quinta-feira, 2 de maio de 2013

1º de Maio Libertário - Porto 2013


    1º DE MAIO – DIA DE LUTA
dos TRABALHADORES com e sem trabalho! 

 Abaixo a FOME e o DESEMPREGO! Repartição da RIQUEZA e do TRABALHO!

Ao contrário de todos os que ofendem a verdadeira história deste dia, glorificando o trabalho assalariado ( forçado, escravo ou mal pago, nas piores condições…), deveremos afirmar o 1º DE MAIO como dia de LUTA contra os poderosos do dinheiro e do Estado, contra o patronato explorador, contra os bancos e os políticos gatunos que nos roubam a nós para salvar uns e outros.
Deveremos recordar que esta data surgiu há quase 130 anos (em 1886), como INÍCIO DA LUTA MUNDIAL DOS TRABALHADORES pelo dia de trabalho de 8 HORAS. Nessa altura era “normal” trabalhar-se 12 e 14 horas por dia (ou mais). Tendo-se desenvolvido a campanha pelas 8 horas, sobretudo entre os trabalhadores imigrantes na América, entre eles muitos anarquistas que da antiga AIT (associação internacional dos trabalhadores), logo esta luta se desenvolveu com potentes greves no mundo inteiro – e em Portugal também, sobretudo a partir da criação dos primeiros grupos anarquistas, cerca de 1883, da greve dos têxteis em 1903, das grandes greves operárias rurais de 1911 e 1912 …
 Passando pelo período mais ativo do anarco-sindicalismo (UON-União Operária Nacional, 1911-1914  e CGT-Confederação Geral do Trabalho,1914-1934 –destruída finalmente pelo fascismo-salazarista, em  1947 ),  a jornada de trabalho de 8 horas (agora de novo ameaçada pelos abusos patronais e dos governos), passou por numerosas lutas laborais, antes e depois do 25 de Abril de 1974 …para agora, 39 anos depois, estar a ser de novo miseravelmente posta em causa pelos gatunos dos governos dos últimos anos, sempre, sempre, ao serviço de FMI, patronato e bancos.
 E, JUSTAMENTE AGORA, quando os “pobres” capitalistas, “empresários de sucesso” , com a ajudinha dos governantes Passos e sua comandita, fazem parir as piores leis e condições de trabalho de depois do 25 de Abril, cortando direitos sociais aos mais desfavorecidos e fazendo aumentar a miséria e fechando empresas  (a fim de as poder abrir mais tarde, aqui ou noutros lados, onde e quando as condições sejam PIORES para quem trabalha, submetido à aceitação de todos os abusos e humilhações por parte do patronato e seus agentes- não é isso que vemos acontecer?..), JUSTAMENTE AGORA é que devemos REFORÇAR O NOSSO ÂNIMO E ESPIRITO DE LUTA, nomeadamente exigindo A JUSTA REPARTIÇÃO DO TRABALHO E DA RIQUEZA!   (e sobretudo ver MINISTRxS, PRESIDENTES, SECRETÁRIxS DE ESTADO, DEPUTADxS, sem os seus enormes ganhos e privilégios, a TRABALHAR em obras úteis, casas para sem abrigo, hortas, etc…, seria da mais elementar justiça…)
 Mas…”não há trabalho que chegue para todos”, dizem?!...Mas há a riqueza que os trabalhadores produzem e que os parasitas desperdiçam nos seus luxos e mordomias!... Então :
-QUE A SEMANA SEJA DE 30 horas (sem redução de salários) para CRIAR MAIS EMPREGOS E REPARTIR O TRABALHO POR TODOS e TODAS!  
-QUE NÃO SE FAÇAM HORAS EXTRAS – pelo mesmo motivo: CRIAR MAIS POSTOS DE TRABALHO!
-QUE OS SALÁRIOS SUBAM para que o emprego atraia mais gente E NÃO DIMINUA O PODER DE COMPRA (que tem levado a maioria a gastar menos – e a diminuir o comércio e a hotelaria);
-QUE AS EMPRESAS declaradas “em dificuldades” pelos patrões, sejam ocupadas e postas a funcionar pelos PRÓPRIOS trabalhadores – que deverão controlar toda a empresa, estoques, maquinaria, instalações, etc. e PRODUZIR  PARA SI PRÓPRIOS e para a sociedade; 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Comunicado do Secretariado da AIT /IWA

1º de Maio de 2013: a emancipação dos trabalhadores deve ser uma tarefa dos próprios!

 A origem do 1º de Maio remonta aos Estados Unidos da América, em 1886, quando foi encetada uma greve pela reivindicação do dia de trabalho das 8 horas. Durante esta campanha uma bomba foi atirada para a manifestação em Chicago, a polícia prendeu um número de anarquistas que haviam sido proeminentes na luta pelo dia de trabalho das 8 horas.
Os homens presos estavam claramente inocentes, mas quatro destes foram executados pelo Estado enquanto outro morreu na sua cela, alegadamente, por suicídio. A execução dos quatro homens, que se tornaram conhecidos como os mártires de Haymarket, (em Chicago )despoletou um protesto da classe trabalhadora por todo o mundo fazendo com que o 1º de Maio fosse declarado o dia internacional dos trabalhadores em comemoração do sacrifício dos quatro homens assassinados.
Neste 1º de Maio vamos não só lembrar o sacrifício dos mártires de Haymarket, mas também celebrar o internacionalismo dos primeiros movimentos de trabalhadores que desencadearam um protesto em massa contra a execução dos quatro homens.
A mensagem do 1º de Maio é que o capitalismo é um sistema global que deve ser combatido pela classe trabalhadora internacional. E que a luta da classe trabalhadora deve ir para além das fronteiras nacionais e que o confronto com o inimigo capitalista deve ser  levado a cabo  à escala internacional.
E à medida que nos aproximamos deste 1º de Maio, a necessidade de uma ação internacional coordenada da classe trabalhadora contra o capitalismo nunca foi maior. O capitalismo como sistema global mantém-se sob a égide da crise que procura ultrapassar, atacando a classe trabalhadora. País após país, os governos estão a diminuir salários, a piorar condições de trabalho, e atiram pessoas para o desemprego numa tentativa de sanar o sistema capitalista. O mote do capitalismo é “expandir ou morrer”, e a crise é usada como pretexto para destruir serviços públicos. Na realidade é uma expansão para a abertura de mercados e capital para corporações privadas.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Jornadas ANTICAPITALISTAS da AIT/ IWA 
Programa :

30 de Abril na Terra Viva!A.E.S, Rua dos Caldeireiros ,213 -Porto (à Cordoaria)
19.30 -Jantar Benefit de solidariedade com o SOV-Porto /AIT-Sp (com marcação prévia até às 15.00 do dia 30 de Abril através do  sovaitporto@gmail.com ou 967694816/ 961449268)
21.00 - Discussão aberta e debate sobre as "Possíveis reivindicações atuais Anarco-sindicalistas


1 de Maio
10.30 -Trilha da Memória Libertária (e do movimento operário) do Porto.
Encontro em frente à porta principal do Instituto de Fotografia, na Cordoaria /Campo dos Mártires da Pátria
15.30-Bancas libertárias e canções operárias libertárias na Praça G. Humberto Delgado(junto à C.Municipal Porto)
17.00-Performance contra a Gatunagem Governamental e Patronal

Comunicado do SOV-PORTO /AIT-SP


“25 DE ABRIL SEMPRE - FASCISMO NUNCA MAIS!”...
  CAPITAL e ESTADO também NÃO…
  NENHUM PASSO ATRÁS NOS DIREITOS CONQUISTADOS!

Muitos e muitas resistentes do passado, de ideais e sonhos diferentes, sofreram no corpo e na mente a opressão e a brutalidade do fascismo-salazarista – como de resto a dos vários fascismos que esmagaram os povos entre os anos 20 e os anos 40 do século 20– e para os povos português, espanhol, grego, brasileiro, africano  e muitos outros, até muito mais tarde.
Mas então porque é que hoje, 25 de Abril de 2013, aqui e agora, será tão importante afinal mantermos viva a memória dos e das ANARQUISTAS e ANARCO-SINDICALISTAS perseguidos, presos , torturados e mortos pelo fascismo-salazarista?... Porque é que a sua memória continua, em grande parte, a ser BRANQUEADA pelos historiadores do Poder de todas as cores ou quando muito continuam a ser hipocritamente lembrados como anarquistas MORTOS, como algo morto e enterrado e não  como uma ALTERNATIVA VIVA do presente?!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Jornadas de Acção da AIT a 29 e 30 de Abril e 1 de Maio

Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) organiza Jornadas de Acção nos dias 29 e 30 de Abril e 1 de Maio. As acções são internacionais e contra as Medidas Capitalistas de Austeridade, a Exploração e a Opressão, focando problemas/conflitos laborais, etc. a nível Global, Regional e Local.
A Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) está convencida de que os trabalhadores devem lutar contra as Medidas Capitalistas de Austeridade, a Exploração e a Opressão através de Acções Directas e da Solidariedade Internacional. As Secções da AIT são geridas pelos próprios trabalhadores e sem "funcionários" pagos, não participam na colaboração de classes e recusam-se a receber subvenções dos capitalistas e do Estado.
O único caminho para a nossa emancipação, como trabalhadores, é assumir o controlo da nossa própria luta: uma luta que é dirigida contra e fora das estruturas colaboracionistas de classe e que, através da Acção Directa e da Solidariedade, enfrente e derrote o Capitalismo e estabeleça o Comunismo Libertário!
Viva a Solidariedade Internacional dos Trabalhadores!
Viva a AIT e o Anarco-sindicalismo!

Oslo, 10 de Abril de 2013
Secretariado da AIT


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Ataque fascista à CNT - AIT de Zamora

                                                                                           

La madrugada del jueves 18 de abril han roto varios cristales de la fachada del local sindical de CNT Zamora. Ya hemos solucionado el problema. Se mantendrán todas las actividades programadas para estos días.                             
A primera hora de la mañana hemos acudido a la sede, donde hemos comprobado los desperfectos de algunos cristales exteriores; según nos informaron los vecinos el ataque se produjo alrededor de las 3 de la mañana.
Como es de esperar, estos fascistas no han mostrado mesura en su ataque a la clase trabajadora, además de romper las cristaleras del local han lanzado piedras contra el cartel contrario al cierre de la empresa Alstom que había sido colocado en la fachada; conflicto laboral en el cual está inmerso el sindicato CNT buscando su solución, pues la compañía pretende cerrar dejando en la calle a 373 trabajadores en todo el estado español (99 en Zamora).