Anarcosindicalismo mundial reúne-se em Valência a 5, 6 e 7 de Dezembro
Vai-se realizar em Valência (Espanha), nos dias 5, 6 e 7 de Dezembro, o XXV Congresso da AIT (Associação Internacional de Trabalhadores).
O último Congresso da AIT – que integra 13 associações de trabalhadores anarcosindicalistas em outros tantos países, entre as quais a AIT/Secção Portuguesa) – teve lugar há 4 anos em Porto Alegre (Brasil). Recentemente o jornal “CNT” publicou uma entrevista com o secretário-geral da AIT, que traduzimos e publicamos em português.
“O caminho anarcosindicalista é relacionar constantemente a luta imediata com o nosso objectivo de mais longo prazo de derrotar o capital e estabelecer o comunismo libertário”
“O capitalismo usa o fascismo como meio para dividir os trabalhadores”
Rolf Petter Larsen, secretário-geral da AIT
Rofl Petter Larsen é o secretário–geral da Associação Internacional de Trabalhadores (AIT) desde 2009, que está sediada actualmente em Oslo, na Noruega. Entrevistámos Larsen a propósito da realização em Valência do próximo Congresso da AIT.
Pergunta: Quais são os objectivos próximos e a prazo da AIT?
Resposta: A Associação Internacional de Trabalhadores é uma organização internacional única. A Internacional é gerida pelos próprios trabalhadores através das suas secções. Desde o XXIV Congresso da AIT que teve lugar em Porto Alegre em Dezembro de 2009, a AIT organizou uma acção internacional coordenada e inúmeras acções urgentes de solidariedade. Os websites da AIT e das suas secções, páginas de facebook. Jornais, revistas e boletins externos mostram isto.
Estas acções do “dia a dia”, pela nossa forma de funcionar, estão vinculadas a objectivos a maior distância: as secções da AIT organizam-se democraticamente, de baixo para cima, em consonância com os nossos princípios federalistas e estruturas democráticas. Nenhuma secção da AIT colabora ou recebe subvenções do estado e/ou capitalistas.
Deste modo existe coerência entre os objectivos a curto e a mais largo prazo: as acções directas e a solidariedade devem ganhar para os trabalhadores/desempregados as “questões do dia a dia”, enfrentar o capitalismo e estabelecer a federação livre de associações livres de trabalhadores, o comunismo libertário.