terça-feira, 30 de outubro de 2012

30 Out. GREVE TRABALHADORES da STCP- SOLIDARIEDADE!


Uma vez mais os trabalhadores da STCP (Porto) têm de recorrer à greve para fazer valer os seus direitos.
Neste caso, a fim de conseguirem reunir em plenário, discutirem e tomarem decisões sobre formas de luta para fazer face à “re-estruturação” decidida por gestores e governantes que pretende entregar parte dos serviços atuais a concessionários na área dos transportes coletivos, o que é chamado “Plano Estratégico dos Transportes”, fundindo STCP com a METRO , fazendo mais cortes salariais , redução de pagamentos de feriados e reduzindo postos de trabalho.
A ideia neste dia é após o plenário, na recolha de Francos, os trabalhadores seguirem em protesto até à sede da empresa na Torre das Antas.

Naturalmente que uma vez mais, uma certa imprensa “isenta e independente”” fará decerto entrevistas na rua com elementos da população do Porto que “condenam”os trabalhadores por mais uma greve nos transportes públicos… O que essa tal imprensa finge ignorar ( e parte do público utente não sabe decerto) é a forma como cada vez mais nesta empresa, os motoristas (entre outros trabalhadores) são alvo do uso e abuso das horas extras por parte das chefias, pondo com isso em risco muitas vezes a segurança dos próprios passageiros… O que também não saberão é o nº de processos de que os trabalhadores já têm sido alvo por protestarem contra as cada vez piores condições de trabalho na STCP – entre muitas outras vilanias e atropelos , aos quais não escapam no fim direta ou indiretamente os próprios utentes dos transportes e que são autores NÃO os trabalhadores mas sim a gestão e chefias da própria empresa.

TODO O APOIO ÀS LUTAS DOS TRABALHADORES DA STCP!
PELOS DIREITOS LABORAIS – NENHUM PASSO ATRÁS!
Trabalhadores e utentes – UNIDOS VENCEREMOS!
Não às privatizações dos serviços públicos! NÃO A MAIS AUMENTOS NOS PREÇOS DOS TRANSPORTES!
NEM PATRÃO NEM ESTADO LADRÃO!

JRP. (AIT-SP/SOV-Porto)

domingo, 21 de outubro de 2012

EU FIZ PARTE E NÃO ME PAGAM!

Como é quase público Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura deve milhões de euros a entidades e profissionais que contratou para executar os seus serviços culturais.


Uma grande quantidade de colectivos e pessoas aplicaram o seu tempo, meios e dinheiro para que os projectos fossem possíveis. Muitos deles até agora não foram recompensados de qualquer forma, outros apenas em parte. Muitas destas entidades não têm dinheiro em caixa que lhes permita sanar dividas que foram obrigados a contrair com trabalhadores e fornecedores para que os projectos fossem executados. Ficamos assim numa espiral de dividas que fragiliza ainda mais um sector já em risco!

A juntar às dificuldades financeiras têm surgido dezenas de casos de um tratamento desprezível por parte da organização. Desde recusa de assinar contratos até alteração de condições previamente contratadas. Muitos de nós, têm cedido às várias pressões por compreensivelmente estes trabalhos representarem uma bolsa de ar nesta apneia que é o nosso mercado de trabalho. Muitos de nós têm mantido o silêncio por medo de entrar em incumprimento, por medo de quebrar relação profissional, por medo de desafiar a grande instituição.

Estamos perante uma incrível falta de responsabilização por parte dos gestores e produtores de Guimarães 2012. Duas entidades em completo incumprimento profissional e moral para com os cidadãos. Duas entidades que se têm refugiado no silêncio, na recusa do diálogo. Aqueles que deveriam ser os primeiros a procurar soluções e formas de luta(o) ou dizer basta, são aqueles que apelam ao gratuito, ao amadorismo, a um retrocesso na profissionalização da criação artística.


Eu Fiz Parte e Não me Pagam é um movimento de profissionais que se sentem lesados moral e financeiramente com Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura. Este movimento representa não apenas os directamente envolvidos como todos os profissionais da área da cultura que se sentem identificados e solidários com a situação.


Estão todos convidados a fazer parte deste movimento. Podem juntar-se através do email < eufizparteenaomepagam@gmail.com > ou facebook http://www.facebook.com/pages/Eu-fiz-parte-e-não-me-pagam/  .O movimento pretende ser anónimo, pelo que nomes de instituições e profissionais não serão divulgados.
É fundamental o apoio de todo o sector cultural. Basta de ficarmos para o fim de todos os orçamentos! Guimarães 2012 é mais um dos mais altos exemplos do valor que se atribui à cultura e aos seus profissionais neste país!

A luta dos mineiros na África do Sul

Ler notícias em :

http://www.huffingtonpost.com/2012/09/10/south-africa-miners_n_1869755.html#slide=1495606



quarta-feira, 17 de outubro de 2012


Estivadores de Portugal:

A importância da nossa greve
Esclarecimento

Todos os dias os Portugueses são bombardeados com notícias sobre a greve nos portos cuja verdade fica perdida nos critérios editoriais da comunicação social.

Desde há largas semanas, os Estivadores estão em greve e durante este percurso têm desenvolvido variadas formas de luta. Actualmente, a “greve” dos Estivadores cinge-se aos sábados, domingos e feriados e dias úteis entre as 17 e as 08 do dia seguinte. Ou seja, cada estivador trabalha, afinal, o que trabalha cada português que ainda não está no desemprego: 8 horas por dia, 40 horas por semana.
Sabia que o ritmo de trabalho de um estivador chega a 16 e até 24 horas por dia? Sabia que nos portos se trabalha 24 horas por dia, 362 dias por ano?

Sabia que Portugal é dos poucos países da Europa onde os profissionais da estiva não têm direito a reforma antecipada por profissão de desgaste rápido?

Sabia que o trabalho na estiva é hoje extremamente especializado requerendo uma formação profissional exigente e sofisticada?

Sabia que devido aos equipamentos pesados envolvidos nas operações a nossa actividade, actualmente, não suporta amadorismos que conduzem, frequentemente, a acidentes mortais ou incapacitantes?

Cerco a S.Bento em 15 de Outubro


O ataque contra as nossas condições de vida radicaliza-se! A nossa resistência também!
Secção AIT-SP - Lisboa, comunicados

O Cerco a S. Bento do passado 15 de Outubro revelou-se como mais um episódio da crescente radicalização da resistência contra o ataque do Estado e do Capital contra as nossas condições de vida, sob a forma das chamadas medidas de austeridade.

Por demasiado tempo, os trabalhadores e demais explorados e marginalizados deste país sofreram em silêncio esta guerra social sem escrúpulos que nos é movida pela classe dirigente e exploradora. As manifestações do último mês e mesmo alguns movimentos grevistas dos últimos tempos, ainda que plenos de contradições, demonstraram que o desespero levou muitos de nós a perderem o medo e que o ambiente de revolta é generalizado. E é tal a heterogeneidade dos manifestantes e das suas formas de protesto, que se tornaram risíveis quaisquer tentativas das autoridades e de certa imprensa em colar a responsabilidade pelos actos “radicais” a minorias anarquistas.
Enquanto anarco-sindicalistas, estamos com todos aqueles que resolveram tomar a luta nas suas mãos, rejeitando qualquer mediação partidária ou sindical dos que nos dizem representar, mas sempre nos traem em troco de benesses ou posições de poder.
Rejeitamos em absoluto qualquer posição nacionalista ou autoritária no seio deste movimento. A nossa luta é a luta de todos os que são explorados e oprimidos em todo o mundo contra os que nos exploram e oprimem em todo o mundo.
Rejeitamos qualquer objectivo político neste movimento. Sabemos que muitos desejam apenas a queda do governo porque esperam vir a ocupar o seu lugar e, para tal, procuram instrumentalizar as “massas”.
Nós afirmamos que um povo auto-organizado não precisa de Estado e desejamos simplesmente encontrar formas de nos auto-organizarmos, com gente como nós, para a resolução dos nossos problemas pelas nossas próprias mãos, sem políticos nem patrões.

Nem representantes, nem representados!

Auto-organização, acção directa, autogestão!

Associação Internacional dos Trabalhadores – Secção Portuguesa
Núcleo de Lisboa

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Manifesto - Porra que já chega !


 PORRA QUE JÁ CHEGA!

E agora, com mais este pacote, ficamos quietos?

1 – O assalto prossegue e eles estão confiantes de que o pessoal vai engolir, mesmo gritando e resmungando;

2 – Do governo não há mais nada a esperar; o PS é faz parte do problema e não vale a pena esperar que se arrependa como alguns aldrabões nos querem fazer acreditar;

3 – A pastosa CGTP aponta para 14/11 (daqui a 41 dias!!!) uma greve geral para cumprir o seu calendário, a sua rotina, pois todos os anos arranja greve ou manif antes das férias do natal para depois retomar em fevereiro. Os sindicatos gregos convocam greves gerais para 10 dias depois e não julguem que os burocratas sindicais gregos são coisa que se cheire;

4 – O ferro malha-se enquanto está quente. A CGTP só quer dar um ar da sua graça, salvar a face perante os seus crentes, sem prejudicar o bem-estar dos seus burocratas; a última coisa que pretende é o agravamento da tensão social, pois sabe que perderia o seu papel tradicional de controlo do descontentamento, outorgado em 1974, como se sabe;