sexta-feira, 18 de outubro de 2013

19 de Outubro

Bloqueio do Porto de Lisboa
FAZER PONTES, OCUPAR A RUA, PARAR O PORTO DE LISBOA

No dia 19 de Outubro vamos bloquear o terminal de Alcântara do Porto de Lisboa, após a concentração da CGTP às 15h, em Alcântara. Vamos interromper a circulação de mercadorias no principal terminal de transporte marítimo de Portugal. Vamos apoiar a greve em curso dos estivadores.


Queremos parar um processo de precarização, reforçando a luta concreta no porto de Lisboa. Queremos fazer crescer outras lutas, noutros sectores da economia, noutras áreas da vida. Queremos dizer bem alto que o problema é a exploração e a acumulação obscena de recursos por uns poucos. Queremos dizê-lo numa linguagem que não possa mais ser ignorada. Queremos parar a economia e colocá-la nas nossas mãos.

O porto de Lisboa é uma plataforma comercial de dimensão internacional, europeia e atlântica, e um dos pontos mais evidentes da campanha de desvalorização do trabalho e também da resistência que a ela se opõe. Esta luta, a nossa luta, é internacional.

Os protestos do dia 19 de Outubro são uma escalada na luta, que deverá continuar até 26 de Outubro na manifestação do Que Se Lixe a Troika e por aí fora. Vem para a rua. Traz as tuas capacidades, as tuas dúvidas, a tua revolta. Vamos transformar a rua numa força em comunicação com todas as lutas, do trabalho ao desemprego, das pensões à miséria.

Esta é uma convocatória aberta e múltipla. Esta é uma convocatória sem porta-vozes nem dirigentes. Esta convocatória é de quem a apanhar.

Mais info: https://bloqueioportolx.wordpress.com/
Publicado por AIT-SP


Não podemos continuar a aceitar passivamente o nosso empobrecimento, para que uma pequena elite continue a ter lucros fabulosos. Apesar de nos apresentarem estas medidas de austeridade como inevitáveis, é possível dizer basta! A maioria da população, sobretudo os pobres, sempre esteve em crise. Porque a “crise” verdadeira é a existência do actual sistema de Capitalismo e de Estado; porque, para os governantes, gestores e patrões continuarem a enriquecer, é preciso que haja muita miséria e desemprego para pressionar-nos a aceitar as mais miseráveis condições. Não podemos delegar a nossa capacidade de lutar em ninguém. É preciso correr com os parasitas, mas não pôr lá outros! Toda a luta deve ser auto-organizada. Com aqueles que sofrem os mesmos problemas que nós, podemos criar grupos, assembleias, movimentos, sindicatos auto-organizados e lutar directamente, sem recurso a intermediários ou representantes, tendo ao nosso lado apenas iguais, não renunciando a métodos, hoje malditos mas que já provaram a sua eficácia, como o bloqueio, a sabotagem, a greve ‘selvagem’ e, acima de tudo, a solidariedade e o apoio-mútuo entre explorados e oprimidos em luta. É preciso levar a resistência a todos os locais onde há exploração e injustiça!

Unidos e auto-organizados, nós damos-lhes a «crise»! 
Associação Internacional dos Trabalhadores - 
Secção Portuguesa Núcleo de Lisboa

terça-feira, 1 de outubro de 2013

1 de Outubro - Acção internacional contra o Santander


Em solidariedade com a CNT (Confederacion Nacional del Trabajo – secção espanhola da AIT/IWA) a AIT–SP denuncia a demissão  ilegal do delegado sindical da CNT pela empresa de serviços informáticos ISBAN, do Banco Santander, exigindo a sua imediata readmissão  bem como o reconhecimento da secção sindical da CNT existente nesta empresa.
A Isban conta com mais de 10.000 trabalhadores em todo o mundo cedidos ilegalmente por outras sub-empresas. Perante o agrado da direção e a passividade dos sindicatos do comité de empresa (comissão sindical), constituído unicamente por trabalhadores do quadro do banco Santander, nenhum trabalhador cedido  faz parte deste comité. Perante esta situação a CNT constituiu uma secção sindical na Isban a fim de denunciar a admissão ilegal de trabalhadores assim como o atropelo sistemático aos seus direitos laborais (demissões irregulares massivas, precariedade absoluta, horas extras obrigatórias, deslocações frequentes para o estrangeiro, incumprimento do calendário de horários e feriados).
 O Banco reagiu, convocando uma reunião com todos os “fornecedores“ (autênticas empresas de “carne humana” que cedem os seus trabalhadores ilegalmente)  para tratar da “questão” da constituição da secção sindical da CNT na Isban.
A secção sindical da CNT nunca recebeu resposta aos seus repetidos pedidos de comunicação com a empresa, não obstante o intenso trabalho sindical levado a cabo pela secção : denúncia das demissões ilegais e dos despedimentos, realização de assembleias de trabalhadores, instalação de um posto de informação na mesa do delegado sindical, assessoria jurídica prestada aos companheiros de trabalho, distribuição de comunicados, entre outras.  

domingo, 22 de setembro de 2013



NÃO TE ACOMODES A QUE OUTROS DECIDAM POR TI

A cada eleição, o poder é emprestado ao povo por um dia. Depois da eleição, o poder volta aos mesmos e continua tudo na mesma: injustiça, desigualdades sociais, corrupção, clientelismo, esbanjamento... Se quem vota está de alguma forma descontente com quem o “representa”, porquê continuar a votar?! É o mito de “ter de haver alguém que nos governe”? Séculos de história demonstram que a dominação do homem pelo homem é  o  problema. Chegou o momento de dizermos não! e de optarmos pela liberdade de tomarmos nós próprios as decisões. Se votamos, somos coniventes com o sistema e não podemos queixar-nos!

NEM REPRESENTANTES NEM REPRESENTADOS DEMOCRACIA DIRETA E AUTO-GESTÃO

Associação Internacional de Trabalhadores
Secção Portuguesa http://ait-sp.blogspot.pt/

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Comunicado AIT-SP -Núcleo de Lisboa

  Sobre a situação dos trabalhadores  transferidos 
pelo Minipreço 

Tivemos conhecimento de que os 4 trabalhadores injustamente transferidos pelo supermercado Minipreço da Rua Miguel Bombarda (Porto), por terem aderido à greve geral, terão aceite o acordo assinado pela Comissão Sindical CESP/CGTP-IN com a administração do Minipreço, segundo o qual poderão escolher as lojas próximas das suas residências onde serão integrados.
Consideramos que este resultado só foi possível devido à mobilização de várias pessoas solidárias com estes trabalhadores e ao início de boicote aos supermercados Minipreço.
Vamos estar atentos ao cumprimento do prometido pela administração do Minipreço e apelamos a todos os trabalhadores para não se deixarem intimidar pelo terrorismo patronal.

                                                              Nem mais uma agressão patronal sem resposta!

                                                                     Associação Internacional dosTrabalhadores
                                                                          Secção Portuguesa - Núcleo de Lisboa
                                                                      ait-sp.blogspot.com | ait.lisboa@gmail.com