terça-feira, 11 de março de 2014

Declaração Internacionalista contra a guerra na Ucrânia

 http://noticiasanarquistas.noblogs.org/
Guerra à guerra!


Nem uma única gota de sangue pela “nação”!
A luta pelo poder entre os clãs oligárquicos na Ucrânia ameaça transformar-se em um conflito armado internacional. O capitalismo russo tenta utilizar a recomposição do poder estatal ucraniano para implementar as suas aspirações imperialistas e expansionistas na Crimeia e no leste da Ucrânia, onde conta com fortes interesses econômicos, financeiros e políticos.
No contexto da iminente crise econômica na Rússia, o regime tenta alimentar o nacionalismo russo para desviar a atenção dos crescentes problemas socioeconômicos da classe trabalhadora: salários e pensões de miséria, desmantelamento dos serviços de saúde existente, assim como da educação e outros serviços sociais. Com a explosão da retórica nacionalista e militante é mais fácil finalizar a construção de um Estado corporativo e autoritário baseado em valores reacionários e em políticas repressivas.
Na Ucrânia, a aguda crise econômica e política levou a uma crescente confrontação entre “velhos” e “novos” clãs oligárquicos. Os primeiros utilizaram inclusive formações ultradireitistas e ultranacionalistas para provocarem um golpe de estado em Kiev. A elite política da Crimeia e do leste da Ucrânia não tem a intenção de partilhar o seu poder e os seus bens com os próximos dirigentes de Kiev, e para isso julgam contar com a ajuda do governo russo. Ambos os lados recorreram a uma crescente histeria nacionalista, respectivamente ucraniana e russa. Tem havido confrontos armados e derramamento de sangue. As potências ocidentais têm os seus próprios interesses e aspirações e as suas intervenções no conflito poderiam levar a uma Terceira Guerra Mundial.
Estes poderosos dos distintos clãs beligerantes querem, como de costume, que nós, pessoas comuns: assalariados, desempregados, estudantes, aposentados, lutemos por seus interesses. Querem nos embebedar com a droga nacionalista, nos colocando uns contra os outros, nos fazendo esquecer as nossas necessidades e interesses reais. Não temos nada que nos preocupar com as suas “nações”, porque temos problemas mais importantes e urgentes: como acabar com este sistema que eles encontraram para nos escravizar e nos oprimir.
Não sucumbiremos a intoxicação nacionalista. Que vão para o inferno com os seus Estados e as suas “nações”, as suas bandeiras e os seus discursos! Esta guerra não é nossa e não devemos participar nela, pagando com o nosso sangue os seus palácios, as suas contas bancárias e o prazer de se sentarem nas fofas cadeiras do poder. E se os senhores em Moscou, Kiev, Lviv, Kharkov, Donetsk e Simferopol começarem esta guerra, o nosso dever é resistir por todos os meios disponíveis!
Não à guerra entre “nações” – Nem paz entre as classes!
KRAS – Seção Russa da Associação Internacional dos Trabalhadores
Internacionalistas da Ucrânia, Rússia, Moldávia, Israel e Lituânia
Federação Anarquista da Moldávia
Fracção dos Socialistas Revolucionários (Ucrânia)
Esta declaração foi apoiada por:
Aliança de Solidariedade Operária (América do Norte)
Internacionalistas dos EUA
Iniciativa Anarco-sindicalista da Romênia
Libertários de Barcelona (Espanha)
A Esquerda Comunista e os Internacionalistas do Equador, Peru, República Dominicana, México, Uruguai e Venezuela
Iniciativa Comunista Operária (França)

Grupo de Leicester da Federação Anarquista (Reino Unido)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014


A Isban-Grupo Santander explora e despede!

A Isban, empresa de serviços informáticos do banco Santander, conta com mais de 10 000 trabalhadores em todo o mundo que lhes são cedidos por ETTs (Empresas de Trabalho Temporário). Desta forma consegue “mão-de-obra” barata e precária, podendo ainda despedir os seus funcionários sem qualquer custo adicional, em especial trabalhadoras que são mães e estrangeiros, bastando para isso comunicar o despedimento a uma dessas ETTs.

Em Espanha foi criada uma secção sindical da CNT (Confederação Nacional do Trabalho) que começou a denunciar a transferência ilegal dos trabalhadores, os despedimentos massivos, a precariedade absoluta e as horas extra obrigatórias, mas apenas duas semanas depois o delegado sindical foi despedido em retaliação pela actividade sindical desenvolvida!

A Isban-Grupo Santander e as ETTs envolvidas neste negócio desprezível de subcontratação que rende milhões pretendem impedir que os trabalhadores se organizem para lutar pelos seus direitos, despedindo e reprimindo qualquer acto de contestação.

Para denunciar a atitude criminosa desta multinacional, foi convocado para 6 de Março um dia de acção internacional contra o Grupo Santander, parte de uma luta que dura há meses e que só terminará com a vitória dos trabalhadores.

Sejamos solidários com esta luta pois apenas a solidariedade e o apoio mútuo entre os trabalhadores de todo o mundo poderão fazer frente à exploração de que todos somos alvo.


                                         Readmissão imediata do companheiro despedido!






                      Associação Internacional dos Trabalhadores  Secção Portuguesa



quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014


Solidariedade com Ángel! OHL reprime e despede!

No passado dia 9 de Outubro de 2013, a empresa OHL - OBRASCÓN HUARTE LAIN, S.A, decidiu despedir Ángel Elena que trabalhava na empresa há 10 anos, com o falso argumento de baixa produtividade.
Após uma reunião com o sindicato, o departamento de recursos humanos da empresa pretende encerrar o assunto pagando a indemnização a Ángel, mas a sua posição é a de não aceitar outra solução, a não ser a sua readmissão.

De ressaltar que poucas semanas após o seu despedimento começou a greve de limpeza em Madrid, na qual a OHL e outras empresas de subcontratação ameaçavam com o despedimento de 1 400 trabalhadores e a redução dos salários dos restantes em 40%, congelando os salários para os próximos 4 anos e destruindo as vagas de trabalho que surgem com as aposentações. Entretanto, na OHL foram despedidos outros 20 trabalhadores e a prática continua nas outras empresas.
Perante esta situação, apelamos à vossa solidariedade e ao envio de cartas de protesto exigindo a readmissão de Ángel Elena!



Mais informação: http://sovmadrid.cnt.es/

Contactos da OHL para o envio de cartas de protesto:
OHL - OBRASCÓN HUARTE LAIN, S.A.
Sede: Torre Espacio Paseo de la Castellana, 259-D. 28046 Madrid.
Fax: +34 91 348 44 63
Email: info@ohl.es

Exigimos a readmissão imediata de Ángel Elena!
Associação Internacional dos Trabalhadores
Secção Portuguesa - Núcleo de Lisboa
SOV do Porto


domingo, 19 de janeiro de 2014

A criação da AIT - Associação Internacional de Trabalhadores

Iniciativa da Tertúlia Liberdade


ESTE ANO CELEBRAMOS OS 150 ANOS DA CRIAÇÃO DA AIT.
A AIT foi fundada em 1864, em Londres, e tinha como objectivo unir os trabalhadores de todos os países na luta pela emancipaçlão humana e a abolição da sociedade capitalista e nesse sentido procurou unir as diferentes tendênciasa que se opunham ao capitalismo. Debruçou-se sobre a questão social, chegando a ter entre 5 a 8 milhões de membros, que proclamavam “ A emancipação dos trabalhadores tem de ser obra dos próprios trabalhadores.

Alexandre Samis – Historiador - Rio de Janeiro e Paulo Guimarães – Historiador de Évora

Sábado, 25 de Janeiro de 2014 - 16 horas
Museu da República e Resistência – Grandela, Estrada de Benfica, 419, Metro: Alto dos Moínhos


@darga : Revista do pensamento e critíca anarquista

http://www.adargainfo.com/adarga/

Ler a entrevista  traduzida na Página do blog : Textos militantes 

domingo, 12 de janeiro de 2014

Vídeo homenagem ao anarco-sindicalista Emídio Santana


Para  (re)conhecer melhor o contributo dos anarco-sindicalistas no movimento operário português  

                                           http://www.youtube.com/watch?v=zdPnPvpG0Q8