sexta-feira, 22 de março de 2013

AÇÃO INTERNACIONAL DA AIT PELO DIREITO À HABITAÇÃO


 PELA HABITAÇÃO – AUTO-ORGANIZAÇÃO!
 SE A RUA FÔR A NOSSA MORADA, NELA SERÁ O FIM DOS GOVERNANTES!


Não contentes em reduzir o povo à miséria, impor salários miseráveis e aumentar o desemprego (que já ultrapassa o milhão) para  pressionar quem ainda tem trabalho a aceitar as condições mais miseráveis e assim, com os baixos salários atrair a gula e os investimentos dos mais ricos – como aliás o confessa, sem qualquer vergonha, um figurão como o Belmiro…! -  agora é o próprio “direito à habitação” que está a ser posto em causa para centenas de milhar de pessoas, com as recentes leis terroristas deste governo: primeiro a lei de facilitação dos despejos, em 2012 ,e no início de 2013 a nova lei das rendas,  dita “dos arrendamentos urbanos”.

Já não bastavam os aumentos da eletricidade, transformada em artigo de luxo, com os 23% de IVA, já não bastavam os cortes drásticos no Rendimento Social de Inserção (RSI) aos mais necessitados, nem os cortes nas reformas, subsídios de desemprego e diminuição dos salários reais: agora é algo tão básico como a possibilidade de ter um teto, que está em causa  para centenas de milhares de  pessoas, sobretudo as mais idosas e que menos se podem defender.

E no entanto vemos CENTENAS DE PRÉDIOS ABANDONADOS, VAZIOS E ENTAIPADOS, vemos PALACETES e prédios de apartamentos VAZIOS, vemos a ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA (pela mão de algumas ditas IPSS, bem conhecidas) crescer cada vez mais, vemos MAIS GENTE SEM CASA e mais CASAS SEM GENTE!

terça-feira, 12 de março de 2013


Relato da manifestação de 2 de Março no Porto

Éramos muitos desta vez no Porto, muitos mesmo, contabilizou-se 
400.000 nesta cidade, uma manif que demonstrava a força de uma população que já não aguenta mais ficar à rasca, sempre com medo do próximo corte e da próxima medida de austeridade. No meio desse mar de gente formou-se um bloco libertário com malta da AIT/SP e de outros coletivos do Porto, além de indivíduos ligados a esta forma de pensamento e ação. Bandeira vermelha e preta anarco-sindicalista e uma acção teatral onde companheiros disfarçados de "troika" serviam de alvo para centenas de bolinhas de tinta, bolinhas estas que erravam os "alvos" e acabam, "acidentalmente" a acertar os bancos que se encontravam atrás dos mesmos, pura simbologia, ao mesmo tempo ousada, que serviu para mui tos que passavam e aderiam à acção como forma de "colocar pra fora" os problemas de um cotidiano aflito com a "crise". Ao final da manif, quando tudo parecia encaminhado e as pessoas se dirigiam para as suas casas com gosto de "quero mais", a polícia cerca o grupo ligado à acção teatral para pedir-lhes suas identificações, dada a ilegalidade do pedido, as pessoas obviamente se recusaram a identificar-se. A tensão aumenta em volta do cerco da polícia, a população grita, pede para soltar o grupo, tentam entrar no cerco a dizer: "Se eles estão presos então também quero estar", e de repente duas prisões, arbitrárias e sem qualquer razão aparente, incluindo a de um militante do SOV-Porto (AIT/SP). É a gota d'água para quem assistia a tudo indignado. Pessoas invadem o cerco e aos gritos de "Fora daqui, fora daqui" simplesmente expulsam a polícia dali, um acto de coragem e indignação que mostra claramente que os nervos estão à flor da pele e que as coisas começam a mudar.

sexta-feira, 8 de março de 2013


Iberia: CNT-AIT lança apelo para solidariedade com trabalhadores em luta

Os trabalhadores da empresa de aviação Iberia estão em luta contra os despedimentos massivos, a redução de direitos e o desmantelamento da empresa. A Secção Sindical da CNT-AIT (secção da AIT em Espanha) faz o seguinte apelo:

«A empresa Iberia apresentou um ERE [Expediente de Regulación de Empleo], através do qual pretende despedir 3807 trabalhadores, para além de baixar os salários (entre 20 a 40%), reduzir os dias de folga e férias, entre muitos outros ataques aos trabalhadores. Desta forma, num futuro próximo, será possível vender os trabalhadores da Iberia a preço de saldo.

«É por esta razão que estamos em greve por 10 dias (já em Fevereiro houve uma greve de 5 dias). A secção sindical da CNT-AIT na Ibéria apela a toda as medidas de pressão que considerem oportunas, a realizar em locais onde existam escritórios, delegações e/ou nos aeroportos onde haja voos da Iberia, com o fim de aumentar a pressão e pôr fim as pretensões de desmantelar a empresa.

«Também se podem realizar acções nos organismos oficiais espanhóis e nos interesses da British Airways [empresa com a qual a Iberia se fundiu]».

Mais informações em:

Delegações da Iberia:



terça-feira, 5 de março de 2013

SESSÕES DE APRESENTAÇÂO DA AIT/SP


7 de Março | 18h
Teatro da Cerca de S. Bernardo (junto ao Pátio da Inquisição)

A Associação Internacional dxs Trabalhadorxs foi formada há 90 anos e a ela pertenceram as grandes centrais sindicais da história do anarco-sindicalismo – CGT (Portugal), CNT (Espanha), FORA (Argentina), USI (Itália). Apesar da perda de influência do sindicalismo revolucionário durante grande parte do século XX, a AIT manteve-se firme na defesa das práticas libertárias no seio do movimento operário.
Com o ressurgir do anarquismo, em finais do século passado, o movimento anarco-sindicalista tem vindo a reorganizar-se em vários países do mundo, voltando a constituir já hoje uma força importante sobretudo no sul da Europa, Europa de Leste e América Latina.

Em Portugal a AIT é representada pela Secção Portuguesa que pretende pôr em prática e difundir, no meio dxs trabalhadorxs, os princípios da acção directa, sem intermediárixs nem profissionais do sindicalismo. A AIT/SP tem neste momento núcleos em Lisboa, Porto, Chaves, Guimarães, Setúbal e Algarve.
Autogestionária e defendendo que a “emancipação dxs trabalhadorxs é obra dxs próprixs trabalhadorxs”, a AIT/SP situa-se à margem dos partidos políticos e assenta toda a sua prática em torno da solidariedade e do apoio-mútuo entre xs exploradxs.

Apoio Mútuo” é também o nome da sua revista, de que saiu recentemente o número 2.
A AIT/SP publica também regularmente o “Boletim Anarco-Sindicalista”.

Esta 5ª-feira, companheirxs da AIT/SP vão estar connosco para nos falarem das suas publicações e desta organização anarco-sindicalista.

Sessão aberta a todxs. Contamos com a vossa presença!

organização :
República Baco
República das Marias do Loureiro
Sindicato de Ofícios Vários – AIT (Porto)




Próxima sessão :  9 de Março / 21.30
                                        no C.A.R de Guimarães

            


Organização:
Núcleo de Guimarães da AIT/SP
Sindicato de Ofícios Vários do Porto- Sovporto-AIT/SP


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A auto-gestão como alternativa à crise na Grécia !!


Comienza a funcionar la fábrica autogestionada de Viomijanikí Metaleftikí (Industrial Minera)

En mayo de 2011 la Administración de Viomijanikí Metaleftikí ( Industrial Minera), una filial de Filkeram-Johnson, empresa de fabricación de azulejos y de materiales de construcción, abandonó la fábrica de la empresa y sin pagar a los trabajadores los sueldos de varios meses de trabajo. En respuesta, los trabajadores de la fábrica se abstuvieron de trabajar desde septiembre de 2011. La asamblea de los trabajadores del 25 de enero de 2013 decidió, casi por unanimidad, la auto-gestión y el funcionamiento de la fábrica por sus trabajadores, sin patrones y otros parásitos y mediadores. La fábrica auto-gestionada se va a abrir hacia mediados de febrero de 2013.

Sigue un comunicado de la Iniciativa Abierta de Solidaridad y Apoyo a la Lucha de los Trabajadores de Viomijanikí Metaleftikí (Industrial Minera), publicado en la página web del Sindicato de Trabajadores de la empresa ya auto-gestionada- http://biom-metal.blogspot.gr/

En el corazón de la crisis, los obreros de Viomijanikí Metaleftikí (Industrial Minera) atacan el corazón de la explotación y de la propiedad
Con el desempleo disparado al 30% y los ingresos de los trabajadores reducidos a cero, los trabajadores de Viomijanikí Metaleftikí (Industrial Minera) estando repletos de palabras, promesas y robos fiscales, estando sin cobrar desde mayo de 2011 y en abstención del trabajo, y con la fábrica abandonada por la patronal, con una decisión de la asamblea general de su sindicato no se conforman con el desempleo a largo plazo que se da por hecho, sino que van a luchar por tomar la fábrica en sus manos y operarla ellos mismos.