terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Não deixemos apagar a memória revolucionária e libertária do Porto












Contratos de Empregabilidade e Inserção

Eis um novo nome para trabalhos forçados e uma nova forma do Estado promover a precariedade dentro e fora dele. Contratos que não são de empregabilidade, porque não te garantem emprego, nem são de inserção, porque apenas és inserido na escravatura contemporânea.

Esta forma de terrorismo laboral serve para camuflar a verdadeira estatística do desemprego (tal como os cursos de formação e a emigração), para fomentar a desregulamentação laboral (tanto em salário, como em horário, vínculo e direitos), incentiva a desmotivação e a marginalização e não satisfaz as necessidades das pessoas.

Herdeira do ex-programa ocupacional de emprego (POC), ofende a dignidade dos trabalhadores chantageados pelo centro de (des)emprego que desempenham funções permanentes (ilegalmente) em autarquias, instituições estatais, entidades de “solidariedade” social (IPSS), em áreas como a saúde, escolas, segurança social (vão agora substituir 700 empregados), centros de dia, recolha de lixo, etc., e até na ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho). Por vezes são gozados pela entidade empregadora quando lhes dão expectativas de um contrato, o que é sempre uma farsa e pode criar quebras emocionais.

É um exército de voluntários à força para diminuir o poder reivindicativo e para aumentar o lucro não só do capitalismo de mercado, mas também do Estado.

Há cerca de 100 mil pessoas nesta situação ultrajante e ignóbil que não têm os mesmos direitos (de contrato, retribuição e protecção a acidentes/doenças profissionais...) do que outros assalariados com quem trabalham ombro a ombro, o que vai provocar atritos e divisões, em benefício de quem os explora a todos (“dividir para reinar”).

Não somos colaboradores, como agora nos chamam, não colaboramos com esta tortura social, a par com os estágios, as máfias das E.T.T. (empresas de terrorismo temporário), etc., mas o que podemos fazer além de denunciar este crime? Propomos que nunca se deixe de lutar quotidianamente, que nos auto-organizemos por locais ou empresas e usemos as tácticas eficazes da sabotagem, várias formas de greve (de zelo, por exemplo), solidariedade e acção directa, que há uma centena de anos atrás levaram à conquista de melhores condições de trabalho e de vida.

28/01/2015


Publicado por AIT-SP Núcleo de Lisboa

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

CONTRA  a PRIVATIZAÇÃO da SEGURANÇA SOCIAL e CONTRA os DESPEDIMENTOS DOS TRABALHADORES

20 de Janeiro - 12.30  : Concentração em frente aos Serviços de atendimento da Segurança Social  na Rua do Rosário 159- Porto









terça-feira, 6 de janeiro de 2015

                NÃO À DESTRUIÇÃO / PRIVATIZAÇÃO  DA SEGURANÇA SOCIAL!
    NÃO AO DESPEDIMENTO DOS SEUS TRABALHADORES!
 Com a intenção de destruir a Segurança Social, entregando-a a privados ávidos de lucros, os governos atual e anterior fecharam serviços de atendimento em zonas importantes (por. ex., no Porto o da Rua das Doze Casas - que tinha sempre bastantes utentes mas de onde o Estado ia retirando cada vez mais funcionários).

Agora estão a tentar despedir nos serviços da Segurança Social em todo o país, para  já 700 trabalhadores, preparando-se para despedir mais 1200! Ultimamente o clima diário nos serviços da Segurança Social (ISS) tem sido de tensão e medo, com os trabalhadores a terem de entregar “curriculum” atualizado e serem chamados às chefias para realização de entrevista com a finalidade de “racionalizar os efetivos”…

Efetivos esses que, no caso dos assistentes operacionais, a grande maioria desempenham funções administrativas, pelo que a reclassificação já deveria ter sido feita como assistentes técnicos.

Se fosse necessária essa “racionalização de trabalhadores”, então... porquê o recurso constante a centenas de CEIs (contratos emprego-inserção), de Estagiários, ou de trabalhadores das empresas de “outsorcing” para desempenhar funções no ISS,IP com carácter permanente, como se estivessem a ocupar postos de trabalho, para manter o cabal funcionamento dos Serviços?

Pela parte dos Sindicatos dos trabalhadores em  Funções Públicas e Sociais,  além de alguns protestos na rua, uma greve nacional de 24 horas (4 Dez.), uma intimação judicial contra o presidente do conselho administrativo do ISS e uma petição de solidariedade, pouco tem sido feito para JUNTAR os UTENTES – que são quem com os seus descontos e utilização de serviços justificam a Segurança Social - à luta dos trabalhadores ameaçados de despedimentos.

E isto aparece agora como uma NECESSIDADE URGENTE tanto para UTENTES dos Serviços Públicos Sociais (reformados, desempregados, beneficiários do RSI, etc.) como para os TRABALHADORES da Segurança Social.

Num passado recente, alguns serviços da Segurança Social tem sido de Insegurança, dores de cabeça, burocratismo, não atendimento devido -ou mesmo mau atendimento- para quem necessita dos seus serviços…
MAS…COM A PRETENDIDA,  pelo actual governo, PRIVATIZAÇÃO desses serviços pelas Instituições Privadas de Solidariedade Social (IPSS) – que são a “Misericórdia” (a tal das lotarias, totoloto e…da especulação imobiliária), a Cruz Vermelha, as “Ordens” disto e daquilo, entre outras - a situação da SEGURANÇA SOCIAL para quem dela necessita  SERÁ MUITO PIOR  (que o digam a maioria dos trabalhadores dessas instituições, com salários e condições de trabalho miseráveis…)   Porque,  com o apoio dos seus amigos do Estado e dos governos, embora se digam “sociais” as direcções  dessas IPSS tudo fazem para arrecadar lucros chorudos para os seus gestores,  funcionando muitas vezes como vulgares empresas capitalistas – repartindo-os depois com os seus padrinhos políticos no Estado…

O nosso SINDICATO DE OFÍCIOS VÁRIOS (SOV) do Porto da AIT-SP (Associação Internacional dos Trabalhadores – Secção Portuguesa) autónomo a qualquer das centrais sindicais existentes (CGTP e UGT), bem como a quaisquer partidos ou ao Estado, pretende justamente CONTRIBUIR PARA QUE ESSA UNIÃO ENTRE TRABALHADORES, activos ou desempregados, com os UTENTES dos serviços públicos e sociais se faça, de forma a que as lutas contra o actual sistema de miséria, exploração e gatunagem política RESULTEM.

Daí sermos adeptos da ACÇÃO DIRETA LABORAL e POPULAR e não das “concertações sociais” ou dos arranjinhos políticos parlamentares, onde quem ganha sempre é quem (se) governa (ou quem quer vir a governar).

Para divulgar melhor esta ideia, convidamos todxs quantos estejam preocupados com estas questões a comparecerem próximo SÁBADO, dia 10 DE JANEIRO, pelas 16 horas, na REUNIÃO ALARGADA DE INFORMAÇÃO na TERRA VIVA!AES – Rua dos Caldeireiros, 213 – Porto (à Cordoaria).

  S.O.V.-Sindicato de Ofícios Vários- PORTO  da  
 AIT-SP -Associa­ção Internacional dxs Trabalhadores/as – Secção Portuguesa
                                   (ORGANIZAÇÃO ANARCO-SINDICALISTA PORTUGUESA)    

 mail:  < sovaitporto@gmail.com >                                             Telef. (PF) 223324001                                    

domingo, 4 de janeiro de 2015


 LUCHAS Y VICTORIAS DE LA AIT EN 2014
Submitted by Secretariat on Fri, 01/02/2015 - 17:12
El pasado año vio cómo las Secciones de la AIT organizaban más luchas en centros de trabajo, más campañas de solidaridad y más protestas sociales que en cualquier otro momento desde que el movimiento anarcosindicalista fuera diezmado en los años 30 y 40 del pasado siglo. No podríamos hacer un recuento completo de todas las acciones, pero el Secretariado de la AIT desea presentar un resumen de las acciones internacionales y las actividades locales de las Secciones.
Campañas Internacionales de Solidaridad
A primeros de año llevamos a cabo acciones de solidaridad con el compañero despedido de OHL, una de las empresas que limpia las calles de Madrid. Los compañeros del Este donde OHL está presente (Polonia, Eslovaquia y Rusia), tomaron parte en la campaña. El conflicto terminó con un acuerdo entre la empresa y el empleado despedido.
A principios de marzo, hubo acciones de solidaridad en 13 países contra la práctica de la subcontratación en el Banco de Santander y por la readmisión del delegado de CNT despedido. Las Secciones organizaron acciones en Polonia, Argentina, Brasil, Alemania, Reino Unido, Portugal y Francia y enviaron protestas a otras localizaciones en las que no había sedes. También participaron compañeros de otros países como Uruguay y Estados Unidos. Celebramos otra jornada de acción en junio –en total se organizaron tres días de acciones para esta lucha. Al final, la empresa pagó el acuerdo alcanzado con el compañero, que ya se había trasladado a otra ciudad. El acuerdo fue mucho más alto de lo habitual y el compañero cree que se debió a las acciones. Para mostrar su postura sobre la ayuda mutua, él y su sindicato decidieron enviar parte del dinero a otros compañeros de la AIT en lucha.
En marzo también hubo acciones de solidaridad por la liberación de los petroleros en Las Heras, Argentinas, presos. Se llevaron a cabo piquetes de solidaridad ante las embajadas de Belgrado, Varsovia y Oslo y hubo un piquete en Newcastle, donde los compañeros señalaron como objetivo a HBSC por su complicidad. Después tuvieron lugar piquetes en España.
En abril varias acciones apoyaron el caso de un compañero de España contra TNS, la empresa internacional de encuestas. El compañero fue despedido después de años en la empresa por intentar hacer algo contra el deterioro de las condiciones de trabajo en la empresa. ZSP, KRAS, NSF y ASI organizaron acciones. Finalmente, la empresa reconoció el despido improcedente del compañero y le abonó una compensación alta.
En mayo y junio, una serie de Secciones enviaron cartas de protesta en apoyo de las trabajadoras de la ZSP en el Hospital del Belchatow, que estaban luchando por recuperar sus empleos. Los compañeros de Eslovaquia también llevaron a cabo un piquete ante la embajada polaca. Las trabajadoras fueron contratadas de nuevo después de tres meses de ocupación y acciones.
En junio, algunas Secciones llevaron a cabo acciones ante la empresa Portinox/Teka, para apoyar la lucha contra el despido del delegado sindical de la CNT de Granada. Llegó solidaridad desde Portugal, Polonia, Noruega y Eslovaquia. El compañero fue, posteriormente, readmitido en su trabajo.