quarta-feira, 27 de junho de 2012
sexta-feira, 22 de junho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Mineiros espanhóis em luta
APOIO AO CONFLICTO MINEIRO (Em Leão e nas Astúrias) E REFLEXÕES SOBRE O MESMO
Todos temos estado a assistir nas últimas semanas a uma nova edição de uma das lutas operárias mais históricas de Espanha, a luta mineira. Não é a primeira vez e provavelmente tampouco será a última deste âmbito, já que o sector das minas, ainda que em recessão, ainda terá muito a dizer.
Contudo, apesar de se caracterizar por confrontos algo mais cruentos do que aquilo a que estamos acostumados, esta luta não está a ser retransmitida nos meios de comunicação com a honestidade que merece. Tampouco isso se trata de algo que nos deva surpreender e muito iludidos estarão aqueles que pensem que aqueles meios são neutros e que procuram a veracidade da informação como os próprios gostam de se caracterizar.
Os “mass-media”estão ao serviço do Capital e de quem governa o país, quer dizer, os que os pagam e que os financiam não são senão os mesmos que movem os fios da política e da economia, empresários e políticos. É importante antes de ler o jornal ou ver o telejornal questionar-se sobre se essas notícias procuram a verdade ou se pelo contrário tratam é de condicionar na medida do possível o pensamento da sociedade segundo os seus interesses. E quais são os interesses do estado e do capital, de políticos e empresários, nestes momentos de crise económica e financeira? Provavelmente a sua prioridade, ainda que não revelada de forma aberta mas sim subtilmente, seja a “carneirização” da população, dando ópio ao povo para que não seja claro e este não se torne consciente de que a força é nas suas mãos que está, que a riqueza e a produção cria-a quem trabalha, quer dizer, os trabalhadores, enquanto que políticos e empresários somente desfrutam do trabalho alheio.
Futebol, Grande Irmão... transmitem-nos todo o tipo de distrações para o nosso tempo-livre enquanto a poucos quilómetros das nossas casas estão a haver autênticas batalhas campais entre mineiros e polícia, como se tivéssemos voltado 70 anos atrás e estivéssemos nos tempos das guerrilhas. Mas isto que mal sai nos jornais e telejornais, no entanto, ESTÁ A ACONTECER AGORA E É NOTÍCIA!
Desde há não muito tempo e ainda agora, o espírito da luta operária continua vivo. Não devemos esquecer que os direitos de que desfrutaram os trabalhadores até há bem poucos anos (ainda que tristemente estejam em retrocesso) foram conseguidos com o suor e o sangue dos nossos avós. A jornada das 8 horas e os dois dias de descanso semanal não foram outorgados pela bondades de nenhum patrão mas sim pelas exigências dos trabalhadores em lutas provavelmente violentas.
Por estas mesmas razões, as lutas que estão a manter os mineiros asturianos e lioneses merece todo o nosso respeito, mesmo apesar das críticas que se possam fazer aos fins da mesma. Trata-se de uma luta de trabalhadores por manter os seus postos de trabalho, o futuro das suas famílias e da sua terra, porque nas zonas mineiras não outra coisa para além da mineração, como eles dizem. Uma luta de base, daqueles que trabalham, e na rua, e não uma negociação de líderes sindicais nos escritórios da patronal. O braço-de-ferro que os mineiros estão a manter com mo governo e com o seu braço armado, a polícia e a guarda civil, é exemplar quanto às formas.Trata-se de uma legítima defesa do seu futuro, frente a um decreto que não teve em conta esse mesmo futuro. Por isso não se deve confundir com o uso da violência gratuita mas deve ser vista sim como defesa frente a uma agressão. Se eloes nos tratam com violência nós faremos o mesmo. Miséria, despedimentos, salários de merda, horas extras, acidentes laborais, cortes e privatizações, isso sim, é que é violência!
Todos temos estado a assistir nas últimas semanas a uma nova edição de uma das lutas operárias mais históricas de Espanha, a luta mineira. Não é a primeira vez e provavelmente tampouco será a última deste âmbito, já que o sector das minas, ainda que em recessão, ainda terá muito a dizer.
Os “mass-media”estão ao serviço do Capital e de quem governa o país, quer dizer, os que os pagam e que os financiam não são senão os mesmos que movem os fios da política e da economia, empresários e políticos. É importante antes de ler o jornal ou ver o telejornal questionar-se sobre se essas notícias procuram a verdade ou se pelo contrário tratam é de condicionar na medida do possível o pensamento da sociedade segundo os seus interesses. E quais são os interesses do estado e do capital, de políticos e empresários, nestes momentos de crise económica e financeira? Provavelmente a sua prioridade, ainda que não revelada de forma aberta mas sim subtilmente, seja a “carneirização” da população, dando ópio ao povo para que não seja claro e este não se torne consciente de que a força é nas suas mãos que está, que a riqueza e a produção cria-a quem trabalha, quer dizer, os trabalhadores, enquanto que políticos e empresários somente desfrutam do trabalho alheio.
Futebol, Grande Irmão... transmitem-nos todo o tipo de distrações para o nosso tempo-livre enquanto a poucos quilómetros das nossas casas estão a haver autênticas batalhas campais entre mineiros e polícia, como se tivéssemos voltado 70 anos atrás e estivéssemos nos tempos das guerrilhas. Mas isto que mal sai nos jornais e telejornais, no entanto, ESTÁ A ACONTECER AGORA E É NOTÍCIA!
Desde há não muito tempo e ainda agora, o espírito da luta operária continua vivo. Não devemos esquecer que os direitos de que desfrutaram os trabalhadores até há bem poucos anos (ainda que tristemente estejam em retrocesso) foram conseguidos com o suor e o sangue dos nossos avós. A jornada das 8 horas e os dois dias de descanso semanal não foram outorgados pela bondades de nenhum patrão mas sim pelas exigências dos trabalhadores em lutas provavelmente violentas.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
SUBSÍDIOS FÉRIAS E NATAL 2012 - Dec.Lei não foi revogado!
Dec. Lei n.º496/80 de 20 Outubro
Os nossos governantes e a Troika desconhecem isto!!!!
Não tiveram tempo para consultar este decreto-lei uma vez que data de 1980.....
Como pode o Governo Central retirar os subsídios de férias e de Natal se o Decreto Lei nº. 496/80,o qual não foi revogado, no seu artº.17, diz que os mesmos são inalienáveis e impenhoráveis?
Faz a tua parte e divulga o máximo que te for possível.
*D. Lei n.º496/80 de 20 Outubro*
*Para que conste os subsídios de natal e de férias são inalianáveis e impenhoráveis.*
*É o que diz o decreto lei, e que eu saiba até ao momento a lei ainda não foi alterada.* *Divulguem pelos vossos contactos para ver se chega a quem deve.*
*Divulga o dl n.º496/80 de 20 de Outubro*
ESTES SENHORES COM ESTAS MEDIDAS ANDAM A APALPAR A NOSSA REACÇÃO. JÁ VIMOS QUE SÃO FRACOS COM OS FORTES E FORTES COM OS FRACOS, SE SENTIREM QUE OS FRACOS SÃO MESMO FRACOS, ENTÃO MEUS AMIGOS, ESTAMOS FEITOS E DEPOIS NÃO SE QUEIXEM.
É UM DIREITO INSCRITO NA CONSTITUIÇÃO QUE NOS ESTÃO A TIRAR E NO FUTURO AOS NOSSOS FILHOS.
POR ISSO: PASSEM E REPASSEM, VAMOS FAZER UM MOVIMENTO NACIONAL ANTES QUE NOS CORTEM ESTES SUBSÍDIOS PARA SEMPRE!!!!!!!!!!
(Mensagem encaminhada de D.A)
quarta-feira, 13 de junho de 2012
domingo, 10 de junho de 2012
[Portugal] Crônica da 5ª Feira do Livro Anarquista de Lisboa
Realizou-se, na Faculdade de Belas Artes de Lisboa de 25 a 27 de maio de 2012, esta 5ª edição da Feira do Livro Anarquista.
Se o objetivo assumido era o de aprofundar e divulgar as ideias anarquistas, na sua diversidade, enquanto ataque real a esta sociedade exploradora, autoritária e antropocêntrica, incentivando as publicações independentes, criando espaços de discussão e de troca de ideias, então o balanço poder-se-á considerar deveras positivo. E o mote foi sempre o de partir do inconformismo face a todas as formas de dominação, promovendo o pensamento libertário e a rejeição de qualquer mediação política. Do mesmo modo esteve sempre presente o respeito pela singularidade e as diferenças entre cada indivíduo e grupo.
O sucesso desta partilha residiu não só da qualidade da interação entre todos os companheiros e companheiras presentes, de tantos lados do mundo, seja do grupo organizador ou dos e das que animaram os debates, do público ávido de livros, revistas ou de respostas. Com questões. E aí cada um/uma de nós deu, amorosamente, a sua visão. Sim, a partilha, a colaboração, a interação, o debate, a organização desta feira, estão de parabéns. A solidariedade esteve presente em muitas bancas, não esquecendo nenhum e nenhuma compa preso/a e, em particular, os/as compas na Grécia. E são tantos/as. Precisam de toda a nossa solidariedade. Ativa. E da nossa luta.
Presentes bancas da Agência de Notícias Anarquistas (ANA), AIT-Seção Portuguesa, Biblioteca Terra Livre (São Paulo, Brasil), Biblioteca e Observatório dos Estragos da Sociedade Globalizada (Lisboa), Caldas da Rainha pela Ética Animal, Campanha pelas Sementes Livres, Centro de Cultura Libertária (Almada), Centre International de Recherches sur l'Anarchisme (Marselha, França), Contra Info, CNT-AIT - Federación Local de Madrid (Espanha), Coice de Mula, Edições Versus Capitalismus, Eztabaida Gune Antiautoritarioa (Bilbao, País Basco, Espanha)), Grupo Surrealista de Madrid (Espanha), In my Time Distro, Jornal Buraco, Librería Bakakai (Granada, Espanha)), Livraria Letra Livre (Lisboa), Oak Distro, Plataforma Anti-Guerra Anti-Nato, Raividições, Rechazo distro (Santurtzi), Revista Alambique (Alentejo), Tertúlia Liberdade (Lisboa), Textos Subterrâneos.
Um programa cheio, cumprido integralmente. Os debates foram ricos e participados. Os livros e revistas encantatórios. Os filmes deliciosos. Cumplicidades foram tecidas e outras, porventura, desfeitas. A anarquia ganha com isso. Nós também.
Saúde e anarquia! Liberdade sempre!
Programa da feira:
http://feiradolivroanarquista.blogspot.pt/p/sexta-feira-25-de-maio-14h-abertura-da.html
Se o objetivo assumido era o de aprofundar e divulgar as ideias anarquistas, na sua diversidade, enquanto ataque real a esta sociedade exploradora, autoritária e antropocêntrica, incentivando as publicações independentes, criando espaços de discussão e de troca de ideias, então o balanço poder-se-á considerar deveras positivo. E o mote foi sempre o de partir do inconformismo face a todas as formas de dominação, promovendo o pensamento libertário e a rejeição de qualquer mediação política. Do mesmo modo esteve sempre presente o respeito pela singularidade e as diferenças entre cada indivíduo e grupo.
O sucesso desta partilha residiu não só da qualidade da interação entre todos os companheiros e companheiras presentes, de tantos lados do mundo, seja do grupo organizador ou dos e das que animaram os debates, do público ávido de livros, revistas ou de respostas. Com questões. E aí cada um/uma de nós deu, amorosamente, a sua visão. Sim, a partilha, a colaboração, a interação, o debate, a organização desta feira, estão de parabéns. A solidariedade esteve presente em muitas bancas, não esquecendo nenhum e nenhuma compa preso/a e, em particular, os/as compas na Grécia. E são tantos/as. Precisam de toda a nossa solidariedade. Ativa. E da nossa luta.
Presentes bancas da Agência de Notícias Anarquistas (ANA), AIT-Seção Portuguesa, Biblioteca Terra Livre (São Paulo, Brasil), Biblioteca e Observatório dos Estragos da Sociedade Globalizada (Lisboa), Caldas da Rainha pela Ética Animal, Campanha pelas Sementes Livres, Centro de Cultura Libertária (Almada), Centre International de Recherches sur l'Anarchisme (Marselha, França), Contra Info, CNT-AIT - Federación Local de Madrid (Espanha), Coice de Mula, Edições Versus Capitalismus, Eztabaida Gune Antiautoritarioa (Bilbao, País Basco, Espanha)), Grupo Surrealista de Madrid (Espanha), In my Time Distro, Jornal Buraco, Librería Bakakai (Granada, Espanha)), Livraria Letra Livre (Lisboa), Oak Distro, Plataforma Anti-Guerra Anti-Nato, Raividições, Rechazo distro (Santurtzi), Revista Alambique (Alentejo), Tertúlia Liberdade (Lisboa), Textos Subterrâneos.
Um programa cheio, cumprido integralmente. Os debates foram ricos e participados. Os livros e revistas encantatórios. Os filmes deliciosos. Cumplicidades foram tecidas e outras, porventura, desfeitas. A anarquia ganha com isso. Nós também.
Saúde e anarquia! Liberdade sempre!
Emília Cerqueira
Programa da feira:
http://feiradolivroanarquista.blogspot.pt/p/sexta-feira-25-de-maio-14h-abertura-da.html
Para baixar a revista Alambique nº 4 (Primavera de 2012):
Grande carta que derrete a administração da Carris ( Imperdivel )
Não há dinheiro, estamos a viver acima das nossas possibilidades, dizem eles....
Carta da Marisa Moura à administração da Carris
Chamo-me Marisa Sofia Duarte Moura e sou a contribuinte nº 215860101 da República Portuguesa. Venho por este meio colocar-vos, a cada um de vós, algumas perguntas:
Sabia que o aumento do seu vencimento e dos seus colegas, num total extra de 32 mil euros, fixado pela comissão de vencimentos numa altura em que a empresa apresenta prejuízos de 42,3 milhões e um buraco de 776,6 milhões de euros, representa um crime previsto na lei sob a figura de gestão danosa?
Terá o senhor(a) a mínima noção de que há mais de 600 mil pessoas desempregadas em Portugal neste momento por causa de gente como o senhor(a) que, sem qualquer moral, se pavoneia num dos automóveis de luxo que neste momento custam 4.500 euros por mês a todos os contribuintes?A dívida do país está acima dos 150 mil milhões de euros, o que significa que eu estou endividada em 15 mil euros. Paguei em impostos no ano passado 10 mil euros. Não chega nem para a minha parte da dívida colectiva. E com pessoas como o senhor(a) a esbanjar desta forma o meu dinheiro, os impostos dos contribuintes não vão chegar nunca para pagar o que realmente devem pagar: o bem-estar colectivo.
A sua cara está publicada no site da empresa. Todos os portugueses sabem, portanto, quem é. Hoje, quando parar num semáforo vermelho,conseguirá enfentar o olhar do condutor ao lado estando o senhor(a) ao volante de uma viatura paga com dinheiro que a sua empresa não tem e que é paga às custas da fome de milhares de pessoas, velhos, adultos,jovens e crianças?
Para o senhor auferir do seu vencimento, agora aumentado ilegalmente, e demais regalias, há 900 mil pessoas a trabalhar (inclusive em empresas estatais como a sua?) sem sequer terem direito a Baixa se ficarem doentes, porque trabalham a recibos verdes. Alguma vez pensou nisso? Acha genuinamente que o trabalho que desempenha tem de ser tamanhamente bem remunerado ao ponto de se sobrepôr às mais elementares necessidades de outros seres humanos?
Despeço-me sem grande consideração, mas com alguma pena da sua pessoa e com esperança que consiga reativar alguns genes da espécie humana que terá com certeza perdido algures no decorrer da sua vida.
Marisa Moura
» Notícia que originou este meu mail em
http://economia.publico.pt/Noticia/carris-administracao-recebeu-viaturas-topo-de-gama-em-ano-de-buraco-financeiro-de-7766-milhoes_1487820
ESTA CARTA MERECIA SER EMOLDURADA E POSTA EM TODAS AS ESTAÇÕES DE COMBOIOS E NÃO SÓ, POR TODAS AS INSTITUIÇÕES, EMPRESAS PUBLICAS, TODAS AS PAREDES DESTE PORTUGAL PARA QUE SEJAM DENUNCIADOS TODOS ESTES CASOS ..... E QUE SE ACABE DE VEZ COM "GESTÕES DANOSAS" QUE DAO MILHÕES EM CASH E MORDOMIAS, AOS MARAVILHOSOS GESTORES QUE AS PROVOCARAM E QUE AINDA OS DESLOCAM DE EMPRESA EM EMPRESA, PARA CONTINUAR A SUA BOA "ACÇÃO" E RECOLHA DE "FUNDOS"
(Enviada por Domingos Alves)
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