segunda-feira, 5 de maio de 2014

Relato do 1º de Maio em Lisboa




 Em Lisboa, cerca de 30 pessoas juntaram-se à concentração   “Por um 1º de Maio combativo, contra a 'festa' da miséria”  convocada pelo Núcleo de Lisboa da AIT-SP. A concentração permaneceu cerca de uma hora na Praça D. Pedro IV (Rossio), tendo depois arrancado em manifestação, ocupando a rua e cortando o trânsito. Esta manifestação não foi comunicada às autoridades. 

A manifestação rumou em direcção ao Pingo Doce da Rua 1º de Dezembro. Aqui tentou-se bloquear a entrada da loja em protesto contra o facto de esta cadeia de supermercados obrigar os seus funcionários a trabalharem no dia 1º de Maio, lançando ainda campanhas de promoções com o objectivo claro de depreciar este dia de luta dos trabalhadores. A segurança do supermercado rapidamente encerrou as portas do estabelecimento e chamou a polícia. A continuação do bloqueio das entradas da loja foi impedida pela polícia que afastou os manifestantes com ligeiros empurrões. Foram gritadas frases como “Não negociamos a nossa escravidão, a vida é nossa não é do patrão” ou “Anti-capitalistas”. 


A manifestação voltou depois ao Rossio, onde se deu a invasão de uma loja da cadeia McDonald’s, com distribuição de comunicados aos trabalhadores, o chão inundado de panfletos que eram atirados para o ar, e gritos de “Não te rebaixes ao patrão” ou “Trabalhadores unidos jamais serão vencidos”. 


De seguida, a manifestação dirigiu-se ao Martim Moniz, continuando-se a gritar palavras de ordem como “Ninguém é ilegal” e “Nazis, fascistas, chegou a vossa hora; os imigrantes ficam e vocês vão embora”. Aqui deu-se por terminado o percurso. 





1º Maio e Trilha da Memória Libertária : Porto 2014


15.30 h : Bancas libertárias 
e canções operárias na Praça General Humberto Delgado em frente à Câmara Municipal do Porto


 








10.30 h  : Trilha da Memória  Libertária e do Movimento Operário do Porto ( 1886 - 1979 )

O Porto é conhecido geralmente por grandes tradições liberais mas as suas tradições libertárias -anarquistas, anti hierárquicas - forjadas nos meios operários e populares  no ambiente social de entre os anos 80 do século XIX e os anos 20 e 30 do século XX - prolongando-se inclusive na resistência ao facismo salazarista - estão injustamente esquecidas pelas novas gerações...quem sabe por exemplo que sabe por exemplo que entre 1886 e 1933 (ano da fascização  e proibição pelo Estado Novo de organizações independentes ) existiram 142 grupos anarquistas no distrito do Porto.

Ponto de encontro na cadeia da Relação do Porto

segunda-feira, 28 de abril de 2014

25 de Abril de 2014 .

40 anos depois do 25 de Abril…
ESTÁ  AINDA MUITO POR FAZER! (mas a nossa história continua !...)
Na antiga sede da PIDE / DGS no Porto ...
 O 25 de Abril de 1974, com o fim da ditadura fascista e o renascer da esperança dos trabalhadores e do povo, foi nos meses que se seguiram e até 25 de Novembro de 1975, aquilo que mais se aproximou de uma verdadeira revolução social neste país.
O fim da guerra nas ex-colónias, o movimento dos trabalhadores da cidade e do campo, a ocupação pelos trabalhadores das empresas e grandes propriedades rurais abandonadas pelo patronato, a sua autogestão pelos próprios trabalhadores, as ocupações massivas de bairros e prédios vazios por moradores pobres e sem casa,  tudo isto ameaçava os interesses dos novos patrões “democratas” e da cáfila partidária e estatal que acabou por se instalar no Poder – até hoje-  roubando agora “democraticamente” o povo ( trabalhador@s, desempregad@s, sub-empregad@s e pensionistas, moradores  pobres e sem-abrigo).
      
 Pois!...“25 DE ABRIL SEMPRE - FASCISMO NUNCA MAIS!”...
 …mas CAPITALISMO e MÁFIA POLÍTICA“REPRESENTANTE”também NÃO!

           . RESISTIR aos “cortes”e “VOLTA-ATRÁS” nos DIREITOS CONQUISTADOS…
              . Preparar a REVOLUÇÃO SOCIAL (e  a organização popular e laboral )
              . COMUNISMO LIBERTÁRIO (auto-gestão laboral e auto-governo popular)
                             …Eis os objectivos ANARCO-SINDICALISTAS de hoje

 Muit@s resistentes do passado, de ideais e sonhos diferentes, sofreram no corpo e na mente a opressão e a brutalidade do fascismo-salazarista – como de resto dos vários fascismos e autoritarismos que esmagaram os povos entre os anos 20 e os anos 40 do século 20 – e para os povos português, espanhol, grego, brasileiro, africano  e muitos outros, até muito mais tarde.
Mas então porque é que hoje, 25 de Abril de 2014, aqui e agora, será tão importante mantermos viva a memória d@s  ANARQUISTAS e ANARCO-SINDICALISTAS perseguidos, presos , torturados e mortos pelo fascismo-salazarista- como por outros autoritarismos?... Porque é que a sua memória continua, em grande parte, a ser BRANQUEADA pelos historiadores do Poder de todas as cores - ou quando muito continuam a ser hipocritamente lembrados como anarquistas MORTOS, como algo morto e enterrado e não  como uma ALTERNATIVA VIVA do presente? ! …
 Hoje começa a tornar-se mais claro que @s privilegiad@s “santinh@s”e pretens@s “defensores do povo e da classe trabalhadora”, que @s profissionais da política e representantes (que tod@s sempre se cobram bem…e nem fazem descontos ) do alto das cadeiras  (e dos BANCOS…privados ou não) do Estado e dos governos, não são  SOLUÇÕES mas sim parte do problema nas situações graves que afetam TRABALHADORES e POVO e que afinal estes, se se organizarem autonomamente, sem os controlos de partidos, sem chefetes e sem burocratas sindicais ou partidários ( em ASSEMBLEIAS POPULARES funcionando em DEMOCRACIA DIRETA, em COLECTIVOS E GRUPOS DE ACÇÃO E REFLEXÃO, em INICIATIVAS  LABORAIS E POPULARES, coordenadas e federadas entre si…),  são capazes por si própri@s de pôr em causa os interesses daqueles que os exploram e oprimem, como o fizeram no passado @s da antiga CGT (Confederação Geral do Trabalho) proibida e perseguida pelo regime salazarista, reprimida na greve insurreccional de 1934 , e finalmente esmagados no fim dos anos 40.

sábado, 5 de abril de 2014

Protesto na Embaixada da Argentina em Lisboa pela liberdade dos detidos de Las Heras


Comunicado distribuído na concentração:

Solidariedade com trabalhadores presos na Argentina
Na sequência de uma greve de trabalhadores petrolíferos de 20 dias no ano de 2006, em Las Heras, o poder judicial ordenou a detenção de vários trabalhadores. Estes reagiram manifestando-se junto ao município e foram reprimidos violentamente. Em circunstâncias confusas, acabou por morrer um oficial da polícia.

Seguiu-se uma repressão feroz aos trabalhadores e à população; o povoado de Las Heras foi militarizado, instaurou-se o toque de recolher obrigatório e várias pessoas foram perseguidas, presas e torturadas.

Apesar da única coisa provada no julgamento em Dezembro de 2013 ter sido a tortura sofrida pelos trabalhadores às mãos da polícia, foram condenados quatro trabalhadores a prisão perpétua e outros seis a cinco anos de prisão, por suposta coação agravada, lesões e assassinato de um polícia.

Criminalizar as lutas dos trabalhadores é comum na Argentina e em todo o lugar onde as pessoas se organizam para lutar por uma vida melhor, livre do pesado jugo da exploração, mas nós acreditamos que a solidariedade entre explorados e oprimidos será sempre mais forte do que toda a repressão!

Tomemos a causa destes trabalhadores como nossa, pois o que é passível de acontecer a um, é passível de acontecer a todos.

Absolvição imediata dos trabalhadores de Las Heras!

AIT-SP/Núcleo de Lisboa

03/04/2014



quinta-feira, 3 de abril de 2014

3 de Abril em Lisboa: Solidariedade com os trabalhadores petrolíferos presos na Argentina!


Concentração na Embaixada da Argentina em Lisboa
Dia 3 de Abril (quinta-feira) às 18:00
    Av. João Crisóstomo, 8, Lisboa




Na sequência de uma greve dos trabalhadores petrolíferos de 20 dias no ano de 2006, em Las Heras, o poder judicial ordenou a detenção de vários trabalhadores. Estes reagiram manifestando-se junto ao município e foram reprimidos violentamente. Em circunstâncias confusas acabou por morrer um oficial da polícia.
Seguiu-se uma repressão feroz aos trabalhadores e à população, o povoado de Las Heras foi militarizado, instaurou-se o toque de recolher e várias pessoas foram perseguidas, presas e torturadas.
Apesar da única coisa provada no julgamento em Dezembro de 2013 terem sido as torturas sofridas pelos trabalhadores nas mãos da polícia, foram condenados quatro trabalhadores a prisão perpétua e outros seis a cinco anos de prisão, por suposta coacção agravada, lesões e assassinato de um polícia.
Criminalizar as lutas dos trabalhadores é comum na Argentina e em todo o local onde as pessoas se organizam para lutar por uma vida melhor. Mas acreditamos que a solidariedade entre explorados e oprimidos será sempre mais forte do que toda a repressão!

Absolvição imediata dos trabalhadores de Las Heras!
Mais informação no blog da F.O.R.A., a secção da AIT na Argentina:http://fora-ait.com.ar/blog/