sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
O NATAL DO CONSUMO
O "Natal do Consumo" (que só o é para quem tem possibilidades de consumir - e geralmente para quem está desempregado, "económicamente fragilisado", etc.,é o do consumo do que é de pior qualidade) tem agora uma nova versão: O NATAL DO GAMANÇO LEGAL. Com ele, governantes, bancos, troika, entram-nos pela casa dentro e gamam-nos o pouco que ainda temos...e até a própria casa!
Mas o "Natal do Gamanço" tem ainda uma outra vertente: o "NATAL DOS POBRESINHOS", com o qual aqueles que nos roubam e exploram durante o ano inteiro nos oferecem algumas migalhas para que tenhamos a ilusão de que...não nos roubam nada e até são uns tipos e umas tipas porreiras...
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
A repressão não vai parar a nossa revolta!
Secção comunicados, repressão
Face às notícias que têm vindo a público, através das redes sociais e da imprensa, sobre a notificação e constituição como arguidas, pelo Departamento de Investigação e Acção Penal, de várias pessoas que terão participado na manifestação da Greve Geral de 14 de Novembro de 2012 em frente à Assembleia da República, o Núcleo de Lisboa da AIT-SP não pode deixar de manifestar a sua inequívoca solidariedade com os visados por mais esta campanha repressiva.
Através do que tem sido publicado, é possível concluir que as autoridades policiais e judiciais vêm conduzindo uma actividade notória de perseguição ideológica, com referenciação de pessoas que participam em manifestações e recolha de informação sobre as mesmas, destinada a amedrontar quem se recusa a conformar-se com este estado de coisas.
Obviamente, não é com repressão que esta gente, que ganha a vida com a miséria dos outros, vai conseguir parar a nossa revolta. É necessário que nos mantenhamos mobilizados para apoiar quem vier a ser alvo de processos judiciais por participação em manifestações e movimentos sociais. Não estamos sozinhos, nem nas manifestações, nem fora delas.
Solidariedade!
Associação Internacional dos Trabalhadores - Secção Portuguesa
Núcleo de Lisboa
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Informe sobre a Plenária da AIT em Modena 23-25 de Novembro e o Centenário da USI-AIT
Secção AIT
Delegados do Brasil, França, Grã-Bretanha, Itália, Noruega, Polónia, Portugal, Sérvia, Eslováquia, e de Espanha como observadores, estiveram presentes em Modena e a Plenária foi excelentemente organizada pela USI-AIT. Sábado à noite celebrou-se o Centenário da USI-AIT com uma manifestação, discursos e vários eventos à noite, uma vez que Modena é o sítio em que foi fundada a USI há cem anos. Tanto a Plenária como o Centenário realizaram-se num espírito de grande companheirismo!
No período decorrido desde a última Plenária da AIT em Varsóvia, no final de Outubro de 2011 até à Plenária de Modena, não houve apenas medidas de austeridade e cortes, mas também uma campanha ideológica contra os trabalhadores. Esta campanha tenta convencer os trabalhadores que a austeridade e a crise é “culpa deles” e não da especulação incansável e da desregulamentação da economia global. A “solução” dos estados e dos capitalistas passa por obrigar os trabalhadores a aceitarem o que eles chamam de “lógica de mercado” e as medidas de austeridade e os ataques são apresentados como necessidades “financeiras” e “leis”.
Os websites das Secções, o website da AIT e o Boletim Externo da AIT mostram que a AIT e as suas Secções e Amigos aumentam dia após dia as mobilizações, a presença, as actividades e as acções directas: nestes onze meses deste a última Plenária tiveram lugar Dias de Acção da AIT contra as medidas de austeridade, contra a exploração e opressão durante 29 a 31 de Março, uma Greve Geral em Espanha no dia 29 de Março e uma Greve Geral em Espanha e Portugal, etc. no dia 14 de Novembro que foram apoiadas pelas Secções, como também muitas outras ações de apoio urgente para conflitos laborais.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
A ATUALIDADE DO ANARCO-SINDICALISMO E DA INTERVENÇÃO
LABORAL
Correndo muito
embora o risco de, no contexto do cenário atual do anarquismo em Portugal,
poder ser tomado como uma espécie de “anarco-paleolítico” frente a derivas mais
modernaças, pós-modernistas e
pós-industriais do anarquismo, quero no entanto correr esse risco, dado que não
será decerto sem os correr que se poderá dar mais algum passo em frente que
seja, num tema que há anos me preocupa: a ligação do anarquismo, da/s corrente/s
libertária/s e dos coletivos e pessoas
individualmente isoladas que com esses ideais se identificam, ao comum das
pessoas mais atingidas (não pontualmente apenas, mas sobretudo estruturalmente)
pela atual situação de “crise”, com o seu desfilar de misérias várias ao nível
mais elementar –o da sobrevivência material: alimentação, habitação, saúde,
etc.) pessoas essas que NÃO SÃO anarquistas mas com quem necessitamos de
estabelecer relações de apoio mútuo. Também se pode chamar a isso “recuperação
do vetor social do Anarquismo”.
Passando por cima da
interpretação mais vulgar (e errónea) entre alguns dos nossos meios
libertários/anti-autoritários, que vêm o anarco-sindicalismo como uma espécie
de revivalismo balofo do passado, como uma espécie de romantismo para consumo
de “velhinhos” e de alguns mais jovens
recém-vindos às nossas lides, ou simplesmente como uma visão desatualizada e
falha de uma interpretação mais “realista” dos tempos presentes, começarei simplesmente
por dizer, sem qualquer pretensiosismo a ser detentor de qualquer verdade única
e acabada , mas talvez com algum azedume devido ao facto de após 20 ou 30 anos
de experiências libertárias em Portugal, pouco ou nada, por diversos motivos,
haver resultado em termos orgânicos e de alargamento do espetro libertário :
ATUALIZEM-SE VOCÊS!... E o porquê deste apelo irei tentar explicá-lo
de seguida .
Em primeiro lugar
direi que nunca nos últimos trinta anos nos deparámos com uma tão grande
degradação dos chamados “direitos laborais”, nunca então como agora assistimos
à imposição de condições tão graves e miseráveis sobre a maioria dxs que, de
fato de macaco, de avental, de bandeja, de computador ou de caneta ou de
vassoura na mão , de “jeans” e camisola ou de bata, continuam a depender de um
SALÁRIO e do trabalho ASSALARIADO para sobreviver.
INFORME INTERNACIONAL DA AIT SOBRE O 14 N
Confederación Nacional del Trabajo
Adherida a la Asociación Internacional de los Trabajadores
Secretariado Permanente del Comité Confederal C/ Historiador Domínguez Ortíz, 7 local – 14002 - Córdoba Tel: 636 426 777 – Fax: 942 940 983 – exteriores@cnt.es
martes, 27 de noviembre de 2012
Secretaría de Relaciones Exteriores
Al CC de CNT
A todos los sindicatos
Al Secretariado de la AIT A las Secciones de la AIT
Huelga general en la península ibérica y la participación de la AIT:
Participación de la Sección de la Asociación internacional de los Trabajadores (AIT) en Portugal (SP-AIT) y del movimiento libertario en Grecia en contacto con la CNT
Las continuas medidas de austeridad impuestas por la troika y aplicadas por los diferentes gobiernos están creando situaciones dramáticas en la mayor parte de la población portuguesa y española. Por ello, las secciones de la AIT en España y Portugal (CNT-AIT y AIT-SP) llamaron de forma conjunta a toda la clase trabajadora ibérica, activa o desempleada a la huelga general
conjunta el 14 de noviembre pasado.
(SP- AIT (Portugal): la adhesión a la huelga general del 14 de noviembre resultó muy semejante a las anteriores, con un fuerte seguimiento en los servicios empresas públicas (administración, escuelas, hospitales, transportes públicos, recolección de basura, etc.). En el sector privado, donde existe mayor precariedad, la adhesión a la
huelga ha sido menor, reflejando el miedo de los trabajadores ante el paro y la incapacidad de los sindicatos para organizar a los precarios y garantizar las condiciones necesarias para su participación en la huelga.
El día de la huelga fue también marcado por la brutal represión de una manifestación en Lisboa frente al Parlamento.
La AIT-Sección Portuguesa empezó la campaña por la huelga en la semana anterior, con una gran difusión de nuestro Boletín y del comunicado conjunto con la CNT-AIT, sección de la AIT en España, resaltando el carácter internacionalista de la lucha obrera frente a los ataques comunes del Capital y de los estados, y la necesidad de llevar la huelga más allá de los planteamientos de los sindicatos reformistas y burocráticos.
Oporto: En la madrugada del día de la huelga, el Sindicato de Oficios Varios participó en los piquetes en la empresa pública de autobuses STCP. Por la tarde, los compañeros de Oporto participaron en la manifestación de CGTP en el centro de la ciudad, distribuyendo sus comunicados y con megafonía propia.
Lisboa: Por la mañana la AIT-SP hizo un piquete informativo por la ciudad en el que se distribuyó gran cantidad de propaganda. A la una de la tarde se confluyó en Casi do Sodré para participar en una manifestación convocada por varios colectivos: indignados, parados y estibadores. La manifestación hizo un recorrido hasta Rossio donde siguió detrás de la manifestación de CGTP hasta el Parlamento, con una gran participación. La manifestación en el Parlamento terminó siendo aplastada por una brutal carga policial. Antes, alrededor de las cinco de la tarde, los líderes del sindicato mayoritario CGTP hicieron los habituales discursos y retiraron su servicio de orden que protegía de las barreras policiales. Como ya viene siendo habitual en el último año. Los manifestantes retiraron las barreras y empezaron los enfrentamientos con la policía antidisturbios. La mayoría de la gente no se desmovilizó junto a CGTP e incluso la multitud en la plaza fue creciendo por momentos.
En torno a las 18:15 empezó una brutal carga de la policía antidisturbios sobre los miles de manifestantes que ocupaban la plaza. Los enfrentamientos se prolongaron durante algunas horas en las calles cercanas. La actuación policial se saldó con
más de cien detenciones y decenas de heridos.
Los líderes de la CGTP posteriormente condenaron la violencia de los manifestantes,
pero no han dicho una palabra sobre la violencia de la policía, ordenada
directamente desde el Gobierno, para atemorizar a una masa cada vez mayor de
manifestantes no encuadrados en sus organizaciones. Elogiada inmediatamente por el ministro de interior. La CGTP sigue apostando por mantener tranquilo y pacifico a un pueblo trabajador cada vez más desesperado, a quien están despojando de los servicios más básicos. Pero el decoro se está empezando a romper...
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Mensagem de um estivador de Leixões
Boa tarde! Nada se fala sobre o que se passa no porto de Leixões, ninguém se questiona porque não aderimos a greve!?
Sou um dos novos estivadores, aqueles que trabalham 70 horas por semana sem receber uma única hora extra sequer, sou um daqueles que não posso nem falar sobre o que se passa no meu país e o que querem fazer com a minha profissão. Onde o meu sindicato é corrupto e os seus dirigentes recebem 3000€ mensais de gratificações para aprovar tudo que os patrões querem. Somos obrigados a trabalhar das 8h00 ate ás 24h00 senão perdemos o emprego, e tudo isto com um ordenado mensal de 700€. Gostava de publicar tudo isto e muito mais mas como já disse antes somos controlados e se alguém falar vamos para a rua.
Aprecio o vosso trabalho e se for possível divulgar estas coisas agradeço.
Retirado do Face oculta
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