quinta-feira, 20 de junho de 2013
Publicado por AIT-SP
Musso – Mais um jovem negro morto pela Polícia na Amadora.
Ontem, 12 de
Junho, o Bairro 6 de Maio ficou chocado com a notícia da Morte de Musso, jovem
negro de 15 anos de idade. Uma pancada na cabeça é a causa da morte.
Segundo os familiares há um mês atrás ele foi levado para a Esquadra da
Reboleira e foi torturado pelos agentes policiais. Regressou a casa a
queixar-se de uma forte dor de cabeça e contou a família que a polícia o tinha
torturado. Dali, foi conduzido para os Serviços de Emergência do Hospital de
Santa Maria. Ficou internado, durante uns dias, depois foi mandado para casa.
Contudo, as dores não cessaram. O jovem continuou a queixar das dores e foi, de
novo, encaminhado para o Hospital. Desta vez, para o Hospital da Amadora
Sintra. Ficou internado durante mais uns dias e ontem veio a falecer devido a uma
lesão que acabou por rebentar-lhe uma veia cerebral.
Há cerca de 8 anos, no mesmo Bairro, o jovem Teti , também de 15 anos de idade, morreu da mesma forma. Já vai em 15 o número de jovens, negros e pobres , que morrem nas mãos da polícia Portuguesa e nunca há uma condenação. Recentemente, o agente que, em 2009, matou Élson Sanches “Kuku”, jovem negro de 14 anos, foi absolvido da acusação de homicídio por negligência. Segundo a polícia científica, a arma foi disparada a 15 cm de distância da cabeça do jovem Élson nao ficando no nosso e no entender de qualquer pessoa decente, duvidas nenhumas de que se tratou duma execução. Esta absolvição foi mais uma carta branca para que a policia continue a matar impunemente, e com o aval da sociedade portuguesa, jovens negros e outros pobres.
Há cerca de 8 anos, no mesmo Bairro, o jovem Teti , também de 15 anos de idade, morreu da mesma forma. Já vai em 15 o número de jovens, negros e pobres , que morrem nas mãos da polícia Portuguesa e nunca há uma condenação. Recentemente, o agente que, em 2009, matou Élson Sanches “Kuku”, jovem negro de 14 anos, foi absolvido da acusação de homicídio por negligência. Segundo a polícia científica, a arma foi disparada a 15 cm de distância da cabeça do jovem Élson nao ficando no nosso e no entender de qualquer pessoa decente, duvidas nenhumas de que se tratou duma execução. Esta absolvição foi mais uma carta branca para que a policia continue a matar impunemente, e com o aval da sociedade portuguesa, jovens negros e outros pobres.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
CONCENTRAÇÃO DIA 30 de MAIO EM FRENTE AO CONSULADO DE
ESPANHA no Porto, às 14 horas,
Acção de protesto e solidariedade
- Para com o companheiro espanhol, Israel, que foi despedido a 19 de Abril pela
Redur Logística S.L., em Espanha, simplesmente por ser delegado sindical da
CNT-AIT (Confederação Nacional do Trabalho).
- E com a Greve Geral no País Basco e em Navarra
Local de encontro: Esquina da Rua Fernandes Tomás com D. João IV
Consulado de Espanha no Porto: Rua Dom João IV, 341 4000-302 Porto.
domingo, 26 de maio de 2013
Solidariedade com o trabalhador despedido na Redur em Espanha
A 19 de Abril a Redur Logística S.L. despediu Israel que trabalhava na empresa em Espanha há 6 anos e era desde 2011 delegado sindical da CNT (Confederação Nacional do Trabalho).A empresa alegou que este era “perigoso” pois um dia no armazém havia chocado com o seu carrito de compras contra o carro de outra funcionária! A verdadeira razão para o despedimento não foi a explicação completamente absurda utilizada pela empresa, mas sim o incómodo causado pela actividade sindical constante de Israel, denunciando a falta de segurança no trabalho e os abusos praticados pela Redur (por exemplo, horas extras ilegais, imposição de serviços mínimos em situação de greve, etc.).
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| Panfleto original |
A 19 de Abril a Redur Logística S.L. despediu Israel que trabalhava na empresa em Espanha há 6 anos e era desde 2011 delegado sindical da CNT (Confederação Nacional do Trabalho).A empresa alegou que este era “perigoso” pois um dia no armazém havia chocado com o seu carrito de compras contra o carro de outra funcionária! A verdadeira razão para o despedimento não foi a explicação completamente absurda utilizada pela empresa, mas sim o incómodo causado pela actividade sindical constante de Israel, denunciando a falta de segurança no trabalho e os abusos praticados pela Redur (por exemplo, horas extras ilegais, imposição de serviços mínimos em situação de greve, etc.).
Este despedimento é um claro exemplo de repressão sindical e não vai ficar sem
resposta. Em Espanha, em Portugal e em todo o lado, a solidariedade entre
trabalhadores e trabalhadoras em luta será sempre mais forte do que toda a
repressão dos patrões!
Exigimos a readmissão imediata do trabalhador despedido
na Redur em Espanha!
Basta de repressão laboral e sindical na Redur!
quarta-feira, 15 de maio de 2013
SESSÃO DE INFORMAÇÃO
ANARCO-SINDICALISMO – O QUE É…
ANARCO-SINDICALISMO – O QUE É…
.
Atualidade – AIT/IWA e Secções filiadas dos vários países –O QUE
FAZEMOS?!
.
AIT-SP , princípios, objetivos, métodos, atividade atual – QUEM pode fazer
parte…
.
História – no Porto, em Portugal
e no mundo .UON, CGT e AIT
Possível alternativa ao “sindicalismo”
de concertação social e de colaboração com o patronato e com o Estado,
rejeitando subsídios estatais e profissionais do “sindicalismo” vivendo à custa
das quotas dos trabalhadores, recusando tutelas de partidos e “representações”
parlamentares ou outras, o ANARCO-SINDICALISMO tem como princípios
.A
ACÇÃO DIRETA d@s própri@s trabalhadores/as
.A
DEMOCRACIA DIRETA ASSEMBLEÁRIA
.ANTICAPITALISMO
E O ANTIESTATISMO
.
SOLIDARIEDADE e APOIO MÚTUO (“uma ofensa a um/a é uma ofensa a tod@s” )
local, regional, nacional e internacional
Organização
internacional e não limitando a sua ação aos locais de trabalho mas alargando-a
aos BAIRROS POPULARES, contra o DESEMPREGO, pela HABITAÇÃO CONDIGNA e à
SOLIDARIEDADE SOCIAL ATIVA com quem mais precisa, o ANARCO-SINDICALISMO propõe
a AUTO-ORGANIZAÇÃO POPULAR E LABORAL como resposta às “austeridades”, à
exploração, à “crise” e aos políticos aldrabões e gatunos…
COM OU SEM TRABALHO, PRECÁRIO/A OU NÃO,
REFORMAD/A E c/ou s/”RSI”,
VEM CONHECER AS NOSSAS PROPOSTAS, ASSOCIA-TE,
ATIVA-TE!
terça-feira, 7 de maio de 2013
A COMUNA DE PARIS DE 1871 E A SUA INFLUÊNCIA EM
PORTUGAL
A 18 de Março de 1871 o proletariado e o
povo parisiense, entalado entre a ameaça da invasão prussiana, a burguesia e o governo colaboracionista de Thiers e de
Napoleão III , proclamava a Comuna de Paris…
“Mais que “a última revolução plebeia” ou a “primeira
revolução proletária”, a Comuna foi uma experiência de autoinstituição, um
evento que possui autonomia; não apenas
por sua ousadia, mas por suas singularidades. Por tudo isso, tornou-se “uma
linha divisória dos tempos” – e, simultaneamente, dos pensamentos, costumes ,
curiosidades, leis e das próprias línguas – estabelecendo um antes e um depois
absolutamente antagónicos e aparentemente irreconciliáveis”. Processo no qual “a revolução é um nó-
simultaneamente resultado e mediação
para que a autotransformação da sociedade possa prosseguir”. Certamente
não foi o fim de um ciclo, menos ainda o início de outro; mas a fronteira, um
marco que não se presta a transformar-se em linha de chegada ou partida , mas
que definiu nas suas práticas concretas os elementos fundamentais da democracia
popular no seculo XIX”.
(da capa do
livro “NEGRAS TORMENTAS – O FEDERALISMO
E O INTERNACIONALISMO NA COMUNA DE PARIS”, de Alexandre Samis – edit. HEDRA, São Paulo, 2011 - nota: em consulta na
biblioteca/infoteca popular da Terra Viva!AES – Porto )
Em Portugal os
ecos da Comuna chegavam aos trabalhadores pela mão dos socialistas de então,
muito mais influenciados pelas ideias e pontos de vista de Proudhon e mais ou menos por Bakunine do que por Marx,
Engels ou mesmo Lafargue e José Fontana
.
Cinco anos
depois, num manifesto de trabalhadores portugueses dizia-se:
…”O profundo sentimento revolucionário que presidiu
à proclamação da Independência Comunal de Paris não tem exemplo nas anteriores
revoluções. Pela primeira vez o povo conheceu o que lhe convinha e levou a cabo
um movimento tendente a realizar a inteira independência e absoluta liberdade”.
(…)”Foi o estrondo da revolução parisiense que acordou o proletariado português
e lhe gerou o desejo de se libertar do jugo de ferro que lhe imprimiam as
outras classes sociais, dando-lhe sobretudo profundo sentimento de
independência”. (…) “Se a terra ministra ao homem tudo quanto ele necessita,
não pode por forma alguma ser possuída por alguns indivíduos que podem negar,
se quiserem, a satisfação das necessidades dos outros. É para esta luta que se
agrupam os trabalhadores e foi esta aspiração a dos COMUNALISTAS DE PARIS. Operários , avante! Viva a revolução social!”
(“O Protesto Operário”, 18 de Março 1876 – extraído de “O despertar
operário em Portugal”, de Edgar Rodrigues).
Bengalada em desagravo e em
defesa de Louise Michel…
A anarquista
francesa Louise Michel, deportada para a Nova Caledónia pela sua participação
nas barricadas da Comuna, além de depois da pena, ter sofrido em Paris um
atentado, tinha sido vergonhosamente insultada e enxovalhada pelo deputado
monárquico Pinheiro Chagas no seu pasquim “O Repórter”, de Lisboa de Janeiro de 1888. O jornal anarquista
“Revolução Social”, do Porto, denunciou à opinião pública aquele ato miserável
e, depois de alguma troca de artigos, apelou ao seu público e à vingança popular contra aquele jornalista monárquico…
Então, o anarquista de Lisboa e ali correspondente do “Revolução Social”,
Manuel Joaquim Pinto, indignado,
enquanto distribuía o jornal anarquista na rua, encontrando Pinheiro Chagas, deu-lhe uma bengalada na cabeça – tendo sido
preso por isso e vítima de um processo odioso que acabou por ter como efeito,
despertar e atrair a curiosidade de muita gente para o estudo das ideias
anarquistas.
Este episódio ,
bem como os seus resultados na divulgação das ideias anarquistas em Portugal, é
descrito entre as páginas 184 e 205 do mesmo livro de E.Rodrigues citado
atrás…(também existente na biblioteca do SOV-Porto).
Hoje já pouco se
usam as bengalas … Mas, e se se começasse hoje de novo a tratar desta forma os
vómitos jornalísticos de alguns “vermes da caneta” reacionários, como alguns que bem conhecemos?...
quinta-feira, 2 de maio de 2013
1º de Maio Libertário - Porto 2013
1º
DE MAIO – DIA DE LUTA
dos TRABALHADORES com e sem trabalho!
Abaixo a FOME e o DESEMPREGO! Repartição da RIQUEZA e do TRABALHO!
Ao contrário de todos os que ofendem a verdadeira história deste dia, glorificando o trabalho assalariado ( forçado, escravo ou mal pago, nas piores condições…), deveremos afirmar o 1º DE MAIO como dia de LUTA contra os poderosos do dinheiro e do Estado, contra o patronato explorador, contra os bancos e os políticos gatunos que nos roubam a nós para salvar uns e outros.
Deveremos recordar que esta data surgiu há quase 130 anos (em 1886), como INÍCIO DA LUTA MUNDIAL DOS TRABALHADORES pelo dia de trabalho de 8 HORAS. Nessa altura era “normal” trabalhar-se 12 e 14 horas por dia (ou mais). Tendo-se desenvolvido a campanha pelas 8 horas, sobretudo entre os trabalhadores imigrantes na América, entre eles muitos anarquistas que da antiga AIT (associação internacional dos trabalhadores), logo esta luta se desenvolveu com potentes greves no mundo inteiro – e em Portugal também, sobretudo a partir da criação dos primeiros grupos anarquistas, cerca de 1883, da greve dos têxteis em 1903, das grandes greves operárias rurais de 1911 e 1912 …
Passando pelo período mais ativo do anarco-sindicalismo (UON-União Operária Nacional, 1911-1914 e CGT-Confederação Geral do Trabalho,1914-1934 –destruída finalmente pelo fascismo-salazarista, em 1947 ), a jornada de trabalho de 8 horas (agora de novo ameaçada pelos abusos patronais e dos governos), passou por numerosas lutas laborais, antes e depois do 25 de Abril de 1974 …para agora, 39 anos depois, estar a ser de novo miseravelmente posta em causa pelos gatunos dos governos dos últimos anos, sempre, sempre, ao serviço de FMI, patronato e bancos.
E, JUSTAMENTE AGORA, quando os “pobres” capitalistas, “empresários de sucesso” , com a ajudinha dos governantes Passos e sua comandita, fazem parir as piores leis e condições de trabalho de depois do 25 de Abril, cortando direitos sociais aos mais desfavorecidos e fazendo aumentar a miséria e fechando empresas (a fim de as poder abrir mais tarde, aqui ou noutros lados, onde e quando as condições sejam PIORES para quem trabalha, submetido à aceitação de todos os abusos e humilhações por parte do patronato e seus agentes- não é isso que vemos acontecer?..), JUSTAMENTE AGORA é que devemos REFORÇAR O NOSSO ÂNIMO E ESPIRITO DE LUTA, nomeadamente exigindo A JUSTA REPARTIÇÃO DO TRABALHO E DA RIQUEZA! (e sobretudo ver MINISTRxS, PRESIDENTES, SECRETÁRIxS DE ESTADO, DEPUTADxS, sem os seus enormes ganhos e privilégios, a TRABALHAR em obras úteis, casas para sem abrigo, hortas, etc…, seria da mais elementar justiça…)
Mas…”não há trabalho que chegue para todos”, dizem?!...Mas há a riqueza que os trabalhadores produzem e que os parasitas desperdiçam nos seus luxos e mordomias!... Então :
-QUE A SEMANA SEJA DE 30 horas (sem redução de salários) para CRIAR MAIS EMPREGOS E REPARTIR O TRABALHO POR TODOS e TODAS!
-QUE NÃO SE FAÇAM HORAS EXTRAS – pelo mesmo motivo: CRIAR MAIS POSTOS DE TRABALHO!
-QUE OS SALÁRIOS SUBAM para que o emprego atraia mais gente E NÃO DIMINUA O PODER DE COMPRA (que tem levado a maioria a gastar menos – e a diminuir o comércio e a hotelaria);
-QUE AS EMPRESAS declaradas “em dificuldades” pelos patrões, sejam ocupadas e postas a funcionar pelos PRÓPRIOS trabalhadores – que deverão controlar toda a empresa, estoques, maquinaria, instalações, etc. e PRODUZIR PARA SI PRÓPRIOS e para a sociedade;
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