segunda-feira, 25 de novembro de 2013

BAIRROS SOCIAIS DO PORTO (Lagarteiro e Contumil) ALVOS DE CORTES MASSIVOS DE CORRENTE PELA EDP
PARA GAIA PREPARAM-SE MAIS 500

Apesar das situações de desemprego, extrema carência e pobreza que se vive nestes bairros sociais do Porto oriental, a EDP, prevendo 1000 cortes de luz só no Porto, resolveu “atacar” no passado dia 2 com a polícia e uma brigada técnica com vista a pôr fim às “situações fraudulentas” de aquisição de electricidade pelos moradores, que impossibilitados de pagar as contas exorbitantes impostos pelo Sr.Mexia + os 23% de IVA impostos pelo governo, recorrem a puxadas” e à sabotagem dos contadores…


Muitos moradores simplesmente não abrem as portas e outros, voltam a estabelecer as ligações “ilegais… porque o Inverno aproxima-se e é certo e sabido que alguns incêndios mortais verificados nos últimos anos na Zona Histórica do Porto, por exemplo, foram o resultado dos cortes de energia e retirada de contadores da EDP,  obrigando  várias  famílias de desempregados a aqueçer- se e alumiar-se com braseiros e com velas....








Cada caso NÃO é um caso TODOS ELES é que são só um e o mesmo! NÃO NOS DEIXEMOS DIVIDIR!

RESISTÊNCIA   E  SOLIDARIEDADE   POPULAR CONTRA OS CORTES DA LUZ!





quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Anarcosindicalismo mundial reúne-se em Valência a 5, 6 e 7 de Dezembro

Vai-se realizar em Valência (Espanha), nos dias 5, 6 e 7 de Dezembro, o XXV Congresso da AIT (Associação Internacional de Trabalhadores).
 O último Congresso da AIT – que integra 13 associações de trabalhadores anarcosindicalistas em outros tantos países, entre as quais a AIT/Secção Portuguesa) – teve lugar há 4 anos em Porto Alegre (Brasil). Recentemente o jornal “CNT” publicou uma entrevista com o secretário-geral da AIT, que traduzimos e publicamos em português.
“O caminho anarcosindicalista é relacionar constantemente a luta imediata com o nosso objectivo de mais longo prazo de derrotar o capital e estabelecer o comunismo libertário”
“O capitalismo usa o fascismo como meio para dividir os trabalhadores”
Rolf Petter Larsen, secretário-geral da AIT

Rofl Petter Larsen é o secretário–geral da Associação Internacional de Trabalhadores (AIT) desde 2009, que está sediada actualmente em Oslo, na Noruega. Entrevistámos Larsen a propósito da realização em Valência do próximo Congresso da AIT.

Pergunta: Quais são os objectivos próximos e a prazo da AIT?

Resposta: A Associação Internacional de Trabalhadores é uma organização internacional única. A Internacional é gerida pelos próprios trabalhadores através das suas secções. Desde o XXIV Congresso da AIT que teve lugar em Porto Alegre em Dezembro de 2009, a AIT organizou uma acção internacional coordenada e inúmeras acções urgentes de solidariedade. Os websites da AIT e das suas secções, páginas de facebook. Jornais, revistas e boletins externos mostram isto.

Estas acções do “dia a dia”, pela nossa forma de funcionar, estão vinculadas a objectivos a maior distância: as secções da AIT organizam-se democraticamente, de baixo para cima, em consonância com os nossos princípios federalistas e estruturas democráticas. Nenhuma secção da AIT colabora ou recebe subvenções do estado e/ou capitalistas.

Deste modo existe coerência entre os objectivos a curto e a mais largo prazo: as acções directas e a solidariedade devem ganhar para os trabalhadores/desempregados as “questões do dia a dia”, enfrentar o capitalismo e estabelecer a federação livre de associações livres de trabalhadores, o comunismo libertário.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

19 de Outubro

Bloqueio do Porto de Lisboa
FAZER PONTES, OCUPAR A RUA, PARAR O PORTO DE LISBOA

No dia 19 de Outubro vamos bloquear o terminal de Alcântara do Porto de Lisboa, após a concentração da CGTP às 15h, em Alcântara. Vamos interromper a circulação de mercadorias no principal terminal de transporte marítimo de Portugal. Vamos apoiar a greve em curso dos estivadores.


Queremos parar um processo de precarização, reforçando a luta concreta no porto de Lisboa. Queremos fazer crescer outras lutas, noutros sectores da economia, noutras áreas da vida. Queremos dizer bem alto que o problema é a exploração e a acumulação obscena de recursos por uns poucos. Queremos dizê-lo numa linguagem que não possa mais ser ignorada. Queremos parar a economia e colocá-la nas nossas mãos.

O porto de Lisboa é uma plataforma comercial de dimensão internacional, europeia e atlântica, e um dos pontos mais evidentes da campanha de desvalorização do trabalho e também da resistência que a ela se opõe. Esta luta, a nossa luta, é internacional.

Os protestos do dia 19 de Outubro são uma escalada na luta, que deverá continuar até 26 de Outubro na manifestação do Que Se Lixe a Troika e por aí fora. Vem para a rua. Traz as tuas capacidades, as tuas dúvidas, a tua revolta. Vamos transformar a rua numa força em comunicação com todas as lutas, do trabalho ao desemprego, das pensões à miséria.

Esta é uma convocatória aberta e múltipla. Esta é uma convocatória sem porta-vozes nem dirigentes. Esta convocatória é de quem a apanhar.

Mais info: https://bloqueioportolx.wordpress.com/
Publicado por AIT-SP


Não podemos continuar a aceitar passivamente o nosso empobrecimento, para que uma pequena elite continue a ter lucros fabulosos. Apesar de nos apresentarem estas medidas de austeridade como inevitáveis, é possível dizer basta! A maioria da população, sobretudo os pobres, sempre esteve em crise. Porque a “crise” verdadeira é a existência do actual sistema de Capitalismo e de Estado; porque, para os governantes, gestores e patrões continuarem a enriquecer, é preciso que haja muita miséria e desemprego para pressionar-nos a aceitar as mais miseráveis condições. Não podemos delegar a nossa capacidade de lutar em ninguém. É preciso correr com os parasitas, mas não pôr lá outros! Toda a luta deve ser auto-organizada. Com aqueles que sofrem os mesmos problemas que nós, podemos criar grupos, assembleias, movimentos, sindicatos auto-organizados e lutar directamente, sem recurso a intermediários ou representantes, tendo ao nosso lado apenas iguais, não renunciando a métodos, hoje malditos mas que já provaram a sua eficácia, como o bloqueio, a sabotagem, a greve ‘selvagem’ e, acima de tudo, a solidariedade e o apoio-mútuo entre explorados e oprimidos em luta. É preciso levar a resistência a todos os locais onde há exploração e injustiça!

Unidos e auto-organizados, nós damos-lhes a «crise»! 
Associação Internacional dos Trabalhadores - 
Secção Portuguesa Núcleo de Lisboa

terça-feira, 1 de outubro de 2013

1 de Outubro - Acção internacional contra o Santander


Em solidariedade com a CNT (Confederacion Nacional del Trabajo – secção espanhola da AIT/IWA) a AIT–SP denuncia a demissão  ilegal do delegado sindical da CNT pela empresa de serviços informáticos ISBAN, do Banco Santander, exigindo a sua imediata readmissão  bem como o reconhecimento da secção sindical da CNT existente nesta empresa.
A Isban conta com mais de 10.000 trabalhadores em todo o mundo cedidos ilegalmente por outras sub-empresas. Perante o agrado da direção e a passividade dos sindicatos do comité de empresa (comissão sindical), constituído unicamente por trabalhadores do quadro do banco Santander, nenhum trabalhador cedido  faz parte deste comité. Perante esta situação a CNT constituiu uma secção sindical na Isban a fim de denunciar a admissão ilegal de trabalhadores assim como o atropelo sistemático aos seus direitos laborais (demissões irregulares massivas, precariedade absoluta, horas extras obrigatórias, deslocações frequentes para o estrangeiro, incumprimento do calendário de horários e feriados).
 O Banco reagiu, convocando uma reunião com todos os “fornecedores“ (autênticas empresas de “carne humana” que cedem os seus trabalhadores ilegalmente)  para tratar da “questão” da constituição da secção sindical da CNT na Isban.
A secção sindical da CNT nunca recebeu resposta aos seus repetidos pedidos de comunicação com a empresa, não obstante o intenso trabalho sindical levado a cabo pela secção : denúncia das demissões ilegais e dos despedimentos, realização de assembleias de trabalhadores, instalação de um posto de informação na mesa do delegado sindical, assessoria jurídica prestada aos companheiros de trabalho, distribuição de comunicados, entre outras.