terça-feira, 20 de agosto de 2013
domingo, 11 de agosto de 2013
A PROPÓSITO DE BOICOTE E DA GREVE AOS CONSUMOS
Tanto o apelo de um grupo anónimo do Porto ao BOICOTE ao Minipreço/Dia, em 25 de Julho (como forma de solidariedade com as 4 trabalhadoras injustiçadas pela administração daquela empresa por terem feito a Greve Geral de 27 de Junho), como o apêlo da AIT-SP/SOV-Porto para a GREVE AOS CONSUMOS no dia da Greve Geral, partem de alguns pontos comuns.
Como é sabido, no dia 25 de Julho a AIT-SP no seu conjunto resolveu responder positivamente ao apelo daquele grupo "anónimo" - tal como muita outra gente, inclusive de outras iniciativas libertárias do Porto . A AIT-SP inclusivamente levou as ideias do protesto, da solidariedade com aquelas trabalhadoras do Minipreço/Dia, e do BOICOTE àquela empresa , para outras regiões (Lisboa, Setúbal e Algarve )e inclusivamente difundiu internacionalmente o que se passava.
Independentemente de quem tenha realmente tido a iniciativa e de quem seria (ideológicamente) o tal "grupo anónimo", pautamos como absolutamente JUSTO o apêlo feito à SOLIDARIEDADE ENTRE TRABALHADORAS/ES e CONSUMIDORES e a ideia de que activos ou não, desempregados, reformados, precários, SOMOS TODOS PARTE DAS CLASSES TRABALHADORAS EXPLORADAS e como tal se brandiu de novo aquele "velho" lema da AIT- Associação INTERNACIONAL dxs Trabalhadoras/es - e que ainda é o nosso como anarco-sindicalistas - de que "UMA OFENSA A UM/A É UMA OFENSA A TODxS" !...
E, contra a "birrinha" de alguns chefetes do sindicato CESP da CGTP que condenaram esta acção, verificámos que ela de facto conseguiu ultrapassar os velhos preconceitos "corporativos" de grande parte dos sindicatos oficiais (cada área laboral por si, os outros que se arranjem...) e pôr pessoas muito diferentes ideológicamente (jovens do B.E e da JCP, anarco-sindicalistas da AIT-SP e outros libertários, simples consumidores sem qualquer definição ideológica ,... ) numa acção concreta de SOLIDARIEDADE DE CLASSE com as trabalhadoras do Minipreço do Porto alvos de abuso patronal.
Que a direcção do sindicato CESP/CGTP tenha REPUDIADO inicialmente a onda de solidariedade surgida dxs TRABALHADORES/CONSUMIDORES ( e da qual veio posteriormente a "desculpar-se" "agradecendo" o apoio a quem se solidarizou...) constitui um facto de menor importância - ou não hajam, pelo menos no Porto, episódios passados relativamente à direcção daquele sindicato que nada abonam na veracidade no seu afirmado papel de "defesa dos trabalhadores" do comércio...
Mas, o que é realmente novo agora é que hajam pessoas que REDESCOBRIRAM as armas do BOICOTE e da GREVE AOS CONSUMOS que o ANARCO-SINDICALISMO e o sindicalismo-revolucionário agitam há anos. E isto tem tudo a haver com a ideia e apelo que lançámos no Porto na última Greve Geral de 27/6 ( e que obviamente não foi tido em atenção senão por nós próprixs e por outrxs libertárixs e anti-capitalistas ) de que a única forma de que todxs aqueles que fazem parte daquele MILHÃO E MEIO de trabalhadores desempregadxs e dxs reformadxs TÊM de fazer greve é justamente A GREVE AOS CONSUMOS, o BOICOTE ao PATRONATO DAS GRANDES E MÉDIAS EMPRESAS - do comércio, da hotelaria, da indústria, dos serviços - que teimam em impor a estratégia da CHANTAGEM ECONÓMICA aos trabalhadores, pressionando-as/os a aceitar condições miseráveis - algumas ainda mais miseráveis e indignas do que a actual legislação laboral pró-patronato - com o terror de ficarem desempregadxs. Daí que possa ser encarado o recurso a esta forma de luta, tanto pelos trabalhadores directamente afectados em casos semelhantes, como pelos trabalhadores-CONSUMIDORES que com eles se solidarizem.
A exemplo dxs nossxs companheirxs de outras secções da AIT/IWA, como da CNT espanhola, entre outras, ORGANIZEMO-NOS TAMBÉM COMO TRABALHADORES/CONSUMIDORES -que era também o que fazia a antiga CGT portuguesa - e de que a "Defesa do Consumidor" do sr.Beja Santos e Cia não é senão um arremedo "light" para nos desviar do essencial: A LUTA SOLIDÁRIA CONTRA O PATRONATO DAS GRANDES MULTINACIONAIS DE PRODUTOS E SERVIÇOS e pelos interesses comuns de TRABALHADORES-PRODUTORES e TRABALHADORES-CONSUMIDORES, com ou sem trabalho!
CRIEMOS GRUPOS DE CONSUMO* nos nossos núcleos locais da AIT-SP nos bairros e zonas populares!
ORGANIZEMOS AS GREVES AO CONSUMO -E A EXPROPRIAÇÃO COLECTIVA DO QUE NOS FAZ FALTA PARA VIVER! BOICOTEMOS SOLIDARIAMENTE TODAS AS EMPRESAS QUE NÃO RESPEITAM A DIGNIDADE DE QUEM TRABALHA, aqui ou no resto do mundo!
"UMA OFENSA A UM/A DE NÓS É UMA OFENSA A TODAS/OS!"
um membro do SOV-Porto da AIT-SP
*nota:
voltaremos à abordagem deste tema muito em breve
Como é sabido, no dia 25 de Julho a AIT-SP no seu conjunto resolveu responder positivamente ao apelo daquele grupo "anónimo" - tal como muita outra gente, inclusive de outras iniciativas libertárias do Porto . A AIT-SP inclusivamente levou as ideias do protesto, da solidariedade com aquelas trabalhadoras do Minipreço/Dia, e do BOICOTE àquela empresa , para outras regiões (Lisboa, Setúbal e Algarve )e inclusivamente difundiu internacionalmente o que se passava.
Independentemente de quem tenha realmente tido a iniciativa e de quem seria (ideológicamente) o tal "grupo anónimo", pautamos como absolutamente JUSTO o apêlo feito à SOLIDARIEDADE ENTRE TRABALHADORAS/ES e CONSUMIDORES e a ideia de que activos ou não, desempregados, reformados, precários, SOMOS TODOS PARTE DAS CLASSES TRABALHADORAS EXPLORADAS e como tal se brandiu de novo aquele "velho" lema da AIT- Associação INTERNACIONAL dxs Trabalhadoras/es - e que ainda é o nosso como anarco-sindicalistas - de que "UMA OFENSA A UM/A É UMA OFENSA A TODxS" !...
E, contra a "birrinha" de alguns chefetes do sindicato CESP da CGTP que condenaram esta acção, verificámos que ela de facto conseguiu ultrapassar os velhos preconceitos "corporativos" de grande parte dos sindicatos oficiais (cada área laboral por si, os outros que se arranjem...) e pôr pessoas muito diferentes ideológicamente (jovens do B.E e da JCP, anarco-sindicalistas da AIT-SP e outros libertários, simples consumidores sem qualquer definição ideológica ,... ) numa acção concreta de SOLIDARIEDADE DE CLASSE com as trabalhadoras do Minipreço do Porto alvos de abuso patronal.
Que a direcção do sindicato CESP/CGTP tenha REPUDIADO inicialmente a onda de solidariedade surgida dxs TRABALHADORES/CONSUMIDORES ( e da qual veio posteriormente a "desculpar-se" "agradecendo" o apoio a quem se solidarizou...) constitui um facto de menor importância - ou não hajam, pelo menos no Porto, episódios passados relativamente à direcção daquele sindicato que nada abonam na veracidade no seu afirmado papel de "defesa dos trabalhadores" do comércio...
Mas, o que é realmente novo agora é que hajam pessoas que REDESCOBRIRAM as armas do BOICOTE e da GREVE AOS CONSUMOS que o ANARCO-SINDICALISMO e o sindicalismo-revolucionário agitam há anos. E isto tem tudo a haver com a ideia e apelo que lançámos no Porto na última Greve Geral de 27/6 ( e que obviamente não foi tido em atenção senão por nós próprixs e por outrxs libertárixs e anti-capitalistas ) de que a única forma de que todxs aqueles que fazem parte daquele MILHÃO E MEIO de trabalhadores desempregadxs e dxs reformadxs TÊM de fazer greve é justamente A GREVE AOS CONSUMOS, o BOICOTE ao PATRONATO DAS GRANDES E MÉDIAS EMPRESAS - do comércio, da hotelaria, da indústria, dos serviços - que teimam em impor a estratégia da CHANTAGEM ECONÓMICA aos trabalhadores, pressionando-as/os a aceitar condições miseráveis - algumas ainda mais miseráveis e indignas do que a actual legislação laboral pró-patronato - com o terror de ficarem desempregadxs. Daí que possa ser encarado o recurso a esta forma de luta, tanto pelos trabalhadores directamente afectados em casos semelhantes, como pelos trabalhadores-CONSUMIDORES que com eles se solidarizem.
A exemplo dxs nossxs companheirxs de outras secções da AIT/IWA, como da CNT espanhola, entre outras, ORGANIZEMO-NOS TAMBÉM COMO TRABALHADORES/CONSUMIDORES -que era também o que fazia a antiga CGT portuguesa - e de que a "Defesa do Consumidor" do sr.Beja Santos e Cia não é senão um arremedo "light" para nos desviar do essencial: A LUTA SOLIDÁRIA CONTRA O PATRONATO DAS GRANDES MULTINACIONAIS DE PRODUTOS E SERVIÇOS e pelos interesses comuns de TRABALHADORES-PRODUTORES e TRABALHADORES-CONSUMIDORES, com ou sem trabalho!
CRIEMOS GRUPOS DE CONSUMO* nos nossos núcleos locais da AIT-SP nos bairros e zonas populares!
ORGANIZEMOS AS GREVES AO CONSUMO -E A EXPROPRIAÇÃO COLECTIVA DO QUE NOS FAZ FALTA PARA VIVER! BOICOTEMOS SOLIDARIAMENTE TODAS AS EMPRESAS QUE NÃO RESPEITAM A DIGNIDADE DE QUEM TRABALHA, aqui ou no resto do mundo!
"UMA OFENSA A UM/A DE NÓS É UMA OFENSA A TODAS/OS!"
um membro do SOV-Porto da AIT-SP
*nota:
voltaremos à abordagem deste tema muito em breve
sábado, 10 de agosto de 2013
4 Julho 1937 -ATENTADO CONTRA SALAZAR
Em 1937, 4 de Julho, um grupo de homens decididos, entre eles o anarco-sindicalista, militante da CGT/AIT portuguesa, Emídio Santana, levavam a efeito um atentado ao ditador Salazar.
Não tendo tido o efeito que se esperava pois a carga colocada num contentor onde o carro do Salazar passava não tinha ficado na posição que deveria, logo o regime fascista levou a efeito uma autêntica caça ao homem, perseguindo, prendendo e torturando a esmo, inclusivamente pessoas que "confessaram" a participação no atentado mas que de facto nada tinham a ver com ele... Emídio Santana haveria de ser preso quando procurava fugir de barco para Inglaterra (a polícia inglesa entregou-o à polícia política salazarista - a então PVDE - "pevide" na gìria popular) e passou 16 anos preso.
Recentemente têm surgido alguma publicações sobre o assunto - nomeadamente o livro "“1937 – O ATENTADO A SALAZAR”, da autoria de João Madeira, recentemente apresentado em Grândola pelo núcleo da AJA de Grândola.
Mas o livro do próprio Emídio Santana, que sobreviveu ao ditador (tendo falecido em 1988), ele próprio um dos autores do atentado, continua a ser a memória documental mais viva sobre o acontecimento. Recomendamo-lo e temo-lo à disposição para consulta na Biblioteca da nossa sede no Porto.
PARA QUE A MEMÓRIA LIBERTÁRIA NÃO SEJA NEM APAGADA NEM BRANQUEADA!
(mais informações relativas a este tema podem ser encontradas no blog dos companheiros do Coledctivo Libertário de Évora)
terça-feira, 30 de julho de 2013
Boicote ao Minipreço !
Terrorismo laboral ou terrorismo patronal ?...
Apresentamos em seguida a transcrição da resposta de um companheiro da AIT - Sp /Porto a um comentário postado no http://blog.5dias.net/ (onde aparece, entre outros materiais
interessantes, uma descrição bastante completa do que foi o boicote na
passada quinta-feira, 25 de Julho, no Porto ao Minipreço da Rua Miguel Bombarda comentário esse que alude a um possível "terrorismo laboral" por parte dos trabalhadores !!!???
"Terrorismo
laboral" é:
- Negar DIREITOS legais aos trabalhadores - e/ou o que
(já)não são "direitos legais" mas reivindicações LEGÍTIMAS dos
trabalhadores - e não esqueçamos que se fizéssemos o culto de tudo o que é
LEGAL mas NÃO É LEGÍTIMO ...ainda estaríamos no 24 de Abril (ainda que pareça
que para lá nos querem encaminhar...);
-Exercer sobre os trabalhadores represálias por utilizarem o
seu direito à greve - ou por resistirem a atropelos aos seus direitos por parte
das "entidades patronais";
- Negar aos trabalhadores a jornada de trabalho de 8 horas ,
através do expediente das horas extras - fazendo-os , no interesse exclusivo da
administração das empresas trabalhar 10 e mais horas e não as pagando como tal
mas sim "compensando-os" com o "banco de horas" quando a
administração quiser;
-Negar aos trabalhadores feriados obrigatórios ( como no dia
de S.João no Porto) e /ou pagá-los como se dias normais de trabalho se
tratassem;
segunda-feira, 15 de julho de 2013
17 de Julho - Concentração no Porto contra o desemprego, o empobrecimento e a exclusão social.
Uma iniciativa da Baladre (Coordenação galega contra o desemprego, o empobrecimento e a exclusão social)
MANIFESTO
A 15 de Março terminou em Bruxelas a primeira fase do “Semestre Europeu
2013”. Nesses encontros avaliaram-se a implementação de medidas acordadas e o
ajuste dos estados aos programas de Estabilidade e convergência impostos; e o
mais importante, a coordenação das políticas económicas, orçamentais e de
emprego dos estados membros para os seis meses seguintes. Mas face às suas
avaliações e estratégias, nós temos as nossas próprias.
Não é de esquecer,
que a chamada“União Europeia”, é a continuação daquilo que surgiu em 1957 como
“Comunidade Económica Europeia”. Constituído no ano de 85 o Mercado Único, a
CEE passou a ser a Comunidade Europeia. Oito anos depois, entra em vigor o Tratado
de Maastricht, com o qual nascem o Euro e a União Europeia, aprovando-se em
2002 a Agenda de Lisboa com o objetivo de converter a EU em 2010 no espaço do
mundo com maior concorrência económica.
Finalmente, é preciso destacar, no
processo que constituiu a EU, o Tratado de Lisboa. Nele se apresentam como
principais objetivos a concorrência e o crescimento económico. De acordo com
isto, serviços públicos como são os serviços da
saúde, a educação, o fornecimento de água potável, os transportes
coletivos, os correios, ou os apoios sociais a pessoas idosas, crianças ou
incapacitados, ficam sujeitas às normas da concorrência, com a intenção final
de se tornarem meros negócios mercantis
geridos por multinacionais.
sábado, 6 de julho de 2013
FRAUDE E PROVOCAÇÃO – ALERTA!!
Alertados para um convite
surgido na net de uma pretensa reunião de um pretenso “Sindicato libertário das
artes, comunicação e espetáculos” e de uma pretensa “Federação Anarcosindical
pró AIT”, alguns de nós, membros do SOV-Porto da AIT-SP comparecemos cerca das
21 horas de ontem, segunda-feira, 1 de Julho, na morada indicada: Rua da
Constituição, 3º ,no Porto, ali a seguir à Praça do Marquês e quase em frente à
Rua Visconde de Setúbal, ao lado de uma loja de reparação de materiais
informáticos.
Depois de durante cerca de um
quarto de hora batermos à porta sem que ninguém atendesse e depois de termos
esperado mais um bocado na entrada do prédio, acabámos por saber por uma vizinha
que ali era a morada de um senhor já muito conhecido e indesejável por muita
gente (e por malíssimos motivos) , aqui no Porto e em Lisboa, chamado Júlio
Aires, e que o mesmo fulano estaria na altura em casa pois tinha entrado há
pouco tempo, antes de nós chegarmos…
terça-feira, 25 de junho de 2013
Para que a Greve Geral de 27 de Junho
seja mesmo geral…
Façamos GREVE aos CONSUMOS !!!
Os filhos da puta que dão pelo
nome de “governo”, “Estado” e “patronato” deste canto da Europa no meio da
miséria plantado, já mostraram bem que só querem saber das condições de vida do
povo quando a revolta popular os pode ameaçar…
Dos
“organismos representativos” – sejam eles quais forem- desta “democracia” dos
ricos e poderosos pouco mais temos a esperar do que a mudança das moscas sobre
a mesma porcaria… É por isso que sempre que há o risco de a própria população
se organizar ela própria para a defesa dos seus interesses sociais ameaçados eles enviam para o meio desses movimentos cívicos
populares os seus agentes “representativistas” partidários para desmobilizarem
o povo, o “controlarem” e, uma vez mais, nos fazerem acreditar que “desta vez,
com eles, tudo irá melhorar”!
E não melhora!...A maioria do povo já viu que isso são tudo tretas e que nada de
importante muda realmente: a exploração
capitalista, a opressão financeira, os despedimentos, as condições de trabalho
miseráveis e indignas, o parasitismo do estado, a corrupção privada ou
“pública” continuam .É por isso que algumas manifestações de protesto
controladas por movimentos partidários
representativos, já não conseguem animar e mobilizar os mais atingidos
pela “crise” e pelas vergonhosas medidas de austeridade.
ENTÃO APARECE AGORA ESTA NOVA
“GREVE GERAL”…
Há
de facto todas as razões para que a população trabalhadora ainda com emprego (precário
e com condições miseráveis )se recuse a trabalhar nestas condições!
Há
todas as razões para que lutemos para que este governo caia. Mas, como é que, reformados,
utentes do RSI, precários, escravos dos sub-empreiteiros poderão realmente
tomar parte nesta luta?
Só
pode haver uma solução: a greve para de facto ser geral deverá ser também greve
aos consumos .
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