terça-feira, 6 de maio de 2014

Comunicado do Secretariado da AIT / IWA

Salutación del Primero de May 2014

Submitted by Secretariat on Wed, 04/30/2014 - 20:16
Ya que, en todo el mundo, las personas se ven empujadas hacia condiciones de trabajo cada vez más precarias, ya que los logros de décadas de lucha de la clase trabajadora están siendo objeto de ataque y puesto que cantidades, cada día en aumento, de personas trabajadoras se ven obligadas a sobrevivir en condiciones de pobreza, es de extrema urgencia organizarse y movilizarse contra la explotación que estamos sufriendo.
En el Primero de Mayo, los trabajadores de todo el planeta celebran el día internacional del trabajo, conmemorando las huelgas de Chicago en 1886 y el martirio de los organizadores obreros anarquistas cuyas vidas fueron arrebatadas injustamente por el estado, asesinados por su actividad en el movimiento obrero. Como nuestros predecesores, continuamos luchando con determinación, no solamente por victorias específicas de la clase obrera, sino también a favor de la auto organización y emancipación y por la transformación de la sociedad en un mundo de iguales.
La Asociación Internacional de los Trabajadores envía sus salutaciones a la gente trabajadora en este día. Nuestras Secciones miembro estarán en las calles de muchos países y os invitamos a uniros a nuestras protestas. Pero salir a protestar simplemente no basta. Debemos construir activamente una resistencia al capitalismo y a todas las formas de explotación con una nueva urgencia.
El capitalista es capaz de utilizar con eficiencia los diferentes segmentos de la clase trabajadora, unos contra otros, ya que intenta aumentar sus beneficios, eliminando los mejores empleos en favor de otros con menos salario y más precarios, siempre explotando a los más desesperados por sobrevivir. Esto está ocurriendo a escala global y la respuesta a ello debe ser también global.
Subrayamos intensamente que nuestra Internacional se propone actuar a favor de las mismas metas a escala global y que consideramos que la solidaridad obrera internacional es una fuerza poderosa que puede vencer los crecientes movimientos nacionalistas y autoritarios que dividen a la clase trabajadora y contribuyen a mantener el poder de las élites.

                                  Ahora, más que nunca, necesitamos organizarnos                          y luchar!


segunda-feira, 5 de maio de 2014

Relato do 1º de Maio em Lisboa




 Em Lisboa, cerca de 30 pessoas juntaram-se à concentração   “Por um 1º de Maio combativo, contra a 'festa' da miséria”  convocada pelo Núcleo de Lisboa da AIT-SP. A concentração permaneceu cerca de uma hora na Praça D. Pedro IV (Rossio), tendo depois arrancado em manifestação, ocupando a rua e cortando o trânsito. Esta manifestação não foi comunicada às autoridades. 

A manifestação rumou em direcção ao Pingo Doce da Rua 1º de Dezembro. Aqui tentou-se bloquear a entrada da loja em protesto contra o facto de esta cadeia de supermercados obrigar os seus funcionários a trabalharem no dia 1º de Maio, lançando ainda campanhas de promoções com o objectivo claro de depreciar este dia de luta dos trabalhadores. A segurança do supermercado rapidamente encerrou as portas do estabelecimento e chamou a polícia. A continuação do bloqueio das entradas da loja foi impedida pela polícia que afastou os manifestantes com ligeiros empurrões. Foram gritadas frases como “Não negociamos a nossa escravidão, a vida é nossa não é do patrão” ou “Anti-capitalistas”. 


A manifestação voltou depois ao Rossio, onde se deu a invasão de uma loja da cadeia McDonald’s, com distribuição de comunicados aos trabalhadores, o chão inundado de panfletos que eram atirados para o ar, e gritos de “Não te rebaixes ao patrão” ou “Trabalhadores unidos jamais serão vencidos”. 


De seguida, a manifestação dirigiu-se ao Martim Moniz, continuando-se a gritar palavras de ordem como “Ninguém é ilegal” e “Nazis, fascistas, chegou a vossa hora; os imigrantes ficam e vocês vão embora”. Aqui deu-se por terminado o percurso. 





1º Maio e Trilha da Memória Libertária : Porto 2014


15.30 h : Bancas libertárias 
e canções operárias na Praça General Humberto Delgado em frente à Câmara Municipal do Porto


 








10.30 h  : Trilha da Memória  Libertária e do Movimento Operário do Porto ( 1886 - 1979 )

O Porto é conhecido geralmente por grandes tradições liberais mas as suas tradições libertárias -anarquistas, anti hierárquicas - forjadas nos meios operários e populares  no ambiente social de entre os anos 80 do século XIX e os anos 20 e 30 do século XX - prolongando-se inclusive na resistência ao facismo salazarista - estão injustamente esquecidas pelas novas gerações...quem sabe por exemplo que sabe por exemplo que entre 1886 e 1933 (ano da fascização  e proibição pelo Estado Novo de organizações independentes ) existiram 142 grupos anarquistas no distrito do Porto.

Ponto de encontro na cadeia da Relação do Porto

segunda-feira, 28 de abril de 2014

25 de Abril de 2014 .

40 anos depois do 25 de Abril…
ESTÁ  AINDA MUITO POR FAZER! (mas a nossa história continua !...)
Na antiga sede da PIDE / DGS no Porto ...
 O 25 de Abril de 1974, com o fim da ditadura fascista e o renascer da esperança dos trabalhadores e do povo, foi nos meses que se seguiram e até 25 de Novembro de 1975, aquilo que mais se aproximou de uma verdadeira revolução social neste país.
O fim da guerra nas ex-colónias, o movimento dos trabalhadores da cidade e do campo, a ocupação pelos trabalhadores das empresas e grandes propriedades rurais abandonadas pelo patronato, a sua autogestão pelos próprios trabalhadores, as ocupações massivas de bairros e prédios vazios por moradores pobres e sem casa,  tudo isto ameaçava os interesses dos novos patrões “democratas” e da cáfila partidária e estatal que acabou por se instalar no Poder – até hoje-  roubando agora “democraticamente” o povo ( trabalhador@s, desempregad@s, sub-empregad@s e pensionistas, moradores  pobres e sem-abrigo).
      
 Pois!...“25 DE ABRIL SEMPRE - FASCISMO NUNCA MAIS!”...
 …mas CAPITALISMO e MÁFIA POLÍTICA“REPRESENTANTE”também NÃO!

           . RESISTIR aos “cortes”e “VOLTA-ATRÁS” nos DIREITOS CONQUISTADOS…
              . Preparar a REVOLUÇÃO SOCIAL (e  a organização popular e laboral )
              . COMUNISMO LIBERTÁRIO (auto-gestão laboral e auto-governo popular)
                             …Eis os objectivos ANARCO-SINDICALISTAS de hoje

 Muit@s resistentes do passado, de ideais e sonhos diferentes, sofreram no corpo e na mente a opressão e a brutalidade do fascismo-salazarista – como de resto dos vários fascismos e autoritarismos que esmagaram os povos entre os anos 20 e os anos 40 do século 20 – e para os povos português, espanhol, grego, brasileiro, africano  e muitos outros, até muito mais tarde.
Mas então porque é que hoje, 25 de Abril de 2014, aqui e agora, será tão importante mantermos viva a memória d@s  ANARQUISTAS e ANARCO-SINDICALISTAS perseguidos, presos , torturados e mortos pelo fascismo-salazarista- como por outros autoritarismos?... Porque é que a sua memória continua, em grande parte, a ser BRANQUEADA pelos historiadores do Poder de todas as cores - ou quando muito continuam a ser hipocritamente lembrados como anarquistas MORTOS, como algo morto e enterrado e não  como uma ALTERNATIVA VIVA do presente? ! …
 Hoje começa a tornar-se mais claro que @s privilegiad@s “santinh@s”e pretens@s “defensores do povo e da classe trabalhadora”, que @s profissionais da política e representantes (que tod@s sempre se cobram bem…e nem fazem descontos ) do alto das cadeiras  (e dos BANCOS…privados ou não) do Estado e dos governos, não são  SOLUÇÕES mas sim parte do problema nas situações graves que afetam TRABALHADORES e POVO e que afinal estes, se se organizarem autonomamente, sem os controlos de partidos, sem chefetes e sem burocratas sindicais ou partidários ( em ASSEMBLEIAS POPULARES funcionando em DEMOCRACIA DIRETA, em COLECTIVOS E GRUPOS DE ACÇÃO E REFLEXÃO, em INICIATIVAS  LABORAIS E POPULARES, coordenadas e federadas entre si…),  são capazes por si própri@s de pôr em causa os interesses daqueles que os exploram e oprimem, como o fizeram no passado @s da antiga CGT (Confederação Geral do Trabalho) proibida e perseguida pelo regime salazarista, reprimida na greve insurreccional de 1934 , e finalmente esmagados no fim dos anos 40.

sábado, 5 de abril de 2014

Protesto na Embaixada da Argentina em Lisboa pela liberdade dos detidos de Las Heras


Comunicado distribuído na concentração:

Solidariedade com trabalhadores presos na Argentina
Na sequência de uma greve de trabalhadores petrolíferos de 20 dias no ano de 2006, em Las Heras, o poder judicial ordenou a detenção de vários trabalhadores. Estes reagiram manifestando-se junto ao município e foram reprimidos violentamente. Em circunstâncias confusas, acabou por morrer um oficial da polícia.

Seguiu-se uma repressão feroz aos trabalhadores e à população; o povoado de Las Heras foi militarizado, instaurou-se o toque de recolher obrigatório e várias pessoas foram perseguidas, presas e torturadas.

Apesar da única coisa provada no julgamento em Dezembro de 2013 ter sido a tortura sofrida pelos trabalhadores às mãos da polícia, foram condenados quatro trabalhadores a prisão perpétua e outros seis a cinco anos de prisão, por suposta coação agravada, lesões e assassinato de um polícia.

Criminalizar as lutas dos trabalhadores é comum na Argentina e em todo o lugar onde as pessoas se organizam para lutar por uma vida melhor, livre do pesado jugo da exploração, mas nós acreditamos que a solidariedade entre explorados e oprimidos será sempre mais forte do que toda a repressão!

Tomemos a causa destes trabalhadores como nossa, pois o que é passível de acontecer a um, é passível de acontecer a todos.

Absolvição imediata dos trabalhadores de Las Heras!

AIT-SP/Núcleo de Lisboa

03/04/2014



quinta-feira, 3 de abril de 2014

3 de Abril em Lisboa: Solidariedade com os trabalhadores petrolíferos presos na Argentina!


Concentração na Embaixada da Argentina em Lisboa
Dia 3 de Abril (quinta-feira) às 18:00
    Av. João Crisóstomo, 8, Lisboa




Na sequência de uma greve dos trabalhadores petrolíferos de 20 dias no ano de 2006, em Las Heras, o poder judicial ordenou a detenção de vários trabalhadores. Estes reagiram manifestando-se junto ao município e foram reprimidos violentamente. Em circunstâncias confusas acabou por morrer um oficial da polícia.
Seguiu-se uma repressão feroz aos trabalhadores e à população, o povoado de Las Heras foi militarizado, instaurou-se o toque de recolher e várias pessoas foram perseguidas, presas e torturadas.
Apesar da única coisa provada no julgamento em Dezembro de 2013 terem sido as torturas sofridas pelos trabalhadores nas mãos da polícia, foram condenados quatro trabalhadores a prisão perpétua e outros seis a cinco anos de prisão, por suposta coacção agravada, lesões e assassinato de um polícia.
Criminalizar as lutas dos trabalhadores é comum na Argentina e em todo o local onde as pessoas se organizam para lutar por uma vida melhor. Mas acreditamos que a solidariedade entre explorados e oprimidos será sempre mais forte do que toda a repressão!

Absolvição imediata dos trabalhadores de Las Heras!
Mais informação no blog da F.O.R.A., a secção da AIT na Argentina:http://fora-ait.com.ar/blog/