terça-feira, 20 de agosto de 2013
domingo, 11 de agosto de 2013
A PROPÓSITO DE BOICOTE E DA GREVE AOS CONSUMOS
Tanto o apelo de um grupo anónimo do Porto ao BOICOTE ao Minipreço/Dia, em 25 de Julho (como forma de solidariedade com as 4 trabalhadoras injustiçadas pela administração daquela empresa por terem feito a Greve Geral de 27 de Junho), como o apêlo da AIT-SP/SOV-Porto para a GREVE AOS CONSUMOS no dia da Greve Geral, partem de alguns pontos comuns.
Como é sabido, no dia 25 de Julho a AIT-SP no seu conjunto resolveu responder positivamente ao apelo daquele grupo "anónimo" - tal como muita outra gente, inclusive de outras iniciativas libertárias do Porto . A AIT-SP inclusivamente levou as ideias do protesto, da solidariedade com aquelas trabalhadoras do Minipreço/Dia, e do BOICOTE àquela empresa , para outras regiões (Lisboa, Setúbal e Algarve )e inclusivamente difundiu internacionalmente o que se passava.
Independentemente de quem tenha realmente tido a iniciativa e de quem seria (ideológicamente) o tal "grupo anónimo", pautamos como absolutamente JUSTO o apêlo feito à SOLIDARIEDADE ENTRE TRABALHADORAS/ES e CONSUMIDORES e a ideia de que activos ou não, desempregados, reformados, precários, SOMOS TODOS PARTE DAS CLASSES TRABALHADORAS EXPLORADAS e como tal se brandiu de novo aquele "velho" lema da AIT- Associação INTERNACIONAL dxs Trabalhadoras/es - e que ainda é o nosso como anarco-sindicalistas - de que "UMA OFENSA A UM/A É UMA OFENSA A TODxS" !...
E, contra a "birrinha" de alguns chefetes do sindicato CESP da CGTP que condenaram esta acção, verificámos que ela de facto conseguiu ultrapassar os velhos preconceitos "corporativos" de grande parte dos sindicatos oficiais (cada área laboral por si, os outros que se arranjem...) e pôr pessoas muito diferentes ideológicamente (jovens do B.E e da JCP, anarco-sindicalistas da AIT-SP e outros libertários, simples consumidores sem qualquer definição ideológica ,... ) numa acção concreta de SOLIDARIEDADE DE CLASSE com as trabalhadoras do Minipreço do Porto alvos de abuso patronal.
Que a direcção do sindicato CESP/CGTP tenha REPUDIADO inicialmente a onda de solidariedade surgida dxs TRABALHADORES/CONSUMIDORES ( e da qual veio posteriormente a "desculpar-se" "agradecendo" o apoio a quem se solidarizou...) constitui um facto de menor importância - ou não hajam, pelo menos no Porto, episódios passados relativamente à direcção daquele sindicato que nada abonam na veracidade no seu afirmado papel de "defesa dos trabalhadores" do comércio...
Mas, o que é realmente novo agora é que hajam pessoas que REDESCOBRIRAM as armas do BOICOTE e da GREVE AOS CONSUMOS que o ANARCO-SINDICALISMO e o sindicalismo-revolucionário agitam há anos. E isto tem tudo a haver com a ideia e apelo que lançámos no Porto na última Greve Geral de 27/6 ( e que obviamente não foi tido em atenção senão por nós próprixs e por outrxs libertárixs e anti-capitalistas ) de que a única forma de que todxs aqueles que fazem parte daquele MILHÃO E MEIO de trabalhadores desempregadxs e dxs reformadxs TÊM de fazer greve é justamente A GREVE AOS CONSUMOS, o BOICOTE ao PATRONATO DAS GRANDES E MÉDIAS EMPRESAS - do comércio, da hotelaria, da indústria, dos serviços - que teimam em impor a estratégia da CHANTAGEM ECONÓMICA aos trabalhadores, pressionando-as/os a aceitar condições miseráveis - algumas ainda mais miseráveis e indignas do que a actual legislação laboral pró-patronato - com o terror de ficarem desempregadxs. Daí que possa ser encarado o recurso a esta forma de luta, tanto pelos trabalhadores directamente afectados em casos semelhantes, como pelos trabalhadores-CONSUMIDORES que com eles se solidarizem.
A exemplo dxs nossxs companheirxs de outras secções da AIT/IWA, como da CNT espanhola, entre outras, ORGANIZEMO-NOS TAMBÉM COMO TRABALHADORES/CONSUMIDORES -que era também o que fazia a antiga CGT portuguesa - e de que a "Defesa do Consumidor" do sr.Beja Santos e Cia não é senão um arremedo "light" para nos desviar do essencial: A LUTA SOLIDÁRIA CONTRA O PATRONATO DAS GRANDES MULTINACIONAIS DE PRODUTOS E SERVIÇOS e pelos interesses comuns de TRABALHADORES-PRODUTORES e TRABALHADORES-CONSUMIDORES, com ou sem trabalho!
CRIEMOS GRUPOS DE CONSUMO* nos nossos núcleos locais da AIT-SP nos bairros e zonas populares!
ORGANIZEMOS AS GREVES AO CONSUMO -E A EXPROPRIAÇÃO COLECTIVA DO QUE NOS FAZ FALTA PARA VIVER! BOICOTEMOS SOLIDARIAMENTE TODAS AS EMPRESAS QUE NÃO RESPEITAM A DIGNIDADE DE QUEM TRABALHA, aqui ou no resto do mundo!
"UMA OFENSA A UM/A DE NÓS É UMA OFENSA A TODAS/OS!"
um membro do SOV-Porto da AIT-SP
*nota:
voltaremos à abordagem deste tema muito em breve
Como é sabido, no dia 25 de Julho a AIT-SP no seu conjunto resolveu responder positivamente ao apelo daquele grupo "anónimo" - tal como muita outra gente, inclusive de outras iniciativas libertárias do Porto . A AIT-SP inclusivamente levou as ideias do protesto, da solidariedade com aquelas trabalhadoras do Minipreço/Dia, e do BOICOTE àquela empresa , para outras regiões (Lisboa, Setúbal e Algarve )e inclusivamente difundiu internacionalmente o que se passava.
Independentemente de quem tenha realmente tido a iniciativa e de quem seria (ideológicamente) o tal "grupo anónimo", pautamos como absolutamente JUSTO o apêlo feito à SOLIDARIEDADE ENTRE TRABALHADORAS/ES e CONSUMIDORES e a ideia de que activos ou não, desempregados, reformados, precários, SOMOS TODOS PARTE DAS CLASSES TRABALHADORAS EXPLORADAS e como tal se brandiu de novo aquele "velho" lema da AIT- Associação INTERNACIONAL dxs Trabalhadoras/es - e que ainda é o nosso como anarco-sindicalistas - de que "UMA OFENSA A UM/A É UMA OFENSA A TODxS" !...
E, contra a "birrinha" de alguns chefetes do sindicato CESP da CGTP que condenaram esta acção, verificámos que ela de facto conseguiu ultrapassar os velhos preconceitos "corporativos" de grande parte dos sindicatos oficiais (cada área laboral por si, os outros que se arranjem...) e pôr pessoas muito diferentes ideológicamente (jovens do B.E e da JCP, anarco-sindicalistas da AIT-SP e outros libertários, simples consumidores sem qualquer definição ideológica ,... ) numa acção concreta de SOLIDARIEDADE DE CLASSE com as trabalhadoras do Minipreço do Porto alvos de abuso patronal.
Que a direcção do sindicato CESP/CGTP tenha REPUDIADO inicialmente a onda de solidariedade surgida dxs TRABALHADORES/CONSUMIDORES ( e da qual veio posteriormente a "desculpar-se" "agradecendo" o apoio a quem se solidarizou...) constitui um facto de menor importância - ou não hajam, pelo menos no Porto, episódios passados relativamente à direcção daquele sindicato que nada abonam na veracidade no seu afirmado papel de "defesa dos trabalhadores" do comércio...
Mas, o que é realmente novo agora é que hajam pessoas que REDESCOBRIRAM as armas do BOICOTE e da GREVE AOS CONSUMOS que o ANARCO-SINDICALISMO e o sindicalismo-revolucionário agitam há anos. E isto tem tudo a haver com a ideia e apelo que lançámos no Porto na última Greve Geral de 27/6 ( e que obviamente não foi tido em atenção senão por nós próprixs e por outrxs libertárixs e anti-capitalistas ) de que a única forma de que todxs aqueles que fazem parte daquele MILHÃO E MEIO de trabalhadores desempregadxs e dxs reformadxs TÊM de fazer greve é justamente A GREVE AOS CONSUMOS, o BOICOTE ao PATRONATO DAS GRANDES E MÉDIAS EMPRESAS - do comércio, da hotelaria, da indústria, dos serviços - que teimam em impor a estratégia da CHANTAGEM ECONÓMICA aos trabalhadores, pressionando-as/os a aceitar condições miseráveis - algumas ainda mais miseráveis e indignas do que a actual legislação laboral pró-patronato - com o terror de ficarem desempregadxs. Daí que possa ser encarado o recurso a esta forma de luta, tanto pelos trabalhadores directamente afectados em casos semelhantes, como pelos trabalhadores-CONSUMIDORES que com eles se solidarizem.
A exemplo dxs nossxs companheirxs de outras secções da AIT/IWA, como da CNT espanhola, entre outras, ORGANIZEMO-NOS TAMBÉM COMO TRABALHADORES/CONSUMIDORES -que era também o que fazia a antiga CGT portuguesa - e de que a "Defesa do Consumidor" do sr.Beja Santos e Cia não é senão um arremedo "light" para nos desviar do essencial: A LUTA SOLIDÁRIA CONTRA O PATRONATO DAS GRANDES MULTINACIONAIS DE PRODUTOS E SERVIÇOS e pelos interesses comuns de TRABALHADORES-PRODUTORES e TRABALHADORES-CONSUMIDORES, com ou sem trabalho!
CRIEMOS GRUPOS DE CONSUMO* nos nossos núcleos locais da AIT-SP nos bairros e zonas populares!
ORGANIZEMOS AS GREVES AO CONSUMO -E A EXPROPRIAÇÃO COLECTIVA DO QUE NOS FAZ FALTA PARA VIVER! BOICOTEMOS SOLIDARIAMENTE TODAS AS EMPRESAS QUE NÃO RESPEITAM A DIGNIDADE DE QUEM TRABALHA, aqui ou no resto do mundo!
"UMA OFENSA A UM/A DE NÓS É UMA OFENSA A TODAS/OS!"
um membro do SOV-Porto da AIT-SP
*nota:
voltaremos à abordagem deste tema muito em breve
sábado, 10 de agosto de 2013
4 Julho 1937 -ATENTADO CONTRA SALAZAR
Em 1937, 4 de Julho, um grupo de homens decididos, entre eles o anarco-sindicalista, militante da CGT/AIT portuguesa, Emídio Santana, levavam a efeito um atentado ao ditador Salazar.
Não tendo tido o efeito que se esperava pois a carga colocada num contentor onde o carro do Salazar passava não tinha ficado na posição que deveria, logo o regime fascista levou a efeito uma autêntica caça ao homem, perseguindo, prendendo e torturando a esmo, inclusivamente pessoas que "confessaram" a participação no atentado mas que de facto nada tinham a ver com ele... Emídio Santana haveria de ser preso quando procurava fugir de barco para Inglaterra (a polícia inglesa entregou-o à polícia política salazarista - a então PVDE - "pevide" na gìria popular) e passou 16 anos preso.
Recentemente têm surgido alguma publicações sobre o assunto - nomeadamente o livro "“1937 – O ATENTADO A SALAZAR”, da autoria de João Madeira, recentemente apresentado em Grândola pelo núcleo da AJA de Grândola.
Mas o livro do próprio Emídio Santana, que sobreviveu ao ditador (tendo falecido em 1988), ele próprio um dos autores do atentado, continua a ser a memória documental mais viva sobre o acontecimento. Recomendamo-lo e temo-lo à disposição para consulta na Biblioteca da nossa sede no Porto.
PARA QUE A MEMÓRIA LIBERTÁRIA NÃO SEJA NEM APAGADA NEM BRANQUEADA!
(mais informações relativas a este tema podem ser encontradas no blog dos companheiros do Coledctivo Libertário de Évora)
terça-feira, 30 de julho de 2013
Boicote ao Minipreço !
Terrorismo laboral ou terrorismo patronal ?...
Apresentamos em seguida a transcrição da resposta de um companheiro da AIT - Sp /Porto a um comentário postado no http://blog.5dias.net/ (onde aparece, entre outros materiais
interessantes, uma descrição bastante completa do que foi o boicote na
passada quinta-feira, 25 de Julho, no Porto ao Minipreço da Rua Miguel Bombarda comentário esse que alude a um possível "terrorismo laboral" por parte dos trabalhadores !!!???
"Terrorismo
laboral" é:
- Negar DIREITOS legais aos trabalhadores - e/ou o que
(já)não são "direitos legais" mas reivindicações LEGÍTIMAS dos
trabalhadores - e não esqueçamos que se fizéssemos o culto de tudo o que é
LEGAL mas NÃO É LEGÍTIMO ...ainda estaríamos no 24 de Abril (ainda que pareça
que para lá nos querem encaminhar...);
-Exercer sobre os trabalhadores represálias por utilizarem o
seu direito à greve - ou por resistirem a atropelos aos seus direitos por parte
das "entidades patronais";
- Negar aos trabalhadores a jornada de trabalho de 8 horas ,
através do expediente das horas extras - fazendo-os , no interesse exclusivo da
administração das empresas trabalhar 10 e mais horas e não as pagando como tal
mas sim "compensando-os" com o "banco de horas" quando a
administração quiser;
-Negar aos trabalhadores feriados obrigatórios ( como no dia
de S.João no Porto) e /ou pagá-los como se dias normais de trabalho se
tratassem;
segunda-feira, 15 de julho de 2013
17 de Julho - Concentração no Porto contra o desemprego, o empobrecimento e a exclusão social.
Uma iniciativa da Baladre (Coordenação galega contra o desemprego, o empobrecimento e a exclusão social)
MANIFESTO
A 15 de Março terminou em Bruxelas a primeira fase do “Semestre Europeu
2013”. Nesses encontros avaliaram-se a implementação de medidas acordadas e o
ajuste dos estados aos programas de Estabilidade e convergência impostos; e o
mais importante, a coordenação das políticas económicas, orçamentais e de
emprego dos estados membros para os seis meses seguintes. Mas face às suas
avaliações e estratégias, nós temos as nossas próprias.
Não é de esquecer,
que a chamada“União Europeia”, é a continuação daquilo que surgiu em 1957 como
“Comunidade Económica Europeia”. Constituído no ano de 85 o Mercado Único, a
CEE passou a ser a Comunidade Europeia. Oito anos depois, entra em vigor o Tratado
de Maastricht, com o qual nascem o Euro e a União Europeia, aprovando-se em
2002 a Agenda de Lisboa com o objetivo de converter a EU em 2010 no espaço do
mundo com maior concorrência económica.
Finalmente, é preciso destacar, no
processo que constituiu a EU, o Tratado de Lisboa. Nele se apresentam como
principais objetivos a concorrência e o crescimento económico. De acordo com
isto, serviços públicos como são os serviços da
saúde, a educação, o fornecimento de água potável, os transportes
coletivos, os correios, ou os apoios sociais a pessoas idosas, crianças ou
incapacitados, ficam sujeitas às normas da concorrência, com a intenção final
de se tornarem meros negócios mercantis
geridos por multinacionais.
sábado, 6 de julho de 2013
FRAUDE E PROVOCAÇÃO – ALERTA!!
Alertados para um convite
surgido na net de uma pretensa reunião de um pretenso “Sindicato libertário das
artes, comunicação e espetáculos” e de uma pretensa “Federação Anarcosindical
pró AIT”, alguns de nós, membros do SOV-Porto da AIT-SP comparecemos cerca das
21 horas de ontem, segunda-feira, 1 de Julho, na morada indicada: Rua da
Constituição, 3º ,no Porto, ali a seguir à Praça do Marquês e quase em frente à
Rua Visconde de Setúbal, ao lado de uma loja de reparação de materiais
informáticos.
Depois de durante cerca de um
quarto de hora batermos à porta sem que ninguém atendesse e depois de termos
esperado mais um bocado na entrada do prédio, acabámos por saber por uma vizinha
que ali era a morada de um senhor já muito conhecido e indesejável por muita
gente (e por malíssimos motivos) , aqui no Porto e em Lisboa, chamado Júlio
Aires, e que o mesmo fulano estaria na altura em casa pois tinha entrado há
pouco tempo, antes de nós chegarmos…
terça-feira, 25 de junho de 2013
Para que a Greve Geral de 27 de Junho
seja mesmo geral…
Façamos GREVE aos CONSUMOS !!!
Os filhos da puta que dão pelo
nome de “governo”, “Estado” e “patronato” deste canto da Europa no meio da
miséria plantado, já mostraram bem que só querem saber das condições de vida do
povo quando a revolta popular os pode ameaçar…
Dos
“organismos representativos” – sejam eles quais forem- desta “democracia” dos
ricos e poderosos pouco mais temos a esperar do que a mudança das moscas sobre
a mesma porcaria… É por isso que sempre que há o risco de a própria população
se organizar ela própria para a defesa dos seus interesses sociais ameaçados eles enviam para o meio desses movimentos cívicos
populares os seus agentes “representativistas” partidários para desmobilizarem
o povo, o “controlarem” e, uma vez mais, nos fazerem acreditar que “desta vez,
com eles, tudo irá melhorar”!
E não melhora!...A maioria do povo já viu que isso são tudo tretas e que nada de
importante muda realmente: a exploração
capitalista, a opressão financeira, os despedimentos, as condições de trabalho
miseráveis e indignas, o parasitismo do estado, a corrupção privada ou
“pública” continuam .É por isso que algumas manifestações de protesto
controladas por movimentos partidários
representativos, já não conseguem animar e mobilizar os mais atingidos
pela “crise” e pelas vergonhosas medidas de austeridade.
ENTÃO APARECE AGORA ESTA NOVA
“GREVE GERAL”…
Há
de facto todas as razões para que a população trabalhadora ainda com emprego (precário
e com condições miseráveis )se recuse a trabalhar nestas condições!
Há
todas as razões para que lutemos para que este governo caia. Mas, como é que, reformados,
utentes do RSI, precários, escravos dos sub-empreiteiros poderão realmente
tomar parte nesta luta?
Só
pode haver uma solução: a greve para de facto ser geral deverá ser também greve
aos consumos .
sábado, 22 de junho de 2013
De 17 a 24 de Junho: a AIT organiza Jornadas Internacionais
de Acção
A norma capitalista é “expandir ou morrer” e a crise está a
revelar um sistema que, cada vez mais desesperadamente, dirige os seus ataques
contra a classe trabalhadora: por todo o mundo vemos despedimentos em massa e
medidas contra os desempregados e os pobres, flexibilização do mercado de
trabalho, medidas contra os sindicatos e despedimentos de activistas sindicais.
Isto não pode continuar e tornam-se necessárias acções
directas, propaganda e solidariedade baseadas na nossa própria força. É por
isso que a AIT organiza as Jornadas Internacionais de Acção contra os Cortes no
Emprego, os Despedimentos e de Apoio à Luta dos Desempregados, que terão lugar
de 17 a 24 de Junho.
As Secções e Amigos concentrar-se-ão em temas locais e
também em acções urgentes de solidariedade que estão a ter lugar em empresas
multinacionais. Mencionamos que as Secções Sindicais da CNT-AIT espanhola
lançaram apelos para apoiar as lutas contra os despedimentos na Alstom Wind, na
empresa Capgemini e o despedimento de um trabalhador na Esymo Metal- Gestamp.
Contrariamente aos sindicatos reformistas, a Associação
Internacional dos Trabalhadores (AIT) recusa a integração no sistema
capitalista que é a raiz da miséria da classe trabalhadora. A AIT foi fundada
há 90 anos e, já no Congresso fundacional da AIT em Berlim na viragem do ano
1922, tomou resoluções contra o desemprego que estava a dividir a classe
trabalhadora.
Afirmou-se que os problemas não podem ser resolvidos dentro
do sistema capitalista. Mas, para reduzi-los, recomendaram a redução do horário
de trabalho, e mais tarde, o Congresso da AIT em Liege (1928) iniciou uma
campanha mundial por uma jornada de trabalho de 6 horas.
O capitalismo é uma máquina automática que fabrica
repetidamente crises, desemprego, guerras e exploração: portanto, apelamos a
acelerar as lutas contra os cortes no emprego e os despedimentos e a apoiar a
luta dos desempregados.
Oslo, 15 de Junho de 2013
Saudações anarco-sindicalistas,
Secretariado da AIT
Página web de la AIT: www.iwa-ait.org
Página de Facebook : https://www.facebook.com/iwa.ait
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Publicado por AIT-SP
Musso – Mais um jovem negro morto pela Polícia na Amadora.
Ontem, 12 de
Junho, o Bairro 6 de Maio ficou chocado com a notícia da Morte de Musso, jovem
negro de 15 anos de idade. Uma pancada na cabeça é a causa da morte.
Segundo os familiares há um mês atrás ele foi levado para a Esquadra da
Reboleira e foi torturado pelos agentes policiais. Regressou a casa a
queixar-se de uma forte dor de cabeça e contou a família que a polícia o tinha
torturado. Dali, foi conduzido para os Serviços de Emergência do Hospital de
Santa Maria. Ficou internado, durante uns dias, depois foi mandado para casa.
Contudo, as dores não cessaram. O jovem continuou a queixar das dores e foi, de
novo, encaminhado para o Hospital. Desta vez, para o Hospital da Amadora
Sintra. Ficou internado durante mais uns dias e ontem veio a falecer devido a uma
lesão que acabou por rebentar-lhe uma veia cerebral.
Há cerca de 8 anos, no mesmo Bairro, o jovem Teti , também de 15 anos de idade, morreu da mesma forma. Já vai em 15 o número de jovens, negros e pobres , que morrem nas mãos da polícia Portuguesa e nunca há uma condenação. Recentemente, o agente que, em 2009, matou Élson Sanches “Kuku”, jovem negro de 14 anos, foi absolvido da acusação de homicídio por negligência. Segundo a polícia científica, a arma foi disparada a 15 cm de distância da cabeça do jovem Élson nao ficando no nosso e no entender de qualquer pessoa decente, duvidas nenhumas de que se tratou duma execução. Esta absolvição foi mais uma carta branca para que a policia continue a matar impunemente, e com o aval da sociedade portuguesa, jovens negros e outros pobres.
Há cerca de 8 anos, no mesmo Bairro, o jovem Teti , também de 15 anos de idade, morreu da mesma forma. Já vai em 15 o número de jovens, negros e pobres , que morrem nas mãos da polícia Portuguesa e nunca há uma condenação. Recentemente, o agente que, em 2009, matou Élson Sanches “Kuku”, jovem negro de 14 anos, foi absolvido da acusação de homicídio por negligência. Segundo a polícia científica, a arma foi disparada a 15 cm de distância da cabeça do jovem Élson nao ficando no nosso e no entender de qualquer pessoa decente, duvidas nenhumas de que se tratou duma execução. Esta absolvição foi mais uma carta branca para que a policia continue a matar impunemente, e com o aval da sociedade portuguesa, jovens negros e outros pobres.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
CONCENTRAÇÃO DIA 30 de MAIO EM FRENTE AO CONSULADO DE
ESPANHA no Porto, às 14 horas,
Acção de protesto e solidariedade
- Para com o companheiro espanhol, Israel, que foi despedido a 19 de Abril pela
Redur Logística S.L., em Espanha, simplesmente por ser delegado sindical da
CNT-AIT (Confederação Nacional do Trabalho).
- E com a Greve Geral no País Basco e em Navarra
Local de encontro: Esquina da Rua Fernandes Tomás com D. João IV
Consulado de Espanha no Porto: Rua Dom João IV, 341 4000-302 Porto.
domingo, 26 de maio de 2013
Solidariedade com o trabalhador despedido na Redur em Espanha
A 19 de Abril a Redur Logística S.L. despediu Israel que trabalhava na empresa em Espanha há 6 anos e era desde 2011 delegado sindical da CNT (Confederação Nacional do Trabalho).A empresa alegou que este era “perigoso” pois um dia no armazém havia chocado com o seu carrito de compras contra o carro de outra funcionária! A verdadeira razão para o despedimento não foi a explicação completamente absurda utilizada pela empresa, mas sim o incómodo causado pela actividade sindical constante de Israel, denunciando a falta de segurança no trabalho e os abusos praticados pela Redur (por exemplo, horas extras ilegais, imposição de serviços mínimos em situação de greve, etc.).
![]() |
| Panfleto original |
A 19 de Abril a Redur Logística S.L. despediu Israel que trabalhava na empresa em Espanha há 6 anos e era desde 2011 delegado sindical da CNT (Confederação Nacional do Trabalho).A empresa alegou que este era “perigoso” pois um dia no armazém havia chocado com o seu carrito de compras contra o carro de outra funcionária! A verdadeira razão para o despedimento não foi a explicação completamente absurda utilizada pela empresa, mas sim o incómodo causado pela actividade sindical constante de Israel, denunciando a falta de segurança no trabalho e os abusos praticados pela Redur (por exemplo, horas extras ilegais, imposição de serviços mínimos em situação de greve, etc.).
Este despedimento é um claro exemplo de repressão sindical e não vai ficar sem
resposta. Em Espanha, em Portugal e em todo o lado, a solidariedade entre
trabalhadores e trabalhadoras em luta será sempre mais forte do que toda a
repressão dos patrões!
Exigimos a readmissão imediata do trabalhador despedido
na Redur em Espanha!
Basta de repressão laboral e sindical na Redur!
quarta-feira, 15 de maio de 2013
SESSÃO DE INFORMAÇÃO
ANARCO-SINDICALISMO – O QUE É…
ANARCO-SINDICALISMO – O QUE É…
.
Atualidade – AIT/IWA e Secções filiadas dos vários países –O QUE
FAZEMOS?!
.
AIT-SP , princípios, objetivos, métodos, atividade atual – QUEM pode fazer
parte…
.
História – no Porto, em Portugal
e no mundo .UON, CGT e AIT
Possível alternativa ao “sindicalismo”
de concertação social e de colaboração com o patronato e com o Estado,
rejeitando subsídios estatais e profissionais do “sindicalismo” vivendo à custa
das quotas dos trabalhadores, recusando tutelas de partidos e “representações”
parlamentares ou outras, o ANARCO-SINDICALISMO tem como princípios
.A
ACÇÃO DIRETA d@s própri@s trabalhadores/as
.A
DEMOCRACIA DIRETA ASSEMBLEÁRIA
.ANTICAPITALISMO
E O ANTIESTATISMO
.
SOLIDARIEDADE e APOIO MÚTUO (“uma ofensa a um/a é uma ofensa a tod@s” )
local, regional, nacional e internacional
Organização
internacional e não limitando a sua ação aos locais de trabalho mas alargando-a
aos BAIRROS POPULARES, contra o DESEMPREGO, pela HABITAÇÃO CONDIGNA e à
SOLIDARIEDADE SOCIAL ATIVA com quem mais precisa, o ANARCO-SINDICALISMO propõe
a AUTO-ORGANIZAÇÃO POPULAR E LABORAL como resposta às “austeridades”, à
exploração, à “crise” e aos políticos aldrabões e gatunos…
COM OU SEM TRABALHO, PRECÁRIO/A OU NÃO,
REFORMAD/A E c/ou s/”RSI”,
VEM CONHECER AS NOSSAS PROPOSTAS, ASSOCIA-TE,
ATIVA-TE!
terça-feira, 7 de maio de 2013
A COMUNA DE PARIS DE 1871 E A SUA INFLUÊNCIA EM
PORTUGAL
A 18 de Março de 1871 o proletariado e o
povo parisiense, entalado entre a ameaça da invasão prussiana, a burguesia e o governo colaboracionista de Thiers e de
Napoleão III , proclamava a Comuna de Paris…
“Mais que “a última revolução plebeia” ou a “primeira
revolução proletária”, a Comuna foi uma experiência de autoinstituição, um
evento que possui autonomia; não apenas
por sua ousadia, mas por suas singularidades. Por tudo isso, tornou-se “uma
linha divisória dos tempos” – e, simultaneamente, dos pensamentos, costumes ,
curiosidades, leis e das próprias línguas – estabelecendo um antes e um depois
absolutamente antagónicos e aparentemente irreconciliáveis”. Processo no qual “a revolução é um nó-
simultaneamente resultado e mediação
para que a autotransformação da sociedade possa prosseguir”. Certamente
não foi o fim de um ciclo, menos ainda o início de outro; mas a fronteira, um
marco que não se presta a transformar-se em linha de chegada ou partida , mas
que definiu nas suas práticas concretas os elementos fundamentais da democracia
popular no seculo XIX”.
(da capa do
livro “NEGRAS TORMENTAS – O FEDERALISMO
E O INTERNACIONALISMO NA COMUNA DE PARIS”, de Alexandre Samis – edit. HEDRA, São Paulo, 2011 - nota: em consulta na
biblioteca/infoteca popular da Terra Viva!AES – Porto )
Em Portugal os
ecos da Comuna chegavam aos trabalhadores pela mão dos socialistas de então,
muito mais influenciados pelas ideias e pontos de vista de Proudhon e mais ou menos por Bakunine do que por Marx,
Engels ou mesmo Lafargue e José Fontana
.
Cinco anos
depois, num manifesto de trabalhadores portugueses dizia-se:
…”O profundo sentimento revolucionário que presidiu
à proclamação da Independência Comunal de Paris não tem exemplo nas anteriores
revoluções. Pela primeira vez o povo conheceu o que lhe convinha e levou a cabo
um movimento tendente a realizar a inteira independência e absoluta liberdade”.
(…)”Foi o estrondo da revolução parisiense que acordou o proletariado português
e lhe gerou o desejo de se libertar do jugo de ferro que lhe imprimiam as
outras classes sociais, dando-lhe sobretudo profundo sentimento de
independência”. (…) “Se a terra ministra ao homem tudo quanto ele necessita,
não pode por forma alguma ser possuída por alguns indivíduos que podem negar,
se quiserem, a satisfação das necessidades dos outros. É para esta luta que se
agrupam os trabalhadores e foi esta aspiração a dos COMUNALISTAS DE PARIS. Operários , avante! Viva a revolução social!”
(“O Protesto Operário”, 18 de Março 1876 – extraído de “O despertar
operário em Portugal”, de Edgar Rodrigues).
Bengalada em desagravo e em
defesa de Louise Michel…
A anarquista
francesa Louise Michel, deportada para a Nova Caledónia pela sua participação
nas barricadas da Comuna, além de depois da pena, ter sofrido em Paris um
atentado, tinha sido vergonhosamente insultada e enxovalhada pelo deputado
monárquico Pinheiro Chagas no seu pasquim “O Repórter”, de Lisboa de Janeiro de 1888. O jornal anarquista
“Revolução Social”, do Porto, denunciou à opinião pública aquele ato miserável
e, depois de alguma troca de artigos, apelou ao seu público e à vingança popular contra aquele jornalista monárquico…
Então, o anarquista de Lisboa e ali correspondente do “Revolução Social”,
Manuel Joaquim Pinto, indignado,
enquanto distribuía o jornal anarquista na rua, encontrando Pinheiro Chagas, deu-lhe uma bengalada na cabeça – tendo sido
preso por isso e vítima de um processo odioso que acabou por ter como efeito,
despertar e atrair a curiosidade de muita gente para o estudo das ideias
anarquistas.
Este episódio ,
bem como os seus resultados na divulgação das ideias anarquistas em Portugal, é
descrito entre as páginas 184 e 205 do mesmo livro de E.Rodrigues citado
atrás…(também existente na biblioteca do SOV-Porto).
Hoje já pouco se
usam as bengalas … Mas, e se se começasse hoje de novo a tratar desta forma os
vómitos jornalísticos de alguns “vermes da caneta” reacionários, como alguns que bem conhecemos?...
quinta-feira, 2 de maio de 2013
1º de Maio Libertário - Porto 2013
1º
DE MAIO – DIA DE LUTA
dos TRABALHADORES com e sem trabalho!
Abaixo a FOME e o DESEMPREGO! Repartição da RIQUEZA e do TRABALHO!
Ao contrário de todos os que ofendem a verdadeira história deste dia, glorificando o trabalho assalariado ( forçado, escravo ou mal pago, nas piores condições…), deveremos afirmar o 1º DE MAIO como dia de LUTA contra os poderosos do dinheiro e do Estado, contra o patronato explorador, contra os bancos e os políticos gatunos que nos roubam a nós para salvar uns e outros.
Deveremos recordar que esta data surgiu há quase 130 anos (em 1886), como INÍCIO DA LUTA MUNDIAL DOS TRABALHADORES pelo dia de trabalho de 8 HORAS. Nessa altura era “normal” trabalhar-se 12 e 14 horas por dia (ou mais). Tendo-se desenvolvido a campanha pelas 8 horas, sobretudo entre os trabalhadores imigrantes na América, entre eles muitos anarquistas que da antiga AIT (associação internacional dos trabalhadores), logo esta luta se desenvolveu com potentes greves no mundo inteiro – e em Portugal também, sobretudo a partir da criação dos primeiros grupos anarquistas, cerca de 1883, da greve dos têxteis em 1903, das grandes greves operárias rurais de 1911 e 1912 …
Passando pelo período mais ativo do anarco-sindicalismo (UON-União Operária Nacional, 1911-1914 e CGT-Confederação Geral do Trabalho,1914-1934 –destruída finalmente pelo fascismo-salazarista, em 1947 ), a jornada de trabalho de 8 horas (agora de novo ameaçada pelos abusos patronais e dos governos), passou por numerosas lutas laborais, antes e depois do 25 de Abril de 1974 …para agora, 39 anos depois, estar a ser de novo miseravelmente posta em causa pelos gatunos dos governos dos últimos anos, sempre, sempre, ao serviço de FMI, patronato e bancos.
E, JUSTAMENTE AGORA, quando os “pobres” capitalistas, “empresários de sucesso” , com a ajudinha dos governantes Passos e sua comandita, fazem parir as piores leis e condições de trabalho de depois do 25 de Abril, cortando direitos sociais aos mais desfavorecidos e fazendo aumentar a miséria e fechando empresas (a fim de as poder abrir mais tarde, aqui ou noutros lados, onde e quando as condições sejam PIORES para quem trabalha, submetido à aceitação de todos os abusos e humilhações por parte do patronato e seus agentes- não é isso que vemos acontecer?..), JUSTAMENTE AGORA é que devemos REFORÇAR O NOSSO ÂNIMO E ESPIRITO DE LUTA, nomeadamente exigindo A JUSTA REPARTIÇÃO DO TRABALHO E DA RIQUEZA! (e sobretudo ver MINISTRxS, PRESIDENTES, SECRETÁRIxS DE ESTADO, DEPUTADxS, sem os seus enormes ganhos e privilégios, a TRABALHAR em obras úteis, casas para sem abrigo, hortas, etc…, seria da mais elementar justiça…)
Mas…”não há trabalho que chegue para todos”, dizem?!...Mas há a riqueza que os trabalhadores produzem e que os parasitas desperdiçam nos seus luxos e mordomias!... Então :
-QUE A SEMANA SEJA DE 30 horas (sem redução de salários) para CRIAR MAIS EMPREGOS E REPARTIR O TRABALHO POR TODOS e TODAS!
-QUE NÃO SE FAÇAM HORAS EXTRAS – pelo mesmo motivo: CRIAR MAIS POSTOS DE TRABALHO!
-QUE OS SALÁRIOS SUBAM para que o emprego atraia mais gente E NÃO DIMINUA O PODER DE COMPRA (que tem levado a maioria a gastar menos – e a diminuir o comércio e a hotelaria);
-QUE AS EMPRESAS declaradas “em dificuldades” pelos patrões, sejam ocupadas e postas a funcionar pelos PRÓPRIOS trabalhadores – que deverão controlar toda a empresa, estoques, maquinaria, instalações, etc. e PRODUZIR PARA SI PRÓPRIOS e para a sociedade;
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Comunicado do Secretariado da AIT /IWA
1º de Maio de 2013: a emancipação dos
trabalhadores deve ser uma tarefa dos próprios!
A origem
do 1º de Maio remonta aos Estados Unidos da América, em 1886, quando foi encetada
uma greve pela reivindicação do dia de trabalho das 8 horas. Durante esta campanha
uma bomba foi atirada para a manifestação em Chicago, a polícia prendeu um
número de anarquistas que haviam sido proeminentes na luta pelo dia de trabalho
das 8 horas.
Os homens
presos estavam claramente inocentes, mas quatro destes foram executados pelo Estado
enquanto outro morreu na sua cela, alegadamente, por suicídio. A execução dos
quatro homens, que se tornaram conhecidos como os mártires de Haymarket, (em
Chicago )despoletou um protesto da classe trabalhadora por todo o mundo fazendo
com que o 1º de Maio fosse declarado o dia internacional dos trabalhadores em
comemoração do sacrifício dos quatro homens assassinados.
Neste 1º
de Maio vamos não só lembrar o sacrifício dos mártires de Haymarket, mas também
celebrar o internacionalismo dos primeiros movimentos de trabalhadores que
desencadearam um protesto em massa contra a execução dos quatro homens.
A mensagem
do 1º de Maio é que o capitalismo é um sistema global que deve ser combatido
pela classe trabalhadora internacional. E que a luta da classe trabalhadora
deve ir para além das fronteiras nacionais e que o confronto com o inimigo
capitalista deve ser levado a cabo à escala
internacional.
E à medida
que nos aproximamos deste 1º de Maio, a necessidade de uma ação internacional
coordenada da classe trabalhadora contra o capitalismo nunca foi maior. O
capitalismo como sistema global mantém-se sob a égide da crise que procura
ultrapassar, atacando a classe trabalhadora. País após país, os governos estão
a diminuir salários, a piorar condições de trabalho, e atiram pessoas para o
desemprego numa tentativa de sanar o sistema capitalista. O mote do capitalismo
é “expandir ou morrer”, e a crise é usada como pretexto para destruir serviços
públicos. Na realidade é uma expansão para a abertura de mercados e capital
para corporações privadas.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Jornadas ANTICAPITALISTAS da AIT/ IWA
Programa :
19.30 -Jantar Benefit de solidariedade com o SOV-Porto /AIT-Sp (com marcação prévia até às 15.00 do dia 30 de Abril através do sovaitporto@gmail.com ou 967694816/ 961449268)
21.00 - Discussão aberta e debate sobre as "Possíveis reivindicações atuais Anarco-sindicalistas
1 de Maio
10.30 -Trilha da Memória Libertária (e do movimento operário) do Porto.
Encontro em frente à porta principal do Instituto de Fotografia, na Cordoaria /Campo dos Mártires da Pátria
15.30-Bancas libertárias e canções operárias libertárias na Praça G. Humberto Delgado(junto à C.Municipal Porto)
17.00-Performance contra a Gatunagem Governamental e Patronal
Comunicado do SOV-PORTO /AIT-SP
“25 DE ABRIL SEMPRE -
FASCISMO NUNCA MAIS!”...
CAPITAL e ESTADO também NÃO…
NENHUM
PASSO ATRÁS NOS DIREITOS CONQUISTADOS!
Muitos e muitas resistentes do passado, de
ideais e sonhos diferentes, sofreram no corpo e na mente a opressão e a
brutalidade do fascismo-salazarista – como de resto a dos vários fascismos que
esmagaram os povos entre os anos 20 e os anos 40 do século 20– e para os povos
português, espanhol, grego, brasileiro, africano e muitos outros, até muito mais tarde.
Mas então porque é que hoje, 25 de Abril de
2013, aqui e agora, será tão importante afinal mantermos viva a memória dos e
das ANARQUISTAS e ANARCO-SINDICALISTAS perseguidos, presos , torturados e
mortos pelo fascismo-salazarista?... Porque é que a sua memória continua, em
grande parte, a ser BRANQUEADA pelos historiadores do Poder de todas as cores
ou quando muito continuam a ser hipocritamente lembrados como anarquistas
MORTOS, como algo morto e enterrado e não
como uma ALTERNATIVA VIVA do presente?!
quarta-feira, 24 de abril de 2013
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