sábado, 5 de abril de 2014

Protesto na Embaixada da Argentina em Lisboa pela liberdade dos detidos de Las Heras


Comunicado distribuído na concentração:

Solidariedade com trabalhadores presos na Argentina
Na sequência de uma greve de trabalhadores petrolíferos de 20 dias no ano de 2006, em Las Heras, o poder judicial ordenou a detenção de vários trabalhadores. Estes reagiram manifestando-se junto ao município e foram reprimidos violentamente. Em circunstâncias confusas, acabou por morrer um oficial da polícia.

Seguiu-se uma repressão feroz aos trabalhadores e à população; o povoado de Las Heras foi militarizado, instaurou-se o toque de recolher obrigatório e várias pessoas foram perseguidas, presas e torturadas.

Apesar da única coisa provada no julgamento em Dezembro de 2013 ter sido a tortura sofrida pelos trabalhadores às mãos da polícia, foram condenados quatro trabalhadores a prisão perpétua e outros seis a cinco anos de prisão, por suposta coação agravada, lesões e assassinato de um polícia.

Criminalizar as lutas dos trabalhadores é comum na Argentina e em todo o lugar onde as pessoas se organizam para lutar por uma vida melhor, livre do pesado jugo da exploração, mas nós acreditamos que a solidariedade entre explorados e oprimidos será sempre mais forte do que toda a repressão!

Tomemos a causa destes trabalhadores como nossa, pois o que é passível de acontecer a um, é passível de acontecer a todos.

Absolvição imediata dos trabalhadores de Las Heras!

AIT-SP/Núcleo de Lisboa

03/04/2014



quinta-feira, 3 de abril de 2014

3 de Abril em Lisboa: Solidariedade com os trabalhadores petrolíferos presos na Argentina!


Concentração na Embaixada da Argentina em Lisboa
Dia 3 de Abril (quinta-feira) às 18:00
    Av. João Crisóstomo, 8, Lisboa




Na sequência de uma greve dos trabalhadores petrolíferos de 20 dias no ano de 2006, em Las Heras, o poder judicial ordenou a detenção de vários trabalhadores. Estes reagiram manifestando-se junto ao município e foram reprimidos violentamente. Em circunstâncias confusas acabou por morrer um oficial da polícia.
Seguiu-se uma repressão feroz aos trabalhadores e à população, o povoado de Las Heras foi militarizado, instaurou-se o toque de recolher e várias pessoas foram perseguidas, presas e torturadas.
Apesar da única coisa provada no julgamento em Dezembro de 2013 terem sido as torturas sofridas pelos trabalhadores nas mãos da polícia, foram condenados quatro trabalhadores a prisão perpétua e outros seis a cinco anos de prisão, por suposta coacção agravada, lesões e assassinato de um polícia.
Criminalizar as lutas dos trabalhadores é comum na Argentina e em todo o local onde as pessoas se organizam para lutar por uma vida melhor. Mas acreditamos que a solidariedade entre explorados e oprimidos será sempre mais forte do que toda a repressão!

Absolvição imediata dos trabalhadores de Las Heras!
Mais informação no blog da F.O.R.A., a secção da AIT na Argentina:http://fora-ait.com.ar/blog/


quinta-feira, 20 de março de 2014

Boletim Anarco - Sindicalista Nº 46 Inverno 2013 / Primavera 2014



A Comuna de Paris


A COMUNA NÃO ESTÁ MORTA!
(La Commune n’est pas morte!)
                                                                                                     
 A Comuna de Paris, proclamada a 18 de Março de 1871 pelo operariado e pelo povo de Paris, frente ao despotismo e corrupção  dos governantes, Napoleão III e Thiers,  conluiados com os então invasores prussianos e o seu chefe Bismarck, após o fim da guerra franco-prussiana de 1870, foi “mais do que a última revolução plebeia ou a primeira revolução proletária (…) uma experiência de auto-instituição, um acontecimento que possui autonomia, não apenas pela sua ousadia, mas pela suas singularidades (…), uma linha divisória dos tempos (…), um antes e um depois absolutamente antagónicos e aparentemente  irreconciliáveis” (extraído do livro “Negras tormentas –o federalismo e o internacionalismo na Comuna de Paris” , de Alexandre Samis).
Muitos dos impulsionadores da Comuna (Varlin, Ferré, Duval, Denise…) eram elementos ativos da AIT-Associação Internacional dos Trabalhadores - entretanto extinta num congresso nos Estados Unidos em 1869 pela fação adepta  de Marx – mas que sempre tinha animado fortemente e de forma libertária a organização do proletariado francês.

Ao contrário das interpretações de Marx após a Comuna de Paris, muito vulgarizadas pela literatura marxista-leninista, a Comuna NÂO FOI a “ditadura do proletariado”, pelo menos no sentido que Marx lhe deu: nem havia nela uma UNICIDADE ideológica como acabou por se passar no desenvolvimento da  revolução russa de 1917  (as tendências existentes entre o operariado e o povo na Comuna eram várias e iam para além dos internacionalistas da AIT) nem se visava criar nenhum exército permanente nem nenhuma máquina estatal. A Comuna de  Paris era o POVO EM ARMAS , organizado de forma FEDERADA , com as suas assembleias escolhendo os diversos delegados para as diferentes tarefas mas REVOGÁVEIS A QUALQUER MOMENTO, não tendo nada a ver com o chamado “centralismo democrático” leninista, nem se buscava com a Comuna criar qualquer forma de estatização dos meios de produção (como se viria a passar nas várias experiências de “socialismo real” ou de capitalismo de Estado) mas sim a sua COLECTIVIZAÇÃO pelos trabalhadores e pelo  povo. O operariado parisiense e francês em geral, estava muito mais influenciado pelas ideias mutualistas de Proudhon e coletivistas de Bakunine do que pelo estatismo “socialista” defendido por Marx.

A Comuna de Paris mesmo que esmagada pela reação burguesa francesa e prussiana, continuou a ser um marco separador entre todas as ideias de “recuperação” do Estado, defendidas por todos os marxistas (à exceção de alguns ditos “conselhistas” – adeptos do sistema de Conselhos da revolução alemã de 1918 e do início da revolução russa) e a ideia anarquista da necessária DESTRUIÇÃO DO ESTADO como forma primeira de destruir o CAPITALISMO.
É interessante hoje, após os nítidos falhanços dos projetos marxistas de instauração do “socialismo” e do “comunismo” através da “conquista do poder” de Estado, para iniciar a destruição do capitalismo,  notar que este apenas saiu mais reforçado com a sua transformação em “capitalismo de Estado” combinado até, como na China ou na Coreia do Norte atuais, com diversas formas de grande capitalismo privado. Estes falhanços históricos, ainda que ainda hoje iludidos em muitos meios operários onde os diversos marxismos leninismos ainda gozam de alguma influência quase “religiosa”, foram  exatamente previstos pelo anarquista Miguel Bakunine, entre os anos 60 e 80 do século 19, há mais de 150 anos.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Antologia poética de Jesús Lizano

SÁBADO, 22 DE MARÇO

17h30 - Apresentação da Antologia poética de Jesús Lizano,
um poeta libertário de Barcelona

por Salvador García

20h - Jantar vegano
Contribuição livre para as despesas mensais do CCL
«Ante esses enganos do poço político, Lizania apresenta-se como terra rebelde, inocente, livre e criativa. E descobre que a espécie humana, se não se auto-destruir, o que bem pode acontecer, deve aspirar a um Mundo Real Poético. Testemunho de que esse mundo é possível vemo-lo em Lizania. E, embora Lizano sucumba no final da viagem, Lizania contudo sobrevive-lhe. Daí que ele possa então reclamar, gritando: ?descobri terra e ela conquistou-me?.»


Centro de Cultura Libertária 
E-mail: ateneu2000@gmail.com
Endereço postal: Apartado 40 / 2800-801 Almada (Portugal)
Sede: Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto - Cacilhas - Almada

terça-feira, 18 de março de 2014

Conferência sobre o Pensamento Libertário

 Na  Faculdade de Ciências Sociais  e Humanas  da UBI no dia  27  de Março de 2014 pelas 10H15




PROGRAMA :

10H15: SESSÃO DE ABERTURA;

10H30: BIBLIOGRAFIA LIBERTÁRIA E CULTURA OPERÁRIA EM PORTUGAL (1890-1936), Eduardo de Sousa, livreiro;

11H00: MIKHAIL BAKUNIN E A CONCEPÇÃO ANARQUISTA DE LIBERDADE, António Baião, bolseiro de investigação do SLHI;

11H30: BIBLIOGRAFIA LIBERTÁRIA DE LÍNGUA PORTUGUESA, Adelaide Gonçalves, docente da Universidade Federal de Ceará.

12H00: Espaço de Debate.

14H00: ESTADO E ANARQUISMO EM PORTUGAL (1890-1934), Diogo Duarte, doutorando da FCSH-UNL;

14H30: TEATRO E ANARQUISMO NO SÉCULO XX PORTUGUÊS, Cláudia Figueiredo, doutoranda da FCSH-UNL;

15H00: APRESENTAÇÃO DA REVISTA “A IDEIA”: 40 ANOS PASSADOS E O FUTURO, António Cândido Franco, docente na Universidade de Évora;

15H30: OS 150 ANOS DA INTERNACIONAL, Paulo Guimarães, docente na Universidade de Évora;

16H00: Espaço de Debate;

16H15: Movimentos de acção e organização militante: AIT/SOV e Colectivo Libertário de Évora;

17H15: Espaço de Debate;

17H30: ENCERRAMENTO DO EVENTO.


Combate à fraude




Concentração junto ao terminal do Metro e Autocarros do Campo Grande (Lisboa), esta quarta-feira, dia 19 de Março, às 18 horas

Abra os olhos e combata a fraude capitalista!
Queremos transportes públicos para todos!
Recentemente, a Carris e o Metro de Lisboa gastaram 9 900€ (*)numa campanha nojenta a apelar a que as pessoas denunciem quem não paga bilhete.
Não somos bufos e não aceitamos que nos venham culpabilizar pela degradação dos transportes “públicos”!
Exigimos respeito!
Exigimos melhores transportes públicos e gratuitos!
Unidos e auto-organizados, nós damos-lhes a crise!
Concentração no Campo Grande, junto ao terminal do metro e autocarros. Apareçam!!!