quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Acampamento Libertário no mês de  Setembro 
em  Sta Cruz do Bispo/Matosinhos 





PROGRAMA PROPOSTO

Sexta-feira  - 5 de Setembro 
10:00 h.  Abertura do Campo -1ªapresentação – Assembleia de Participantes: informação sobre objetivos (aspectos ideológicos e de inter-acção grupal), orgânica do Campo( Autogestão, auto-organização e auto-responsabilidade, Serviços e Grupos de Trabalho e seu funcionamento, cuidados a ter com o local );
12:00 h. Almoço / pique-nique coletivo
14:30 h. Visita ao local do acampamento juvenil de 1970 e do atual projeto “RafparK”,  observação do novo nó rodoviário da VRI com a A41
16:00 h.  Debate sobre o projeto “Rafpark” e seus principais efeitos anti-ecológicos  e anti-populares
18:00 h. Assembleia de Participantes ( melhorias no funcionamento do campo, atividades a desenvolver, etc…)
20:30 h. Jantar
21:30 h. “Fogo do Conselho” , canções de intervenção de outros tempos e atuais, poesia libertária

domingo, 25 de maio de 2014

Campo  Libertário e da Memória Antifascista 


  Neste local há 44 anos vários grupos jovens de diferentes orientações político-ideológicas organizaram um acampamento/encontro onde, apesar da vigilância da PIDE/DGS discutiram questões como a Guerra Colonial, a repressão, a situação social  de então, etc. Deste encontro surgiriam posteriormente diferentes agrupamentos com atividades de resistência contra o regime fascista e a guerra colonial, tendo tido nos anos seguintes que enfrentar as prisões e as torturas da PIDE/DGS e tendo alguns deles sido libertos só após o eclodir do 25 de Abril de 1974.
 Reencontrarmo-nos hoje, alguns dos jovens de então, com jovens de hoje, 40 anos passados do 25 de Abril, quando tantos dos direitos e regalias conquistadas pelos trabalhadores e pelo povo ameaçam ser varridas pela febre de exploração do capitalismo selvagem e de domesticação social de governantes, patronato e demais privilegiados, estar presente neste Campo, será um imperativo a não descurar.
Neste encontro, esperamos também a presença de companheiros libertários (anarcosindicalistas e outrxs) e antifascistas, galegos, espanhois e de outros países que se nos queiram juntar.
Uma vez mais:  VIVA A LIBERDADE! Resistamos à ofensiva atual do Capital e do Estado!
FASCISMO nunca mais!...Capitalismo  e “austeridades” JÁ BASTA!   
                                                      (A equipa organizadora )

.Debates e sessões de informação sobre a MEMÓRIA da RESISTÊNCIA JUVENIL AO FASCISMO   c/ depoimentos de antifascistas participantes no Campo de 1970  .Feira do livro e publicações libertárias  .Trilhas pedestres de descoberta da zona . Canto livre social de ontem e de hoje .Pique-niques comunitários. Convívio de fraternização internacional…e ASSEMBLEIA POPULAR e apresentação de NOVOS PROJECTOS PARA A INICIATIVA LABORAL,POPULAR, SOCIAL E AMBIENTAL  de base para a área do Porto e Norte.

Programa completo a ultimar e a divulgar até finais de Julho 2014

INSCRIÇÕES na sede da Terra Viva! até 30 Agosto – para todxs

 Iniciativa conjunta de:

AIT-SP –Assoc,Internacional dos Trabalhadores –Secç.Portuguesa/s.o.v. (Sindicato de Ofícios Vários)Porto
sovaitporto.blogspot.com      sovaitporto@gmail.com
e   TERRA VIVA!/Terra Vivente –Associação de Ecologia Social R. dos Caldeireiros,213
4050 - 141 Porto
Telef.: 223324001 –967694816 -terraviva@aeiou.pt

Apoio:   IRMANDADE de Nª.S.ra do Livramento e S.Brás


            - OUTROS APOIOS E PARTICIPAÇÕES A DIVULGAR ATÉ FINAIS DE JULHO -

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Sobre o ato de votar ...


Nas  eleições europeias de 25 de Maio :



Conferência de marketing em Lisboa interrompida em solidariedade com os trabalhadores da Mediapost despedidos

Membros da AIT-SP invadiram hoje o auditório do Estádio de Alvalade em Lisboa e interromperam a conferência “Direct & Digital Marketing”, organizada pela multinacional de publicidade e marketing Mediapost, do grupo La Poste.

Esta acção teve por finalidade protestar contra o despedimento de 14 trabalhadores em Barakaldo (País Basco), entre os quais vários delegados sindicais da Confederação Nacional do Trabalho, numa clara tentativa de reprimir quem tem contestado as acções da empresa, que tenta obrigar os trabalhadores a aceitar reduções salariais ou de horário, sob ameaça de despedimento.

Foram gritadas palavras de solidariedade com os trabalhadores despedidos e foi exibida uma faixa com a frase “Mediapost explora, persegue, despede”. Na sala estavam presentes vários figurões do marketing nacional e internacional e o director geral da Mediapost em Portugal.

Publicado por AIT-SP Núcleo de Lisboa  

terça-feira, 6 de maio de 2014

Comunicado do Secretariado da AIT / IWA

Salutación del Primero de May 2014

Submitted by Secretariat on Wed, 04/30/2014 - 20:16
Ya que, en todo el mundo, las personas se ven empujadas hacia condiciones de trabajo cada vez más precarias, ya que los logros de décadas de lucha de la clase trabajadora están siendo objeto de ataque y puesto que cantidades, cada día en aumento, de personas trabajadoras se ven obligadas a sobrevivir en condiciones de pobreza, es de extrema urgencia organizarse y movilizarse contra la explotación que estamos sufriendo.
En el Primero de Mayo, los trabajadores de todo el planeta celebran el día internacional del trabajo, conmemorando las huelgas de Chicago en 1886 y el martirio de los organizadores obreros anarquistas cuyas vidas fueron arrebatadas injustamente por el estado, asesinados por su actividad en el movimiento obrero. Como nuestros predecesores, continuamos luchando con determinación, no solamente por victorias específicas de la clase obrera, sino también a favor de la auto organización y emancipación y por la transformación de la sociedad en un mundo de iguales.
La Asociación Internacional de los Trabajadores envía sus salutaciones a la gente trabajadora en este día. Nuestras Secciones miembro estarán en las calles de muchos países y os invitamos a uniros a nuestras protestas. Pero salir a protestar simplemente no basta. Debemos construir activamente una resistencia al capitalismo y a todas las formas de explotación con una nueva urgencia.
El capitalista es capaz de utilizar con eficiencia los diferentes segmentos de la clase trabajadora, unos contra otros, ya que intenta aumentar sus beneficios, eliminando los mejores empleos en favor de otros con menos salario y más precarios, siempre explotando a los más desesperados por sobrevivir. Esto está ocurriendo a escala global y la respuesta a ello debe ser también global.
Subrayamos intensamente que nuestra Internacional se propone actuar a favor de las mismas metas a escala global y que consideramos que la solidaridad obrera internacional es una fuerza poderosa que puede vencer los crecientes movimientos nacionalistas y autoritarios que dividen a la clase trabajadora y contribuyen a mantener el poder de las élites.

                                  Ahora, más que nunca, necesitamos organizarnos                          y luchar!


segunda-feira, 5 de maio de 2014

Relato do 1º de Maio em Lisboa




 Em Lisboa, cerca de 30 pessoas juntaram-se à concentração   “Por um 1º de Maio combativo, contra a 'festa' da miséria”  convocada pelo Núcleo de Lisboa da AIT-SP. A concentração permaneceu cerca de uma hora na Praça D. Pedro IV (Rossio), tendo depois arrancado em manifestação, ocupando a rua e cortando o trânsito. Esta manifestação não foi comunicada às autoridades. 

A manifestação rumou em direcção ao Pingo Doce da Rua 1º de Dezembro. Aqui tentou-se bloquear a entrada da loja em protesto contra o facto de esta cadeia de supermercados obrigar os seus funcionários a trabalharem no dia 1º de Maio, lançando ainda campanhas de promoções com o objectivo claro de depreciar este dia de luta dos trabalhadores. A segurança do supermercado rapidamente encerrou as portas do estabelecimento e chamou a polícia. A continuação do bloqueio das entradas da loja foi impedida pela polícia que afastou os manifestantes com ligeiros empurrões. Foram gritadas frases como “Não negociamos a nossa escravidão, a vida é nossa não é do patrão” ou “Anti-capitalistas”. 


A manifestação voltou depois ao Rossio, onde se deu a invasão de uma loja da cadeia McDonald’s, com distribuição de comunicados aos trabalhadores, o chão inundado de panfletos que eram atirados para o ar, e gritos de “Não te rebaixes ao patrão” ou “Trabalhadores unidos jamais serão vencidos”. 


De seguida, a manifestação dirigiu-se ao Martim Moniz, continuando-se a gritar palavras de ordem como “Ninguém é ilegal” e “Nazis, fascistas, chegou a vossa hora; os imigrantes ficam e vocês vão embora”. Aqui deu-se por terminado o percurso. 





1º Maio e Trilha da Memória Libertária : Porto 2014


15.30 h : Bancas libertárias 
e canções operárias na Praça General Humberto Delgado em frente à Câmara Municipal do Porto


 








10.30 h  : Trilha da Memória  Libertária e do Movimento Operário do Porto ( 1886 - 1979 )

O Porto é conhecido geralmente por grandes tradições liberais mas as suas tradições libertárias -anarquistas, anti hierárquicas - forjadas nos meios operários e populares  no ambiente social de entre os anos 80 do século XIX e os anos 20 e 30 do século XX - prolongando-se inclusive na resistência ao facismo salazarista - estão injustamente esquecidas pelas novas gerações...quem sabe por exemplo que sabe por exemplo que entre 1886 e 1933 (ano da fascização  e proibição pelo Estado Novo de organizações independentes ) existiram 142 grupos anarquistas no distrito do Porto.

Ponto de encontro na cadeia da Relação do Porto

segunda-feira, 28 de abril de 2014

25 de Abril de 2014 .

40 anos depois do 25 de Abril…
ESTÁ  AINDA MUITO POR FAZER! (mas a nossa história continua !...)
Na antiga sede da PIDE / DGS no Porto ...
 O 25 de Abril de 1974, com o fim da ditadura fascista e o renascer da esperança dos trabalhadores e do povo, foi nos meses que se seguiram e até 25 de Novembro de 1975, aquilo que mais se aproximou de uma verdadeira revolução social neste país.
O fim da guerra nas ex-colónias, o movimento dos trabalhadores da cidade e do campo, a ocupação pelos trabalhadores das empresas e grandes propriedades rurais abandonadas pelo patronato, a sua autogestão pelos próprios trabalhadores, as ocupações massivas de bairros e prédios vazios por moradores pobres e sem casa,  tudo isto ameaçava os interesses dos novos patrões “democratas” e da cáfila partidária e estatal que acabou por se instalar no Poder – até hoje-  roubando agora “democraticamente” o povo ( trabalhador@s, desempregad@s, sub-empregad@s e pensionistas, moradores  pobres e sem-abrigo).
      
 Pois!...“25 DE ABRIL SEMPRE - FASCISMO NUNCA MAIS!”...
 …mas CAPITALISMO e MÁFIA POLÍTICA“REPRESENTANTE”também NÃO!

           . RESISTIR aos “cortes”e “VOLTA-ATRÁS” nos DIREITOS CONQUISTADOS…
              . Preparar a REVOLUÇÃO SOCIAL (e  a organização popular e laboral )
              . COMUNISMO LIBERTÁRIO (auto-gestão laboral e auto-governo popular)
                             …Eis os objectivos ANARCO-SINDICALISTAS de hoje

 Muit@s resistentes do passado, de ideais e sonhos diferentes, sofreram no corpo e na mente a opressão e a brutalidade do fascismo-salazarista – como de resto dos vários fascismos e autoritarismos que esmagaram os povos entre os anos 20 e os anos 40 do século 20 – e para os povos português, espanhol, grego, brasileiro, africano  e muitos outros, até muito mais tarde.
Mas então porque é que hoje, 25 de Abril de 2014, aqui e agora, será tão importante mantermos viva a memória d@s  ANARQUISTAS e ANARCO-SINDICALISTAS perseguidos, presos , torturados e mortos pelo fascismo-salazarista- como por outros autoritarismos?... Porque é que a sua memória continua, em grande parte, a ser BRANQUEADA pelos historiadores do Poder de todas as cores - ou quando muito continuam a ser hipocritamente lembrados como anarquistas MORTOS, como algo morto e enterrado e não  como uma ALTERNATIVA VIVA do presente? ! …
 Hoje começa a tornar-se mais claro que @s privilegiad@s “santinh@s”e pretens@s “defensores do povo e da classe trabalhadora”, que @s profissionais da política e representantes (que tod@s sempre se cobram bem…e nem fazem descontos ) do alto das cadeiras  (e dos BANCOS…privados ou não) do Estado e dos governos, não são  SOLUÇÕES mas sim parte do problema nas situações graves que afetam TRABALHADORES e POVO e que afinal estes, se se organizarem autonomamente, sem os controlos de partidos, sem chefetes e sem burocratas sindicais ou partidários ( em ASSEMBLEIAS POPULARES funcionando em DEMOCRACIA DIRETA, em COLECTIVOS E GRUPOS DE ACÇÃO E REFLEXÃO, em INICIATIVAS  LABORAIS E POPULARES, coordenadas e federadas entre si…),  são capazes por si própri@s de pôr em causa os interesses daqueles que os exploram e oprimem, como o fizeram no passado @s da antiga CGT (Confederação Geral do Trabalho) proibida e perseguida pelo regime salazarista, reprimida na greve insurreccional de 1934 , e finalmente esmagados no fim dos anos 40.

sábado, 5 de abril de 2014

Protesto na Embaixada da Argentina em Lisboa pela liberdade dos detidos de Las Heras


Comunicado distribuído na concentração:

Solidariedade com trabalhadores presos na Argentina
Na sequência de uma greve de trabalhadores petrolíferos de 20 dias no ano de 2006, em Las Heras, o poder judicial ordenou a detenção de vários trabalhadores. Estes reagiram manifestando-se junto ao município e foram reprimidos violentamente. Em circunstâncias confusas, acabou por morrer um oficial da polícia.

Seguiu-se uma repressão feroz aos trabalhadores e à população; o povoado de Las Heras foi militarizado, instaurou-se o toque de recolher obrigatório e várias pessoas foram perseguidas, presas e torturadas.

Apesar da única coisa provada no julgamento em Dezembro de 2013 ter sido a tortura sofrida pelos trabalhadores às mãos da polícia, foram condenados quatro trabalhadores a prisão perpétua e outros seis a cinco anos de prisão, por suposta coação agravada, lesões e assassinato de um polícia.

Criminalizar as lutas dos trabalhadores é comum na Argentina e em todo o lugar onde as pessoas se organizam para lutar por uma vida melhor, livre do pesado jugo da exploração, mas nós acreditamos que a solidariedade entre explorados e oprimidos será sempre mais forte do que toda a repressão!

Tomemos a causa destes trabalhadores como nossa, pois o que é passível de acontecer a um, é passível de acontecer a todos.

Absolvição imediata dos trabalhadores de Las Heras!

AIT-SP/Núcleo de Lisboa

03/04/2014



quinta-feira, 3 de abril de 2014

3 de Abril em Lisboa: Solidariedade com os trabalhadores petrolíferos presos na Argentina!


Concentração na Embaixada da Argentina em Lisboa
Dia 3 de Abril (quinta-feira) às 18:00
    Av. João Crisóstomo, 8, Lisboa




Na sequência de uma greve dos trabalhadores petrolíferos de 20 dias no ano de 2006, em Las Heras, o poder judicial ordenou a detenção de vários trabalhadores. Estes reagiram manifestando-se junto ao município e foram reprimidos violentamente. Em circunstâncias confusas acabou por morrer um oficial da polícia.
Seguiu-se uma repressão feroz aos trabalhadores e à população, o povoado de Las Heras foi militarizado, instaurou-se o toque de recolher e várias pessoas foram perseguidas, presas e torturadas.
Apesar da única coisa provada no julgamento em Dezembro de 2013 terem sido as torturas sofridas pelos trabalhadores nas mãos da polícia, foram condenados quatro trabalhadores a prisão perpétua e outros seis a cinco anos de prisão, por suposta coacção agravada, lesões e assassinato de um polícia.
Criminalizar as lutas dos trabalhadores é comum na Argentina e em todo o local onde as pessoas se organizam para lutar por uma vida melhor. Mas acreditamos que a solidariedade entre explorados e oprimidos será sempre mais forte do que toda a repressão!

Absolvição imediata dos trabalhadores de Las Heras!
Mais informação no blog da F.O.R.A., a secção da AIT na Argentina:http://fora-ait.com.ar/blog/


quinta-feira, 20 de março de 2014

Boletim Anarco - Sindicalista Nº 46 Inverno 2013 / Primavera 2014



A Comuna de Paris


A COMUNA NÃO ESTÁ MORTA!
(La Commune n’est pas morte!)
                                                                                                     
 A Comuna de Paris, proclamada a 18 de Março de 1871 pelo operariado e pelo povo de Paris, frente ao despotismo e corrupção  dos governantes, Napoleão III e Thiers,  conluiados com os então invasores prussianos e o seu chefe Bismarck, após o fim da guerra franco-prussiana de 1870, foi “mais do que a última revolução plebeia ou a primeira revolução proletária (…) uma experiência de auto-instituição, um acontecimento que possui autonomia, não apenas pela sua ousadia, mas pela suas singularidades (…), uma linha divisória dos tempos (…), um antes e um depois absolutamente antagónicos e aparentemente  irreconciliáveis” (extraído do livro “Negras tormentas –o federalismo e o internacionalismo na Comuna de Paris” , de Alexandre Samis).
Muitos dos impulsionadores da Comuna (Varlin, Ferré, Duval, Denise…) eram elementos ativos da AIT-Associação Internacional dos Trabalhadores - entretanto extinta num congresso nos Estados Unidos em 1869 pela fação adepta  de Marx – mas que sempre tinha animado fortemente e de forma libertária a organização do proletariado francês.

Ao contrário das interpretações de Marx após a Comuna de Paris, muito vulgarizadas pela literatura marxista-leninista, a Comuna NÂO FOI a “ditadura do proletariado”, pelo menos no sentido que Marx lhe deu: nem havia nela uma UNICIDADE ideológica como acabou por se passar no desenvolvimento da  revolução russa de 1917  (as tendências existentes entre o operariado e o povo na Comuna eram várias e iam para além dos internacionalistas da AIT) nem se visava criar nenhum exército permanente nem nenhuma máquina estatal. A Comuna de  Paris era o POVO EM ARMAS , organizado de forma FEDERADA , com as suas assembleias escolhendo os diversos delegados para as diferentes tarefas mas REVOGÁVEIS A QUALQUER MOMENTO, não tendo nada a ver com o chamado “centralismo democrático” leninista, nem se buscava com a Comuna criar qualquer forma de estatização dos meios de produção (como se viria a passar nas várias experiências de “socialismo real” ou de capitalismo de Estado) mas sim a sua COLECTIVIZAÇÃO pelos trabalhadores e pelo  povo. O operariado parisiense e francês em geral, estava muito mais influenciado pelas ideias mutualistas de Proudhon e coletivistas de Bakunine do que pelo estatismo “socialista” defendido por Marx.

A Comuna de Paris mesmo que esmagada pela reação burguesa francesa e prussiana, continuou a ser um marco separador entre todas as ideias de “recuperação” do Estado, defendidas por todos os marxistas (à exceção de alguns ditos “conselhistas” – adeptos do sistema de Conselhos da revolução alemã de 1918 e do início da revolução russa) e a ideia anarquista da necessária DESTRUIÇÃO DO ESTADO como forma primeira de destruir o CAPITALISMO.
É interessante hoje, após os nítidos falhanços dos projetos marxistas de instauração do “socialismo” e do “comunismo” através da “conquista do poder” de Estado, para iniciar a destruição do capitalismo,  notar que este apenas saiu mais reforçado com a sua transformação em “capitalismo de Estado” combinado até, como na China ou na Coreia do Norte atuais, com diversas formas de grande capitalismo privado. Estes falhanços históricos, ainda que ainda hoje iludidos em muitos meios operários onde os diversos marxismos leninismos ainda gozam de alguma influência quase “religiosa”, foram  exatamente previstos pelo anarquista Miguel Bakunine, entre os anos 60 e 80 do século 19, há mais de 150 anos.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Antologia poética de Jesús Lizano

SÁBADO, 22 DE MARÇO

17h30 - Apresentação da Antologia poética de Jesús Lizano,
um poeta libertário de Barcelona

por Salvador García

20h - Jantar vegano
Contribuição livre para as despesas mensais do CCL
«Ante esses enganos do poço político, Lizania apresenta-se como terra rebelde, inocente, livre e criativa. E descobre que a espécie humana, se não se auto-destruir, o que bem pode acontecer, deve aspirar a um Mundo Real Poético. Testemunho de que esse mundo é possível vemo-lo em Lizania. E, embora Lizano sucumba no final da viagem, Lizania contudo sobrevive-lhe. Daí que ele possa então reclamar, gritando: ?descobri terra e ela conquistou-me?.»


Centro de Cultura Libertária 
E-mail: ateneu2000@gmail.com
Endereço postal: Apartado 40 / 2800-801 Almada (Portugal)
Sede: Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto - Cacilhas - Almada

terça-feira, 18 de março de 2014

Conferência sobre o Pensamento Libertário

 Na  Faculdade de Ciências Sociais  e Humanas  da UBI no dia  27  de Março de 2014 pelas 10H15




PROGRAMA :

10H15: SESSÃO DE ABERTURA;

10H30: BIBLIOGRAFIA LIBERTÁRIA E CULTURA OPERÁRIA EM PORTUGAL (1890-1936), Eduardo de Sousa, livreiro;

11H00: MIKHAIL BAKUNIN E A CONCEPÇÃO ANARQUISTA DE LIBERDADE, António Baião, bolseiro de investigação do SLHI;

11H30: BIBLIOGRAFIA LIBERTÁRIA DE LÍNGUA PORTUGUESA, Adelaide Gonçalves, docente da Universidade Federal de Ceará.

12H00: Espaço de Debate.

14H00: ESTADO E ANARQUISMO EM PORTUGAL (1890-1934), Diogo Duarte, doutorando da FCSH-UNL;

14H30: TEATRO E ANARQUISMO NO SÉCULO XX PORTUGUÊS, Cláudia Figueiredo, doutoranda da FCSH-UNL;

15H00: APRESENTAÇÃO DA REVISTA “A IDEIA”: 40 ANOS PASSADOS E O FUTURO, António Cândido Franco, docente na Universidade de Évora;

15H30: OS 150 ANOS DA INTERNACIONAL, Paulo Guimarães, docente na Universidade de Évora;

16H00: Espaço de Debate;

16H15: Movimentos de acção e organização militante: AIT/SOV e Colectivo Libertário de Évora;

17H15: Espaço de Debate;

17H30: ENCERRAMENTO DO EVENTO.


Combate à fraude




Concentração junto ao terminal do Metro e Autocarros do Campo Grande (Lisboa), esta quarta-feira, dia 19 de Março, às 18 horas

Abra os olhos e combata a fraude capitalista!
Queremos transportes públicos para todos!
Recentemente, a Carris e o Metro de Lisboa gastaram 9 900€ (*)numa campanha nojenta a apelar a que as pessoas denunciem quem não paga bilhete.
Não somos bufos e não aceitamos que nos venham culpabilizar pela degradação dos transportes “públicos”!
Exigimos respeito!
Exigimos melhores transportes públicos e gratuitos!
Unidos e auto-organizados, nós damos-lhes a crise!
Concentração no Campo Grande, junto ao terminal do metro e autocarros. Apareçam!!!


terça-feira, 11 de março de 2014

Cartoon :

O futuro de Portugal ....






Declaração Internacionalista contra a guerra na Ucrânia

 http://noticiasanarquistas.noblogs.org/
Guerra à guerra!


Nem uma única gota de sangue pela “nação”!
A luta pelo poder entre os clãs oligárquicos na Ucrânia ameaça transformar-se em um conflito armado internacional. O capitalismo russo tenta utilizar a recomposição do poder estatal ucraniano para implementar as suas aspirações imperialistas e expansionistas na Crimeia e no leste da Ucrânia, onde conta com fortes interesses econômicos, financeiros e políticos.
No contexto da iminente crise econômica na Rússia, o regime tenta alimentar o nacionalismo russo para desviar a atenção dos crescentes problemas socioeconômicos da classe trabalhadora: salários e pensões de miséria, desmantelamento dos serviços de saúde existente, assim como da educação e outros serviços sociais. Com a explosão da retórica nacionalista e militante é mais fácil finalizar a construção de um Estado corporativo e autoritário baseado em valores reacionários e em políticas repressivas.
Na Ucrânia, a aguda crise econômica e política levou a uma crescente confrontação entre “velhos” e “novos” clãs oligárquicos. Os primeiros utilizaram inclusive formações ultradireitistas e ultranacionalistas para provocarem um golpe de estado em Kiev. A elite política da Crimeia e do leste da Ucrânia não tem a intenção de partilhar o seu poder e os seus bens com os próximos dirigentes de Kiev, e para isso julgam contar com a ajuda do governo russo. Ambos os lados recorreram a uma crescente histeria nacionalista, respectivamente ucraniana e russa. Tem havido confrontos armados e derramamento de sangue. As potências ocidentais têm os seus próprios interesses e aspirações e as suas intervenções no conflito poderiam levar a uma Terceira Guerra Mundial.
Estes poderosos dos distintos clãs beligerantes querem, como de costume, que nós, pessoas comuns: assalariados, desempregados, estudantes, aposentados, lutemos por seus interesses. Querem nos embebedar com a droga nacionalista, nos colocando uns contra os outros, nos fazendo esquecer as nossas necessidades e interesses reais. Não temos nada que nos preocupar com as suas “nações”, porque temos problemas mais importantes e urgentes: como acabar com este sistema que eles encontraram para nos escravizar e nos oprimir.
Não sucumbiremos a intoxicação nacionalista. Que vão para o inferno com os seus Estados e as suas “nações”, as suas bandeiras e os seus discursos! Esta guerra não é nossa e não devemos participar nela, pagando com o nosso sangue os seus palácios, as suas contas bancárias e o prazer de se sentarem nas fofas cadeiras do poder. E se os senhores em Moscou, Kiev, Lviv, Kharkov, Donetsk e Simferopol começarem esta guerra, o nosso dever é resistir por todos os meios disponíveis!
Não à guerra entre “nações” – Nem paz entre as classes!
KRAS – Seção Russa da Associação Internacional dos Trabalhadores
Internacionalistas da Ucrânia, Rússia, Moldávia, Israel e Lituânia
Federação Anarquista da Moldávia
Fracção dos Socialistas Revolucionários (Ucrânia)
Esta declaração foi apoiada por:
Aliança de Solidariedade Operária (América do Norte)
Internacionalistas dos EUA
Iniciativa Anarco-sindicalista da Romênia
Libertários de Barcelona (Espanha)
A Esquerda Comunista e os Internacionalistas do Equador, Peru, República Dominicana, México, Uruguai e Venezuela
Iniciativa Comunista Operária (França)

Grupo de Leicester da Federação Anarquista (Reino Unido)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014


A Isban-Grupo Santander explora e despede!

A Isban, empresa de serviços informáticos do banco Santander, conta com mais de 10 000 trabalhadores em todo o mundo que lhes são cedidos por ETTs (Empresas de Trabalho Temporário). Desta forma consegue “mão-de-obra” barata e precária, podendo ainda despedir os seus funcionários sem qualquer custo adicional, em especial trabalhadoras que são mães e estrangeiros, bastando para isso comunicar o despedimento a uma dessas ETTs.

Em Espanha foi criada uma secção sindical da CNT (Confederação Nacional do Trabalho) que começou a denunciar a transferência ilegal dos trabalhadores, os despedimentos massivos, a precariedade absoluta e as horas extra obrigatórias, mas apenas duas semanas depois o delegado sindical foi despedido em retaliação pela actividade sindical desenvolvida!

A Isban-Grupo Santander e as ETTs envolvidas neste negócio desprezível de subcontratação que rende milhões pretendem impedir que os trabalhadores se organizem para lutar pelos seus direitos, despedindo e reprimindo qualquer acto de contestação.

Para denunciar a atitude criminosa desta multinacional, foi convocado para 6 de Março um dia de acção internacional contra o Grupo Santander, parte de uma luta que dura há meses e que só terminará com a vitória dos trabalhadores.

Sejamos solidários com esta luta pois apenas a solidariedade e o apoio mútuo entre os trabalhadores de todo o mundo poderão fazer frente à exploração de que todos somos alvo.


                                         Readmissão imediata do companheiro despedido!






                      Associação Internacional dos Trabalhadores  Secção Portuguesa



quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014


Solidariedade com Ángel! OHL reprime e despede!

No passado dia 9 de Outubro de 2013, a empresa OHL - OBRASCÓN HUARTE LAIN, S.A, decidiu despedir Ángel Elena que trabalhava na empresa há 10 anos, com o falso argumento de baixa produtividade.
Após uma reunião com o sindicato, o departamento de recursos humanos da empresa pretende encerrar o assunto pagando a indemnização a Ángel, mas a sua posição é a de não aceitar outra solução, a não ser a sua readmissão.

De ressaltar que poucas semanas após o seu despedimento começou a greve de limpeza em Madrid, na qual a OHL e outras empresas de subcontratação ameaçavam com o despedimento de 1 400 trabalhadores e a redução dos salários dos restantes em 40%, congelando os salários para os próximos 4 anos e destruindo as vagas de trabalho que surgem com as aposentações. Entretanto, na OHL foram despedidos outros 20 trabalhadores e a prática continua nas outras empresas.
Perante esta situação, apelamos à vossa solidariedade e ao envio de cartas de protesto exigindo a readmissão de Ángel Elena!



Mais informação: http://sovmadrid.cnt.es/

Contactos da OHL para o envio de cartas de protesto:
OHL - OBRASCÓN HUARTE LAIN, S.A.
Sede: Torre Espacio Paseo de la Castellana, 259-D. 28046 Madrid.
Fax: +34 91 348 44 63
Email: info@ohl.es

Exigimos a readmissão imediata de Ángel Elena!
Associação Internacional dos Trabalhadores
Secção Portuguesa - Núcleo de Lisboa
SOV do Porto