quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Boulangerie de Paris - Porto (comunicado a distribuir)


SOLIDARIEDADE ACTIVA com @s Trabalhadoras/es da BOULANGERIE DE PARIS-PORTO

HÁ DUAS VIAS DIFERENTES  FRENTE À AMEAÇA DE  ENCERRAMENTO DAS EMPRESAS:

Em 2004, as cerca de 90 trabalhadoras da fábrica de confeções “Afonsinho”, em Arcos de Valdevez, perante a ameaça dos patrões alemães de deslocalização da fábrica para outro país de mão de obra mais barata, OCUPARAM A FÁBRICA não deixando sair nem mercadoria nem maquinaria e matérias primas, trabalharam em AUTOGESTÃO durante seis meses e passado quatro anos  recuperaram a empresa.

Também desde há vários anos, em países como a Argentina e o Brasil, as experiências de AUTOGESTÃO PELOS PRÓPRIOS TRABALHADORES de empresas, ameaçadas de encerramento pelos patrões, se sucedem (“Disco d’Oro” e outras). Em Espanha a CNT (confederação sindical anarco-sindicalista) juntamente com o criado Instituto de Ciências Económicas e da Autogestão , apoia as tentativas de alargamento das experiências deste tipo frente à onda de encerramentos fraudulentos de empresas pelo patronato.

Em Março passado trabalhadores da empresa Cerâmica de Valadares, em Gaia, ocuparam a empresa contra os salários em atraso pela entidade patronal. Com essa ocupação conseguiram na altura que a maior parte dos salários fossem pagos pelos patrões, suspenderam a ocupação e retomaram o trabalho. Pouco tempo depois o patronato decretou o Lay-off e hoje estão em casa sem trabalho.

Também a maioria dos trabalhadores ameaçados de encerramento das empresas têm sido aconselhados pelos sindicatos oficiais a contentarem-se em garantir os subsídios de desemprego. Efetivamente isso é O MÍNIMO a fazer para garantir que os trabalhadores não morram de fome… MAS, frente ao aumento diário do desemprego, SERÁ ISSO A  SOLUÇÃO?... Devem @s trabalhadoras/es contentar-se em ver o patronato calmamente desmontar as empresas, retirar maquinarias e matérias primas, ROUBANDO assim o ganha pão a quem vive do trabalho, ou deverão @s trabalhadoras/es impedi-lo, seguindo os exemplos acima?...Claro que haverão  sempre  umas “almas caridosas” a advertirem-nos para a “ilegalidade” de tais soluções … MAS…e o CRIME (“legal” ou não) de CONDENAR À FOME E À MISÉRIA @s  trabalhadoras/es e as suas famílias?...Aceita-se?...Fica impune?... Que fazer então?...

Em cada caso deverão ser @s própri@s trabalhadoras/es envolvid@s a decidi-lo e ninguém mais!

CONNOSCO E COM MUITOS MAIS, INCLUSIVE A NÍVEL INTERNACIONAL, PODERÃO CONTAR,  NÃO SE RESIGNANDO A ACEITAR AS MIGALHAS DO RESULTADO DO SEU TRABALHO – que é aquilo que patrões e Estado sempre estão dispostos a “dar” para “compensar” os seus ROUBOS às classes trabalhadoras…

FECHO DE EMPRESAS NÃO!AUTOGESTÃO!    TOMEMOS AQUILO QUE É NOSSO!     NÃO NOS RESIGNEMOS!

                              UNID@S E AUTO-ORGANIZAD@S NÓS DAMOS-LHE$ A “CRISE”!
                  AIT-SP (Associa¬ção Internacional dxs Trabalhadores/as – Secção Portuguesa )
                                                        SOV-Sindicato de Ofícios Vários- PORTO

CONTACTA:  http://sovaitporto.blospot.com          <sovaitporto@gmail.com>          223324001 (PF)

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Trabalhadores em luta no Porto


(Porto) Trabalhadores da Boulangerie de Paris em luta
Enviado a 14 Ago 2012, por Face oculta


Os cerca de 30 trabalhadores das três pastelarias Boulangerie de Paris, no Porto, encerradas desde 26 de Julho, estão numa espécie de acampamento nas traseiras da boulangerie de paris da boavista, reclamando o pagamento do subsídio de férias e acusando o sócio gerente de "encerramento ilícito".

Segundo adiantou à agência Lusa o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria e Turismo, o sócio gerente, de nacionalidade francesa, comunicou na quinta-feira, por carta, aos trabalhadores, "que ia fechar para férias até final de agosto", o que nunca aconteceu em anos anteriores, sem liquidar os salários de julho nem o subsídio de férias.

De acordo com Francisco Figueiredo, esta será, contudo, a forma encontrada "para fugir à acusação de crime" por "encerramento ilícito da empresa" já que, numa reunião com os trabalhadores, na quarta-feira à noite, o gestor "disse que as pastelarias estavam a dar prejuízo e que tinha uma ordem do tribunal para fechar".

Os trabalhadores acampados agradecem que se vá passando por lá e que se vá divulgando a sua luta.

Até ao fim desta semana deverá haver novidades sobre formas de solidariedade possíveis e desejáveis.