vídeo a ameaçar o presidente da Câmara do Porto, que (...) é incongruente com os princípios (...) de qualquer ideologia pacífica, coagir outras pessoas, sejam elas quais forem, sejam elas de uma estrutura formal e de direito burguesa com a qual nós não concordemos (...) a ameaça à coacção está lá, no final. (...) há ainda um outro princípio que foi encetado, que é o proselitismo pela via da educação avançada, e é por isso que toda aquele, todo aquele colectivo, ali, ministrava aulas às crianças, à população, etc, etc, (...) todos nós sabemos como é que se passa a palavra, como é que se faz o convencimento e a divulgação da nossa ideologia e captamos simpatias para o nosso lado.(…)
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Recurso do Processo nº 473_12.9 PJPRT.pdfRecurso do Processo nº 473_12.9 PJPRT.pdf
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factos pretensamente provados em tribunal_proc. nº 473-12.9 PJPRT.pdffactos pretensamente provados em tribunal_proc. nº 473-12.9 PJPRT.pdf
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